Prisões de amigos do presidente Temer indicam que nova denúncia pode sair

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COM AUTORIZAÇÃO DO STF, AGENTES DA POLÍCIA FEDERAL PRENDERAM VELHOS AMIGOS DE TEMER, EM INQUÉRITO QUE APURA DIRECIONAMENTO DE DECRETO PRESIDENCIAL
COM AUTORIZAÇÃO DO STF, AGENTES DA POLÍCIA FEDERAL PRENDERAM VELHOS AMIGOS DE TEMER, EM INQUÉRITO QUE APURA DIRECIONAMENTO DE DECRETO PRESIDENCIAL

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Publicada em 30/03/2018 às 00:19:00

Alex Rodrigues e Fernanda Cruz
Agência Brasil

O ex-ministro da Agri-cultura e ex-presi-dente da estatal Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Wagner Rossi, e os principais executivos de dois grandes grupos empresariais de logística de transportes foram detidos ontem(29), em caráter temporário, no âmbito da Operação Skala, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
Presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco foi detido em Monte Alegre do Sul, no interior de São Paulo, e chegou à superintendência da PF em São Paulo por volta de 11h. Já a empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, foi detida em seu apartamento, no Rio de Janeiro.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), vários mandados de prisão temporária e de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela PF, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. As medidas foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, relator do chamado Inquérito dos Portos, que apura as suspeitas de que agentes públicos favoreceram empresas do setor portuário com a publicação de um decreto assinado pelo presidente Temer em maio do ano passado, o chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017).
Investigado no mesmo inquérito, o advogado José Yunes, ex-assessor do presidente Michel Temer também foi preso esta manhã.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF restringiu a divulgação de informações a respeito da operação. O MPF também informou que, por se tratar de medidas cautelares, autorizadas para "embasar investigações em curso", não confirmaria os nomes de todos os investigados alvos dos mandados.
Procurada pela reportagem, a defesa de Rossi informou que o ex-ministro está aposentado há sete anos e que não atuou mais profissionalmente na vida pública ou privada. "Nunca mais participou de campanhas eleitorais ou teve relacionamentos políticos. Nunca foi chamado a depor no caso mencionado. Portanto, são abusivas as medidas tomadas. Apesar disso, Wagner Rossi está seguro de que provará sua inocência", informa a nota dos seus advogados.
A Rodrimar e o advogado de Celso Grecco ainda não se pronunciaram.
Em nota, o Grupo Libra informou que já está prestando todos os esclarecimentos à Justiça, e que uma de suas acionistas já depôs à Polícia Federal. Mais informações, conforme o grupo, serão dadas após integral acesso aos documentos da investigação, o que, até o momento, não foi disponibilizado aos advogados da empresa.