É hora de priorizar a luta

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 29/03/2018 às 05:02:00

 

* Rômulo Rodrigues
Definitivamente o mês de Março já superou Agosto em termos de catástrofes políticas e marca sua presença agourenta no século 21.
Na penúltima sexta feira do mês o Fascismo se expôs da forma mais abjeta ao atacar a caravana de Lula com pedras e ovos e açoitar de relho alguns manifestantes que corriam atrás da esperança de ter a Democracia de volta.
Por contarem com total apoio das Polícias Militares, chegaram ao auge da ousadia ao dispararem tiros contra o Ônibus da Caravana, num estágio de declaração de guerra.
O movimento comandado por ruralistas apoiadores de Bolsonaro repete; depois de 60 anos um fenômeno que surgiu nos Estados Unidos em 1950 e durou até 1957, conhecido como Macartismo, cujas perseguições movidas pelo anticomunismo, levou à execução na Cadeira Elétrica pessoas, depois provado, que eram completamente inocentes.
Não podemos deixar passar em brancas nuvens os mesmos métodos usados pelos seguidores da Lava Jato nas suas loucuras desenfreadas que já destruíram os setores produtivos mais importantes da economia brasileira e já mataram inocentes como a ativista dos direitos humanos Marielle Franco e o reitor da Universidade de Santa Catarina, apenas pelo prazer de destruir vidas e reputações.
O alongamento ao máximo desses processos de destruição de pessoas levado a cabo segunda feira no TRF-4 nada mais é, do que uma tática para causar insegurança na sociedade e fazer com que os agentes econômicos deixem de investir na economia produtiva.
As ameaças dos fechamentos das Fafens Sergipe e Bahia fazem parte do plano Global de matar o desenvolvimento capitaneado pelo Estado brasileiro, onde quer que ele esteja localizado. Vejamos alguns pontos importantes para os casos de Sergipe e da Bahia.
1) O fechamento se dará em duas unidades produtivas onde os governadores não apoiaram o Golpe de Estado planejado pela CIA e executado como desdobramento da Operação da República de Curitiba.
2) Quebra de um acordo firmado há 25 anos quando os trabalhadores da Nitrofértil abriram mão de um direito conquistado no valor de US$ 250 milhões , transitado em julgado e pronto para execução, em troca da incorporação da Unidade à Petrobras, conforme Decreto do Presidente Itamar Franco;
3) Quebra da soberania econômica do Estado de Sergipe que perde a perspectiva de um futuro de desenvolvimento pela cadeia produtiva do Petróleo, Minério e Gás;
4) A Fafen sempre esteve preparada para alavancar um polo industrial ancorado na energia térmica como geradora para fábricas de Química Fina, Plástico, Massas, Biscoitos a partir do Sulfato de Amônia; tendo como consequência um salto de desenvolvimento na região do Vale do Cotinguiba onde perduram restos dos atrasos da Cana e da Escravidão;
5) A propagação de déficit fruto apenas do superfaturamento contábil e criminoso do preço do Gás Natural feito pelos golpistas e entreguistas; quando, na verdade, há uma expectativa de que os preços dos Fertilizantes venham a ter um aumento de 15% no mercado internacional;
6) A vingança por parte das elites locais que sempre quiseram aniquilar uma Fábrica que foi berço do surgimento de quadros políticos que se projetaram no Estado e no País ocupando lugares que tradicionalmente eram repartidos entre as oligarquias Agrárias, da Cana e do Cimento.
Aos trabalhadores da Fafen e todos que serão prejudicados fica o alerta para que prestem atenção nas palavra do candidato derrotado Aécio Neves na reabertura do exercício legislativo de 2015, na Tribuna do Senado; "vamos obstruir todos os trabalhos até o País quebrar e a Presidenta Dilma ficar sem condições de governar, sem apoio parlamentar.
Aí recuperaremos o País que queremos, independente dos acontecimentos que envolvam o Presidente Lula e o judiciário. Sem o Poder Legislativo, nenhum governo se sustenta.
Os aliados desse projeto de Aécio aqui em Sergipe foram, na Câmara dos Deputados: Adelson Barreto, Fábio Reis, Laércio Oliveira, Pastor Jony e Valadares Filho que votaram pelo Impeachment da Presidenta para agradar a FIESP, e no Senado: os senadores Maria do Carmo, Eduardo Amorim e Antônio Carlos Valadares.
Dois anos depois daquele vergonhoso dia 17 de Abril estes mesmos atores do Teatro da Fancaria, estão a chorar lágrimas de crocodilo para enganar o nosso povo com seus falsos arrependimentos, que são dignos de nossa repulsa.
Os trabalhadores da Fafen que faz 25 anos, com sua organização interna, fizeram ações que com muita energia  conquistaram o apoio incondicional do povo; começam a se mover  no sentido de repetir a história vitoriosa de ontem e barrar essa decisão de fechar  uma Fábrica que é o orgulho de luta de uma geração heróica e que precisa fazer-se ouvir num novo brado retumbante: Não fechar a FAFEN, derrotar o golpe e botar Pedro Parente na cadeia.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues


Definitivamente o mês de Março já superou Agosto em termos de catástrofes políticas e marca sua presença agourenta no século 21.
Na penúltima sexta feira do mês o Fascismo se expôs da forma mais abjeta ao atacar a caravana de Lula com pedras e ovos e açoitar de relho alguns manifestantes que corriam atrás da esperança de ter a Democracia de volta.
Por contarem com total apoio das Polícias Militares, chegaram ao auge da ousadia ao dispararem tiros contra o Ônibus da Caravana, num estágio de declaração de guerra.
O movimento comandado por ruralistas apoiadores de Bolsonaro repete; depois de 60 anos um fenômeno que surgiu nos Estados Unidos em 1950 e durou até 1957, conhecido como Macartismo, cujas perseguições movidas pelo anticomunismo, levou à execução na Cadeira Elétrica pessoas, depois provado, que eram completamente inocentes.
Não podemos deixar passar em brancas nuvens os mesmos métodos usados pelos seguidores da Lava Jato nas suas loucuras desenfreadas que já destruíram os setores produtivos mais importantes da economia brasileira e já mataram inocentes como a ativista dos direitos humanos Marielle Franco e o reitor da Universidade de Santa Catarina, apenas pelo prazer de destruir vidas e reputações.
O alongamento ao máximo desses processos de destruição de pessoas levado a cabo segunda feira no TRF-4 nada mais é, do que uma tática para causar insegurança na sociedade e fazer com que os agentes econômicos deixem de investir na economia produtiva.
As ameaças dos fechamentos das Fafens Sergipe e Bahia fazem parte do plano Global de matar o desenvolvimento capitaneado pelo Estado brasileiro, onde quer que ele esteja localizado. Vejamos alguns pontos importantes para os casos de Sergipe e da Bahia.
1) O fechamento se dará em duas unidades produtivas onde os governadores não apoiaram o Golpe de Estado planejado pela CIA e executado como desdobramento da Operação da República de Curitiba.
2) Quebra de um acordo firmado há 25 anos quando os trabalhadores da Nitrofértil abriram mão de um direito conquistado no valor de US$ 250 milhões , transitado em julgado e pronto para execução, em troca da incorporação da Unidade à Petrobras, conforme Decreto do Presidente Itamar Franco;
3) Quebra da soberania econômica do Estado de Sergipe que perde a perspectiva de um futuro de desenvolvimento pela cadeia produtiva do Petróleo, Minério e Gás;
4) A Fafen sempre esteve preparada para alavancar um polo industrial ancorado na energia térmica como geradora para fábricas de Química Fina, Plástico, Massas, Biscoitos a partir do Sulfato de Amônia; tendo como consequência um salto de desenvolvimento na região do Vale do Cotinguiba onde perduram restos dos atrasos da Cana e da Escravidão;
5) A propagação de déficit fruto apenas do superfaturamento contábil e criminoso do preço do Gás Natural feito pelos golpistas e entreguistas; quando, na verdade, há uma expectativa de que os preços dos Fertilizantes venham a ter um aumento de 15% no mercado internacional;
6) A vingança por parte das elites locais que sempre quiseram aniquilar uma Fábrica que foi berço do surgimento de quadros políticos que se projetaram no Estado e no País ocupando lugares que tradicionalmente eram repartidos entre as oligarquias Agrárias, da Cana e do Cimento.
Aos trabalhadores da Fafen e todos que serão prejudicados fica o alerta para que prestem atenção nas palavra do candidato derrotado Aécio Neves na reabertura do exercício legislativo de 2015, na Tribuna do Senado; "vamos obstruir todos os trabalhos até o País quebrar e a Presidenta Dilma ficar sem condições de governar, sem apoio parlamentar.
Aí recuperaremos o País que queremos, independente dos acontecimentos que envolvam o Presidente Lula e o judiciário. Sem o Poder Legislativo, nenhum governo se sustenta.
Os aliados desse projeto de Aécio aqui em Sergipe foram, na Câmara dos Deputados: Adelson Barreto, Fábio Reis, Laércio Oliveira, Pastor Jony e Valadares Filho que votaram pelo Impeachment da Presidenta para agradar a FIESP, e no Senado: os senadores Maria do Carmo, Eduardo Amorim e Antônio Carlos Valadares.
Dois anos depois daquele vergonhoso dia 17 de Abril estes mesmos atores do Teatro da Fancaria, estão a chorar lágrimas de crocodilo para enganar o nosso povo com seus falsos arrependimentos, que são dignos de nossa repulsa.
Os trabalhadores da Fafen que faz 25 anos, com sua organização interna, fizeram ações que com muita energia  conquistaram o apoio incondicional do povo; começam a se mover  no sentido de repetir a história vitoriosa de ontem e barrar essa decisão de fechar  uma Fábrica que é o orgulho de luta de uma geração heróica e que precisa fazer-se ouvir num novo brado retumbante: Não fechar a FAFEN, derrotar o golpe e botar Pedro Parente na cadeia.
* Rômulo Rodrigues é militante político