Maternidade passa a enfrentar superlotação

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Publicada em 04/04/2018 às 06:52:00

 

Um aumento acentuado no serviço operacional da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, tem deixado dezenas de gestantes preocupadas com a superlotação do espaço desenvolvida pelo Governo do Estado para ser referência no atendimento à média e alta complexidades. Enquanto usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) se mostram preocupados com a decadência assistencial, gestores da Secretaria de Estado da Saúde trabalham com a perspectiva de minimizar os problemas em curto prazo. As críticas apresentadas pelos pacientes e familiares junto ao Jornal do Dia já foram apresentadas, também, à Promotoria de Direitos à Saúde, do Ministério Público Estadual (MPE).
As estatísticas desta semana mostram que 29 pacientes, além da capacidade, necessitaram ser acolhidos pela unidade que recebe pacientes de Aracaju, moradores de todas as regiões do Estado, e famílias de outros estados do Nordeste como Bahia e Alagoas. Essa assistência de baianos e alagoanos, por exemplo, não são diários, mas ocorre com frequência ao longo do ano. De acordo com a direção hospitalar, o departamento neonatal possui capacidade para 59 bebês, mas conta hoje com uma acomodação de 88 pacientes; no o centro cirúrgico que possui estrutura para recepcionar 12 gestantes, hoje abriga 19 usuárias do sistema. As alas de internação (Alcon + GAR), contabilizam 80 pacientes; deveriam existir 75.
Para a aracajuana Larissa Moura, o atendimento dos profissionais é de qualidade, a atenção atribuída atende a expectativa dos usuários, mas a falta de mais leitos acaba comprometendo o atendimento generalizado. Acompanhando uma amiga, a crítica lamenta que a unidade esteja superlotada e sem capacidade para recepcionar outras gestantes que necessitam da assistência especializada. "Quem depende do SUS sofre quando chega o momento de necessitar de atendimento. Os trabalhadores até que nos atendem bem e tentam nos acomodar da melhor forma possível, mas a estrutura não ajuda. Me preocupo com quem chega aqui e não é atendido", declarou.
Sobre a superlotação da unidade, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a maternidade compõe a rede materno-infantil do Estado vem atendendo além de sua capacidade por ser porta aberta para as gestantes e parturientes do SUS, embora seja referência no atendimento. Quanto a qualificação do serviço e resolução dos problemas, isso somente acontecerá a partir do momento em que as obras da Maternidade Hildete Falcão Baptista sejam concluídas e a unidade volte a atender. Ao ser reativada, a maternidade estará disponível aos casos de baixa complexidade. Larissa Moura disse torcer para a concretização das promessas.
"O que nos resta é torcer para que essas obras realmente acabem logo e as pessoas possam ser atendidas de forma menos conturbada, principalmente nesses momentos de sintoma emocional nas alturas. Creio que não somente eu, mas muitos sergipanos esperam que essas promessas saiam do papel e se concretizem", pontuou.

Um aumento acentuado no serviço operacional da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Aracaju, tem deixado dezenas de gestantes preocupadas com a superlotação do espaço desenvolvida pelo Governo do Estado para ser referência no atendimento à média e alta complexidades. Enquanto usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) se mostram preocupados com a decadência assistencial, gestores da Secretaria de Estado da Saúde trabalham com a perspectiva de minimizar os problemas em curto prazo. As críticas apresentadas pelos pacientes e familiares junto ao Jornal do Dia já foram apresentadas, também, à Promotoria de Direitos à Saúde, do Ministério Público Estadual (MPE).
As estatísticas desta semana mostram que 29 pacientes, além da capacidade, necessitaram ser acolhidos pela unidade que recebe pacientes de Aracaju, moradores de todas as regiões do Estado, e famílias de outros estados do Nordeste como Bahia e Alagoas. Essa assistência de baianos e alagoanos, por exemplo, não são diários, mas ocorre com frequência ao longo do ano. De acordo com a direção hospitalar, o departamento neonatal possui capacidade para 59 bebês, mas conta hoje com uma acomodação de 88 pacientes; no o centro cirúrgico que possui estrutura para recepcionar 12 gestantes, hoje abriga 19 usuárias do sistema. As alas de internação (Alcon + GAR), contabilizam 80 pacientes; deveriam existir 75.
Para a aracajuana Larissa Moura, o atendimento dos profissionais é de qualidade, a atenção atribuída atende a expectativa dos usuários, mas a falta de mais leitos acaba comprometendo o atendimento generalizado. Acompanhando uma amiga, a crítica lamenta que a unidade esteja superlotada e sem capacidade para recepcionar outras gestantes que necessitam da assistência especializada. "Quem depende do SUS sofre quando chega o momento de necessitar de atendimento. Os trabalhadores até que nos atendem bem e tentam nos acomodar da melhor forma possível, mas a estrutura não ajuda. Me preocupo com quem chega aqui e não é atendido", declarou.
Sobre a superlotação da unidade, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a maternidade compõe a rede materno-infantil do Estado vem atendendo além de sua capacidade por ser porta aberta para as gestantes e parturientes do SUS, embora seja referência no atendimento. Quanto a qualificação do serviço e resolução dos problemas, isso somente acontecerá a partir do momento em que as obras da Maternidade Hildete Falcão Baptista sejam concluídas e a unidade volte a atender. Ao ser reativada, a maternidade estará disponível aos casos de baixa complexidade. Larissa Moura disse torcer para a concretização das promessas.
"O que nos resta é torcer para que essas obras realmente acabem logo e as pessoas possam ser atendidas de forma menos conturbada, principalmente nesses momentos de sintoma emocional nas alturas. Creio que não somente eu, mas muitos sergipanos esperam que essas promessas saiam do papel e se concretizem", pontuou.