Trabalho braçal

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Publicada em 04/04/2018 às 06:37:00

 

Diferente dos países onde a eco-
nomia é pujante, o Brasil não é 
bom lugar para os trabalhadores com boa formação. Ao menos, assim indicam os números examinados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Aparentemente, no País de Temer, quem quiser uma oportunidade de emprego tem de estar resignado a ocupações modestas e ter muita disposição para pegar no pesado.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua sugerem que o Brasil não é lugar para quem usa a cabeça. O recuo da taxa de desocupação é maior entre trabalhadores com ensino fundamental e médio. A oferta de oportunidades e o aumento dos salários são mais expressivos para os profissionais com formação limitada, que usam a força dos próprios braços.
Entre os trabalhadores com ensino médio incompleto, a taxa de desocupação caiu de 24,2% para 20,4% entre primeiro e o último trimestre de 2017. Na mesma base de comparação, o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos recuou de 28,8% para 25,3%.
Os maiores aumentos salariais foram auferidos pelos homens (2,6%), pelos trabalhadores com ensino médio incompleto (5%) e pelos moradores das regiões Norte (5,4%) e Nordeste (4,3%), na comparação entre o primeiro e o quarto trimestre de 2017.
Números assim não falam bem do futuro nacional. Se, por um lado, há o alento para uma parcela considerável da população economicamente ativa, que finalmente consegue colocação no mercado de trabalho, há que se considerar também as ambições de grandeza relegadas pela crise. Sem investimento e oportunidade para a mão de obra qualificada, o Brasil será sempre um lugar de trabalho braçal.

Diferente dos países onde a eco- nomia é pujante, o Brasil não é  bom lugar para os trabalhadores com boa formação. Ao menos, assim indicam os números examinados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Aparentemente, no País de Temer, quem quiser uma oportunidade de emprego tem de estar resignado a ocupações modestas e ter muita disposição para pegar no pesado.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua sugerem que o Brasil não é lugar para quem usa a cabeça. O recuo da taxa de desocupação é maior entre trabalhadores com ensino fundamental e médio. A oferta de oportunidades e o aumento dos salários são mais expressivos para os profissionais com formação limitada, que usam a força dos próprios braços.
Entre os trabalhadores com ensino médio incompleto, a taxa de desocupação caiu de 24,2% para 20,4% entre primeiro e o último trimestre de 2017. Na mesma base de comparação, o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos recuou de 28,8% para 25,3%.
Os maiores aumentos salariais foram auferidos pelos homens (2,6%), pelos trabalhadores com ensino médio incompleto (5%) e pelos moradores das regiões Norte (5,4%) e Nordeste (4,3%), na comparação entre o primeiro e o quarto trimestre de 2017.
Números assim não falam bem do futuro nacional. Se, por um lado, há o alento para uma parcela considerável da população economicamente ativa, que finalmente consegue colocação no mercado de trabalho, há que se considerar também as ambições de grandeza relegadas pela crise. Sem investimento e oportunidade para a mão de obra qualificada, o Brasil será sempre um lugar de trabalho braçal.