Justiça ouve testemunhas sobre desvio de combustíveis na PM

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Publicada em 03/04/2018 às 06:36:00

 

Gabriel Damásio
O juiz Edno Aldo Ri-
beiro de Santana, 
da 6ª Vara Criminal de Aracaju, realizou ontem a primeira audiência de instrução do processo que apura o desvio nos combustíveis usados para abastecer as viaturas da Polícia Militar. Três testemunhas arroladas pelo Ministério Público prestaram depoimento durante toda a manhã no Fórum Gumercindo Bessa, dentro do processo aberto contra o terceiro-sargento Robertson Souza Silva, indiciado pela Corregedoria da PM como principal organizador do suposto esquema. O militar, que estava lotado no Centro de Suprimento e Manutenção (CSM), está preso desde o final de fevereiro, quando teve sua prisão preventiva decretada. 
Ao todo, onze testemunhas foram arroladas pelas bancas de acusação e defesa, sendo sete militares e quatro civis. Três destes depoimentos foram prestados ontem e os outros foram remarcados para o próximo dia 30. Entre os convocados, estava Luiz da Silveira Freitas, gerente de operações da rede Petrox, ao qual pertence o posto de combustíveis onde os abastecimentos irregulares foram realizados com o cartão Vale Card, usado pelos veículos da PM. Ao deixar o fórum, ele disse que a empresa "foi tão vítima" do esquema "quanto o governo do estado" e só tomou conhecimento do problema ao ser procurada por uma equipe da Polícia Civil que investigava os desvios.
"A empresa não tinha como saber porque trata-se de um cartão de frota, que o controle é todo pela Vale Card. Fomos tão vítimas disso quanto o governo, porque o pessoal estava pegando o dinheiro [do caixa] e trocando pelo cartão, que só recebíamos [o valor equivalente] com 45 dias depois]", lamentou o gerente, que disse não ter reconhecido Robertson como um dos militares que abasteciam as viaturas. Uma frentista que trabalhava na empresa também foi indiciada e arrolada no processo, pois admitiu à Corregedoria que simulava os abastecimentos das viaturas atreladas aos chamados "cartões-coringa", repassando os valores equivalentes ao sargento. 
A defesa do militar alega inocência e afirma que ele não cometeu nenhuma irregularidade enquanto esteve à frente do controle das viaturas no CSM. "Ao nosso ver, não existe prova contundente que possa incriminar o sargento Robertson e nem qualquer outro integrante do CSM, ou mesmo da Polícia Militar", disse o advogado Aloísio Vasconcelos, responsável pela defesa, que apontou falhas de procedimento e controle do sistema eletrônico do Vale Card. Segundo ele, tais falhas deixam o sistema totalmente vulnerável e criam dúvidas na prestação de contas. No entanto, o promotor João Rodrigues Neto, responsável pela acusação, disse haver indícios de fraude e de outros crimes praticados tanto pelo sargento quanto por outros policiais e funcionários do posto. 
O sargento Robertson acompanhou a audiência de instrução, tendo chegado e saído do Fórum com a cabeça coberta por uma jaqueta. Ele deverá ser interrogado assim que todas as testemunhas forem ouvidas. Além do juiz Edno Aldo, a instrução é acompanhado por quatro oficiais pertencentes ao Conselho Especial de Justiça Militar (CEJM), instância destacada para o julgamento de processos que envolvam policiais militares. O prejuízo estimado pela PM é de cerca de R$ 56 mil, equivalente ao período de quatro meses de 2017. 

O juiz Edno Aldo Ri- beiro de Santana,  da 6ª Vara Criminal de Aracaju, realizou ontem a primeira audiência de instrução do processo que apura o desvio nos combustíveis usados para abastecer as viaturas da Polícia Militar. Três testemunhas arroladas pelo Ministério Público prestaram depoimento durante toda a manhã no Fórum Gumercindo Bessa, dentro do processo aberto contra o terceiro-sargento Robertson Souza Silva, indiciado pela Corregedoria da PM como principal organizador do suposto esquema. O militar, que estava lotado no Centro de Suprimento e Manutenção (CSM), está preso desde o final de fevereiro, quando teve sua prisão preventiva decretada. 
Ao todo, onze testemunhas foram arroladas pelas bancas de acusação e defesa, sendo sete militares e quatro civis. Três destes depoimentos foram prestados ontem e os outros foram remarcados para o próximo dia 30. Entre os convocados, estava Luiz da Silveira Freitas, gerente de operações da rede Petrox, ao qual pertence o posto de combustíveis onde os abastecimentos irregulares foram realizados com o cartão Vale Card, usado pelos veículos da PM. Ao deixar o fórum, ele disse que a empresa "foi tão vítima" do esquema "quanto o governo do estado" e só tomou conhecimento do problema ao ser procurada por uma equipe da Polícia Civil que investigava os desvios.
"A empresa não tinha como saber porque trata-se de um cartão de frota, que o controle é todo pela Vale Card. Fomos tão vítimas disso quanto o governo, porque o pessoal estava pegando o dinheiro [do caixa] e trocando pelo cartão, que só recebíamos [o valor equivalente] com 45 dias depois]", lamentou o gerente, que disse não ter reconhecido Robertson como um dos militares que abasteciam as viaturas. Uma frentista que trabalhava na empresa também foi indiciada e arrolada no processo, pois admitiu à Corregedoria que simulava os abastecimentos das viaturas atreladas aos chamados "cartões-coringa", repassando os valores equivalentes ao sargento. 
A defesa do militar alega inocência e afirma que ele não cometeu nenhuma irregularidade enquanto esteve à frente do controle das viaturas no CSM. "Ao nosso ver, não existe prova contundente que possa incriminar o sargento Robertson e nem qualquer outro integrante do CSM, ou mesmo da Polícia Militar", disse o advogado Aloísio Vasconcelos, responsável pela defesa, que apontou falhas de procedimento e controle do sistema eletrônico do Vale Card. Segundo ele, tais falhas deixam o sistema totalmente vulnerável e criam dúvidas na prestação de contas. No entanto, o promotor João Rodrigues Neto, responsável pela acusação, disse haver indícios de fraude e de outros crimes praticados tanto pelo sargento quanto por outros policiais e funcionários do posto. 
O sargento Robertson acompanhou a audiência de instrução, tendo chegado e saído do Fórum com a cabeça coberta por uma jaqueta. Ele deverá ser interrogado assim que todas as testemunhas forem ouvidas. Além do juiz Edno Aldo, a instrução é acompanhado por quatro oficiais pertencentes ao Conselho Especial de Justiça Militar (CEJM), instância destacada para o julgamento de processos que envolvam policiais militares. O prejuízo estimado pela PM é de cerca de R$ 56 mil, equivalente ao período de quatro meses de 2017.