Esperança de trabalho

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Publicada em 23/03/2018 às 22:45:00

 

Aparentemente, a roda da eco-
nomia começa a girar em sen-
tido favorável para os trabalhadores brasileiros. De acordo com os dados oficiais, a tendência observada em meses anteriores, quando as admissões no mercado formal de trabalho superou as demissões, foi mais uma vez confirmada. A esperança finalmente desponta no horizonte.
O Brasil criou 61.188 mil postos de trabalho em fevereiro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O número é bem superior aos 35 mil empregos gerados em fevereiro do ano passado e corresponde ao melhor resultado desde 2014, quando foram abertas 260.823 vagas no mesmo período. No total, foram registradas 1.274.965 admissões e 1.213.777 demissões. O saldo é positivo.
A novidade, no entanto, ainda não é extensiva a todos os estados do País. Especificidades regionais ainda desanimam o grande número de desempregados a procura de uma oportunidade, principalmente no nordeste. Em Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Rio de Janeiro, os empregadores continuam dispensando braços fortes.
A recuperação sustentável da economia e a retomada do crescimento é condição indispensável para a superação dos desafios aguardando combate na agenda dos governantes. Sob esse pretexto é que foram promovidas as impopulares reformas do governo Temer. Mas a esperança de trabalho é apenas o começo. Pouca gente acredita hoje na restauração de um estado de bem estar social no Brasil, com pleno emprego e a recuperação do poder de compra da população. O acesso aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição, então, parece uma quimera. Em tempos assim difíceis, comida na mesa é a maior ambição do trabalhador.

Aparentemente, a roda da eco- nomia começa a girar em sen- tido favorável para os trabalhadores brasileiros. De acordo com os dados oficiais, a tendência observada em meses anteriores, quando as admissões no mercado formal de trabalho superou as demissões, foi mais uma vez confirmada. A esperança finalmente desponta no horizonte.
O Brasil criou 61.188 mil postos de trabalho em fevereiro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O número é bem superior aos 35 mil empregos gerados em fevereiro do ano passado e corresponde ao melhor resultado desde 2014, quando foram abertas 260.823 vagas no mesmo período. No total, foram registradas 1.274.965 admissões e 1.213.777 demissões. O saldo é positivo.
A novidade, no entanto, ainda não é extensiva a todos os estados do País. Especificidades regionais ainda desanimam o grande número de desempregados a procura de uma oportunidade, principalmente no nordeste. Em Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e Rio de Janeiro, os empregadores continuam dispensando braços fortes.
A recuperação sustentável da economia e a retomada do crescimento é condição indispensável para a superação dos desafios aguardando combate na agenda dos governantes. Sob esse pretexto é que foram promovidas as impopulares reformas do governo Temer. Mas a esperança de trabalho é apenas o começo. Pouca gente acredita hoje na restauração de um estado de bem estar social no Brasil, com pleno emprego e a recuperação do poder de compra da população. O acesso aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição, então, parece uma quimera. Em tempos assim difíceis, comida na mesa é a maior ambição do trabalhador.