Água de beber

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Publicada em 25/03/2018 às 12:21:00

 

Após sete dias de debates, o Fó-
rum Mundial da água realizado 
até ontem, em Brasília, chegou à conclusão mais óbvia: Sem uma mudança de postura das autoridades competentes ante a questão hídrica, logo faltará água de beber para boa parte da população mundial.
O acesso universal à água potável e o saneamento são os desafios no horizonte. Apesar de o planeta estar coberto de água, estima-se que apenas 0,77% esteja disponível para o consumo humano em lagos, rios e reservatórios subterrâneos. Água boa, é sabido há muito, é um recurso limitado, cujo valor deriva também de ser justamente um bem dos mais escassos.
Ocorre que a questão hídrica é também econômica e política, está relacionada estratégias de desenvolvimento que possui nas indústrias, ainda muito poluentes, o seu principal alicerce. O ciclo da água está diretamente ligado ao clima. Assim, mudanças no clima que alterem o regime de chuvas podem provocar o aumento da ocorrência de eventos hidrológicos extremos, como inundações e longos períodos de seca. Esses eventos afetam a oferta de água, ameaçando o suprimento de recursos hídricos para todos.
Ninguém alimenta mais a ilusão de que a água é, além de bem natural, recurso infinito, a salvo de gestões e poderes mundanos. Trata-se, isto sim, de uma riqueza já explorada à exaustão, no centro de interesses nada beatos. A constante queda de braço entre ribeirinhos do moribundo São Francisco, hidrelétricas e distribuidoras de energia é prova. A peleja por água se dá até mesmo às margens dos rios.

Após sete dias de debates, o Fó- rum Mundial da água realizado  até ontem, em Brasília, chegou à conclusão mais óbvia: Sem uma mudança de postura das autoridades competentes ante a questão hídrica, logo faltará água de beber para boa parte da população mundial.
O acesso universal à água potável e o saneamento são os desafios no horizonte. Apesar de o planeta estar coberto de água, estima-se que apenas 0,77% esteja disponível para o consumo humano em lagos, rios e reservatórios subterrâneos. Água boa, é sabido há muito, é um recurso limitado, cujo valor deriva também de ser justamente um bem dos mais escassos.
Ocorre que a questão hídrica é também econômica e política, está relacionada estratégias de desenvolvimento que possui nas indústrias, ainda muito poluentes, o seu principal alicerce. O ciclo da água está diretamente ligado ao clima. Assim, mudanças no clima que alterem o regime de chuvas podem provocar o aumento da ocorrência de eventos hidrológicos extremos, como inundações e longos períodos de seca. Esses eventos afetam a oferta de água, ameaçando o suprimento de recursos hídricos para todos.
Ninguém alimenta mais a ilusão de que a água é, além de bem natural, recurso infinito, a salvo de gestões e poderes mundanos. Trata-se, isto sim, de uma riqueza já explorada à exaustão, no centro de interesses nada beatos. A constante queda de braço entre ribeirinhos do moribundo São Francisco, hidrelétricas e distribuidoras de energia é prova. A peleja por água se dá até mesmo às margens dos rios.