O Santo Sudário

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Publicada em 29/03/2018 às 05:03:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
Em 2010, participando em Turim de 
um encontro de bispos salesianos, 
tive a oportunidade de, pela 3ª vez, assistir a uma exposição do Santo Sudário, a sagrada relíquia da morte e ressurreição de Jesus. A primeira foi em 1998, como peregrino. Por uma concessão - eu era Arcebispo de Maceió - pude demorar-me em meditação diante do linho sagrado, que um autor cristão, de forma inspirada, asseverou que "ele recebeu o corpo de Jesus morto após a crucifixão, e o devolveu glorioso na ressurreição". A segunda vez foi quando os bispos do Nordeste II tiveram uma exposição particular, que o então Arcebispo de Turim (Cardeal Poletto) nos concedeu, e eu tive o privilégio de ficar bem perto, ao alcance da mão, do Santo Sudário.
Foi publicado em Turim (2010) um estudo sobre as indagações históricas e as pesquisas científicas sobre a Santa Síndone, de Pierluigi Borlone, catedrático de medicina legal na Universidade de Turim. Ele analisa aprofundadamente todas as vicissitudes históricas pelas quais passou o Santo Sudário. De Edessa, na Mesopotâmia, hoje Turquia, aonde foi levado por um cristão pelo ano 33, depois de uma inundação e a conquista da cidade pelos turcos, o Sudário foi levado para Constantinopla. Na época das Cruzadas, ele veio para a Europa, onde terminou em Lirey, na França. Daí para Chambery, onde sofreu um incêndio no convento das Irmãs Clarissas, que o repararam com pedaços de linho. De lá, foi para a posse da família real da Savoia, que o levou para Turim, onde se encontra. O último Savoia, príncipe Humberto, por disposição testamentária, doou o sagrado linho à Santa Sé, que constituiu o Arcebispo de Turim guardião do Santo Sudário.
A grande descoberta científica, que emocionou o mundo, aconteceu em 1898, quando o fotógrafo Secondo Pia fez a 1.ª fotografia do Sudário e, no negativo, apareceu em positivo a figura de um homem, flagelado e todo chagado. Outras experiências científicas encontraram no tecido 58 espécies de pólen, parte de Jerusalém do tempo de Jesus e parte da França e da Itália. A experiência negativa com o Carbono-14, em 1988, hoje está desacreditada, porque o incêndio de Chambery inutilizou a realização da pesquisa e, segundo outros cientistas, ela foi realizada com os remendos das Irmãs Clarissas.
Na exposição de 1998, acorreram 3,5 milhões de pessoas, inclusive o então Papa São João Paulo II, que escreveu: "O Sudário é uma provocação à inteligência. O que conta para quem crê é o fato de o Sudário ser espelho do Evangelho".
* * *
A todos os amigos, votos de feliz e santa Páscoa, com as bênçãos do Senhor Ressuscitado, vencedor do pecado e da morte. Com estima fraterna, Dom Edvaldo.
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)
dedvaldo@salesianorecife.com.br 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB


Em 2010, participando em Turim de  um encontro de bispos salesianos,  tive a oportunidade de, pela 3ª vez, assistir a uma exposição do Santo Sudário, a sagrada relíquia da morte e ressurreição de Jesus. A primeira foi em 1998, como peregrino. Por uma concessão - eu era Arcebispo de Maceió - pude demorar-me em meditação diante do linho sagrado, que um autor cristão, de forma inspirada, asseverou que "ele recebeu o corpo de Jesus morto após a crucifixão, e o devolveu glorioso na ressurreição". A segunda vez foi quando os bispos do Nordeste II tiveram uma exposição particular, que o então Arcebispo de Turim (Cardeal Poletto) nos concedeu, e eu tive o privilégio de ficar bem perto, ao alcance da mão, do Santo Sudário.
Foi publicado em Turim (2010) um estudo sobre as indagações históricas e as pesquisas científicas sobre a Santa Síndone, de Pierluigi Borlone, catedrático de medicina legal na Universidade de Turim. Ele analisa aprofundadamente todas as vicissitudes históricas pelas quais passou o Santo Sudário. De Edessa, na Mesopotâmia, hoje Turquia, aonde foi levado por um cristão pelo ano 33, depois de uma inundação e a conquista da cidade pelos turcos, o Sudário foi levado para Constantinopla. Na época das Cruzadas, ele veio para a Europa, onde terminou em Lirey, na França. Daí para Chambery, onde sofreu um incêndio no convento das Irmãs Clarissas, que o repararam com pedaços de linho. De lá, foi para a posse da família real da Savoia, que o levou para Turim, onde se encontra. O último Savoia, príncipe Humberto, por disposição testamentária, doou o sagrado linho à Santa Sé, que constituiu o Arcebispo de Turim guardião do Santo Sudário.
A grande descoberta científica, que emocionou o mundo, aconteceu em 1898, quando o fotógrafo Secondo Pia fez a 1.ª fotografia do Sudário e, no negativo, apareceu em positivo a figura de um homem, flagelado e todo chagado. Outras experiências científicas encontraram no tecido 58 espécies de pólen, parte de Jerusalém do tempo de Jesus e parte da França e da Itália. A experiência negativa com o Carbono-14, em 1988, hoje está desacreditada, porque o incêndio de Chambery inutilizou a realização da pesquisa e, segundo outros cientistas, ela foi realizada com os remendos das Irmãs Clarissas.
Na exposição de 1998, acorreram 3,5 milhões de pessoas, inclusive o então Papa São João Paulo II, que escreveu: "O Sudário é uma provocação à inteligência. O que conta para quem crê é o fato de o Sudário ser espelho do Evangelho".
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A todos os amigos, votos de feliz e santa Páscoa, com as bênçãos do Senhor Ressuscitado, vencedor do pecado e da morte. Com estima fraterna, Dom Edvaldo.
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)dedvaldo@salesianorecife.com.br