O Rio de Janeiro continua lindo!

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Fé na beleza
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Publicada em 26/03/2018 às 22:19:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A Música Popular Bra
sileira, aplaudida 
por certa malemolência, é também marcada por requintes pontuais de elevada erudição. Embora a sensibilidade verde e amarela, profundamente identificada com o País tropical da canção, seja sim tributária da alegria mais calorosa, tal sentimento nunca foi essencialmente estranho à forma clássica. É nessa espécie de Lado B do espírito nativo que o Duo Vieira aposta todas as fichas com o projeto Pérolas para Jobim.
As cores usualmente atribuídas ao cancioneiro tupiniquim pintam uma nação de traços folclóricos, lugar próprio do exótico, de valores alheios a grandezas musicais. Já a voz da cantora Rebeca Vieira, associada aos arranjos de acento camerístico assinados pelo sete cordas Ricardo Vieira, ao contrário, passa ao largo de tudo o que não é música. E, também por isso, busca aqui as próprias razões no repertório menos conhecido do maestro Tom Jobim.
Não é só de balanço que se faz a música brasileira. A pesquisa realizada pelo Duo Vieira, por exemplo, está concentrada no período anterior à Bossa Nova, quando Tom Jobim assumiu a influência e admiração pelos compositores clássicos de sua formação, como Ravel e Debussy. O resultado está registrado em partituras de grande carga dramática, por vezes introspectiva, agora realçada por força das intenções sublinhadas no projeto Pérolas para Jobim.
Segundo Ricardo Vieira, tudo se resume a uma investigação de natureza lírica. "Nesse projeto, temos o objetivo de expressar, através da nossa fusão, as intenções do compositor, as suas inspirações, desejos e características típicas da música daquele período, bem como o seu apreço pelas belezas naturais da cidade maravilhosa".
Dito e feito. Quem duvida, tem de conferir o canal do Duo Vieira, ancorado no Youtube, onde os músicos divulgam os primeiros resultados de uma experiência ainda em progresso. A paisagem carioca ganha, assim, os contornos de uma cidade de sentidos puros, misturando memória afetiva com a potência de uma música de altura impossível, um depoimento de fé absoluta na beleza, no amor e na vida, como a dizer: O Rio de Janeiro continua lindo!

A Música Popular Bra sileira, aplaudida  por certa malemolência, é também marcada por requintes pontuais de elevada erudição. Embora a sensibilidade verde e amarela, profundamente identificada com o País tropical da canção, seja sim tributária da alegria mais calorosa, tal sentimento nunca foi essencialmente estranho à forma clássica. É nessa espécie de Lado B do espírito nativo que o Duo Vieira aposta todas as fichas com o projeto Pérolas para Jobim.
As cores usualmente atribuídas ao cancioneiro tupiniquim pintam uma nação de traços folclóricos, lugar próprio do exótico, de valores alheios a grandezas musicais. Já a voz da cantora Rebeca Vieira, associada aos arranjos de acento camerístico assinados pelo sete cordas Ricardo Vieira, ao contrário, passa ao largo de tudo o que não é música. E, também por isso, busca aqui as próprias razões no repertório menos conhecido do maestro Tom Jobim.
Não é só de balanço que se faz a música brasileira. A pesquisa realizada pelo Duo Vieira, por exemplo, está concentrada no período anterior à Bossa Nova, quando Tom Jobim assumiu a influência e admiração pelos compositores clássicos de sua formação, como Ravel e Debussy. O resultado está registrado em partituras de grande carga dramática, por vezes introspectiva, agora realçada por força das intenções sublinhadas no projeto Pérolas para Jobim.
Segundo Ricardo Vieira, tudo se resume a uma investigação de natureza lírica. "Nesse projeto, temos o objetivo de expressar, através da nossa fusão, as intenções do compositor, as suas inspirações, desejos e características típicas da música daquele período, bem como o seu apreço pelas belezas naturais da cidade maravilhosa".
Dito e feito. Quem duvida, tem de conferir o canal do Duo Vieira, ancorado no Youtube, onde os músicos divulgam os primeiros resultados de uma experiência ainda em progresso. A paisagem carioca ganha, assim, os contornos de uma cidade de sentidos puros, misturando memória afetiva com a potência de uma música de altura impossível, um depoimento de fé absoluta na beleza, no amor e na vida, como a dizer: O Rio de Janeiro continua lindo!