Mercados ficam lotados para a venda de pescados

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No mercado central, foram montadas bancas de pescados na área externa
No mercado central, foram montadas bancas de pescados na área externa

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Publicada em 29/03/2018 às 04:51:00

 

Milton Alves Júnior
Centenas de consu-
midores deixaram 
para a última hora a compra de pescados destinada a ceia da Semana Santa. No centro de Aracaju, anexo ao Mercado Albano Franco, o movimento foi intenso durante a manhã e tarde de ontem. Por deixarem a aquisição de peixes e demais mariscos para a véspera da sexta-feira da Paixão, as variedades já não eram mais as mesmas - se comparado com o final de semana passado -, e os preços apresentaram leve inflação. Para tentar atender a alta demanda de clientes, cerca de 60 barracas foram instaladas ao lado do terminal pesqueiro. A perspectiva dos comerciantes é que o movimento siga representativo até amanhã.
Na atual tabela de preços o quilo do aratu não é encontrado por menos de R$ 18; na semana passada era possível adquirir por 15 reais. O camarão pistola com reajuste de 22% - entre 2016 e 2018, é revendido por R$ 46, o quilo; pistola sem casca, apenas o filé, custa em média R$ 60. O quilo do cação é repassado por R$ 25; e a lagosta, a depender do tamanho, assim como há cinco dias, segue variando entre R$ 20 e R$ 50. O camarão médio é vendido em média por R$ 32; já o quilo da vermelha, nas bancas que ainda disponibilizavam do alimento, não era comercializado por menos de R$ 27. Apesar do armazenamento prévio, muitos comerciantes não possuíam mais pescados para revender.
Após enfrentar dois anos de dificuldade em adquirir o peixe de sua preferência, o publicitário Edvan Simões declarou ao Jornal do Dia que no início deste mês optou por encomendar três peixes da espécie vermelha, com três quilos cada. Para manter a tradição familiar foi preciso se antecipar. "Desde 2015 ou 16 rinham deixando a compra para essa semana e acontecia que, depois de muita luta, encontrava o peixe, mas não no tamanho e peso desejado. Além disso o preço estava mais salgado. Esse ano encomendei e vim buscar; foi muito melhor assim para mim, e acredito que para a minha fornecedora também", afirmou.
Revendedor de pescados há 23 anos, o pirambuense Antônio Leonel destaca o momento como essencial para as famílias sergipanas que dependem desse comércio para se sustentar. Habilidoso na hora de convencer os clientes a adquirir o alimento, o vendedor garante que as reclamações quanto aos preços seguirão constantes, independente do valor apresentado. "Se eu botar o quilo da arraia por R$ 5 ainda vai ter muita gente querendo baixar e pagar R$ 4. A verdade é que todo mundo já sabe que os preços sobem 15 dias antes da Semana Santa, e caem dois dias depois do domingo de Páscoa. Mesmo com essas reclamações todas, as vendas estão cada vez mais altas e é preciso correr pra não ficar sem o marisco", disse.
Complementos - Essenciais para a produção culinária, alimentos como verduras, frutas e temperos também apresentaram tabela com baixa inflação. O coco ralado, por exemplo, saltou de R$ 2,40 para R$3,30. Já o quilo da cebola, pimentão, tomate, quiabo, cenoura e alface apresentam até 8% de reajuste. Castanhas, amendoim e dendê apresentam elevação de 5%. Na expectativa de evitar grandes filas, na tarde de ontem dezenas de pessoas já começaram a pesquisar preços. "Já era pra eu ter vindo antes, mas a correria é tão grande que foi uma coisa e outra, e acabei só podendo vir aqui hoje. Mesmo assim está bom, dá pra garantir a ceia santa", declarou o taxista Jorge Passos.
A movimentação na área externa do mercado central era considerada favorável aos vendedores, apesar das pancadas de chuvas registradas entre as 13h e 16h30. Para a vendedora Tamires dos Santos, enfrentar o mau tempo foi outro empecilho deparado por consumidores que deixaram as compras para a semana comemorativa. Apesar da meteorologia não se apresentar favorável aos vendedores, o fluxo de comercialização registrado desde a tarde da última sexta-feira, 23, já tem contribuído para que o lucro comece a surgir. A luta agora é para bater o índice de vendas do ano passado. "Falando por mim, consegui equiparar o preço de compra e venda na manhã de terça; desde lá estou apenas ampliando o lucro que ainda não chegou ao patamar do ano passado", declarou.
Funcionamento - Conforme informações apresentadas pela Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), hoje, e sábado, 31, os mercados centrais Thales Ferraz e Antônio Franco irão funcionar em horário normal, das 6h às 18h, e no domingo, dia 1ª, das 6h às 12h. Amanhã, sexta-feira da paixão, eles estarão fechados. O mercado Albano Franco também funciona hoje normalmente, no sábado, das 5h30 às 17h, e no domingo das 5h30 às 12h. Já amanhã o mercado funcionará em horário especial das 5h30 às 12h. Os mercados setoriais e o mercado Vereador Milton Santos, no conjunto Augusto Franco, funcionarão amanhã até às 12h. Hoje e sábado o horário permanece das 7h às 17h, e domingo, das 7h às 12h.
O Centro de Artesanato Chica Chaves, na Orla do bairro Industrial, também estará fechado durante todo o feriado. As feiras que ocorrem sempre na sexta-feira, excepcionalmente nesta semana, serão antecipadas para o dia de hoje. São elas: Suíssa; Aruana (residencial Costa Nova), São José (ao lado do Ginásio Constâncio Vieira), Médici, Conjunto J. P. Freire, Sol Nascente, Bairro Lamarão, Castelo Branco e Agamenon Magalhães. Já as feiras livres realizadas no sábado, 31, e no domingo, 1º, acontecerão normalmente.

Centenas de consu- midores deixaram  para a última hora a compra de pescados destinada a ceia da Semana Santa. No centro de Aracaju, anexo ao Mercado Albano Franco, o movimento foi intenso durante a manhã e tarde de ontem. Por deixarem a aquisição de peixes e demais mariscos para a véspera da sexta-feira da Paixão, as variedades já não eram mais as mesmas - se comparado com o final de semana passado -, e os preços apresentaram leve inflação. Para tentar atender a alta demanda de clientes, cerca de 60 barracas foram instaladas ao lado do terminal pesqueiro. A perspectiva dos comerciantes é que o movimento siga representativo até amanhã.
Na atual tabela de preços o quilo do aratu não é encontrado por menos de R$ 18; na semana passada era possível adquirir por 15 reais. O camarão pistola com reajuste de 22% - entre 2016 e 2018, é revendido por R$ 46, o quilo; pistola sem casca, apenas o filé, custa em média R$ 60. O quilo do cação é repassado por R$ 25; e a lagosta, a depender do tamanho, assim como há cinco dias, segue variando entre R$ 20 e R$ 50. O camarão médio é vendido em média por R$ 32; já o quilo da vermelha, nas bancas que ainda disponibilizavam do alimento, não era comercializado por menos de R$ 27. Apesar do armazenamento prévio, muitos comerciantes não possuíam mais pescados para revender.
Após enfrentar dois anos de dificuldade em adquirir o peixe de sua preferência, o publicitário Edvan Simões declarou ao Jornal do Dia que no início deste mês optou por encomendar três peixes da espécie vermelha, com três quilos cada. Para manter a tradição familiar foi preciso se antecipar. "Desde 2015 ou 16 rinham deixando a compra para essa semana e acontecia que, depois de muita luta, encontrava o peixe, mas não no tamanho e peso desejado. Além disso o preço estava mais salgado. Esse ano encomendei e vim buscar; foi muito melhor assim para mim, e acredito que para a minha fornecedora também", afirmou.
Revendedor de pescados há 23 anos, o pirambuense Antônio Leonel destaca o momento como essencial para as famílias sergipanas que dependem desse comércio para se sustentar. Habilidoso na hora de convencer os clientes a adquirir o alimento, o vendedor garante que as reclamações quanto aos preços seguirão constantes, independente do valor apresentado. "Se eu botar o quilo da arraia por R$ 5 ainda vai ter muita gente querendo baixar e pagar R$ 4. A verdade é que todo mundo já sabe que os preços sobem 15 dias antes da Semana Santa, e caem dois dias depois do domingo de Páscoa. Mesmo com essas reclamações todas, as vendas estão cada vez mais altas e é preciso correr pra não ficar sem o marisco", disse.
Complementos - Essenciais para a produção culinária, alimentos como verduras, frutas e temperos também apresentaram tabela com baixa inflação. O coco ralado, por exemplo, saltou de R$ 2,40 para R$3,30. Já o quilo da cebola, pimentão, tomate, quiabo, cenoura e alface apresentam até 8% de reajuste. Castanhas, amendoim e dendê apresentam elevação de 5%. Na expectativa de evitar grandes filas, na tarde de ontem dezenas de pessoas já começaram a pesquisar preços. "Já era pra eu ter vindo antes, mas a correria é tão grande que foi uma coisa e outra, e acabei só podendo vir aqui hoje. Mesmo assim está bom, dá pra garantir a ceia santa", declarou o taxista Jorge Passos.
A movimentação na área externa do mercado central era considerada favorável aos vendedores, apesar das pancadas de chuvas registradas entre as 13h e 16h30. Para a vendedora Tamires dos Santos, enfrentar o mau tempo foi outro empecilho deparado por consumidores que deixaram as compras para a semana comemorativa. Apesar da meteorologia não se apresentar favorável aos vendedores, o fluxo de comercialização registrado desde a tarde da última sexta-feira, 23, já tem contribuído para que o lucro comece a surgir. A luta agora é para bater o índice de vendas do ano passado. "Falando por mim, consegui equiparar o preço de compra e venda na manhã de terça; desde lá estou apenas ampliando o lucro que ainda não chegou ao patamar do ano passado", declarou.
Funcionamento - Conforme informações apresentadas pela Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), hoje, e sábado, 31, os mercados centrais Thales Ferraz e Antônio Franco irão funcionar em horário normal, das 6h às 18h, e no domingo, dia 1ª, das 6h às 12h. Amanhã, sexta-feira da paixão, eles estarão fechados. O mercado Albano Franco também funciona hoje normalmente, no sábado, das 5h30 às 17h, e no domingo das 5h30 às 12h. Já amanhã o mercado funcionará em horário especial das 5h30 às 12h. Os mercados setoriais e o mercado Vereador Milton Santos, no conjunto Augusto Franco, funcionarão amanhã até às 12h. Hoje e sábado o horário permanece das 7h às 17h, e domingo, das 7h às 12h.
O Centro de Artesanato Chica Chaves, na Orla do bairro Industrial, também estará fechado durante todo o feriado. As feiras que ocorrem sempre na sexta-feira, excepcionalmente nesta semana, serão antecipadas para o dia de hoje. São elas: Suíssa; Aruana (residencial Costa Nova), São José (ao lado do Ginásio Constâncio Vieira), Médici, Conjunto J. P. Freire, Sol Nascente, Bairro Lamarão, Castelo Branco e Agamenon Magalhães. Já as feiras livres realizadas no sábado, 31, e no domingo, 1º, acontecerão normalmente.