Segundo envolvido em morte de jovem se entrega

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Publicada em 04/04/2018 às 07:11:00

 

Gabriel Damásio
O comerciante Alis-
son Pereira dos 
Santos, o 'Toca', acusado pelo assassinato do dançarino Anthony Marques Santos Rocha, se entregou ontem de manhã na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele estava foragido por mais de uma semana, após ter sua prisão temporária decretada pela Justiça. Por volta das 9h, ele compareceu acompanhado por seu advogado, prestou depoimento por cerca de duas horas e confessou ter executado o rapaz com vários tiros na cabeça. 
Anthony tinha desaparecido em 19 de março, após sair de sua casa, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju) para fazer uma recarga em seu telefone celular, e foi encontrado morto na quarta-feira passada, em um matagal no povoado Lavandeira, em Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). Um primeiro envolvido no crime, José Carlos dos Santos Júnior,funcionário de uma loja de rações pertencente a Alisson, foi preso na semana passada e também confessou o crime, indicando o local onde o corpo do dançarino foi abandonado. 
De acordo com a delegada Maria Zulnária Soares, responsável pelas investigações no DHPP, Alisson contou o crime em detalhes e disse ter agido em legítima defesa, o que não convenceu a polícia por causa das circunstâncias em que a morte foi praticada. "Em sua defesa, ele alega que cometeu [o homicídio] porque no percurso foi ameaçado pela vítima. Mas, as circunstâncias nos levam a visualizar que é muito difícil alguém na mala de um carro e amarrado proferir ameaças contra alguém; e esse alguém já sair portando uma arma de fogo e dizer que não tinha intenção de matar. São esses detalhes que levam a polícia a confirmar tudo que desde o início vem sendo colhido e nada se distancia daquilo o que foi passado por nossa investigação", explicou a delegada.
Os investigadores apuraram que Alisson e Júnior teriam se irritado ao verem que Anthony não tinha dinheiro para pagar as recargas feitas em seu celular na loja de rações e o espancaram, antes de colocá-lo no porta-malas de um carro e levá-lo ao matagal, onde o assassinaram. Na ocasião, a dívida era de R$ 800 e Anthony teria caído em um golpe, no qual um criminoso prometeu pagar um prêmio de R$ 25 mil para colocar os créditos no celular. 
A delegada informou que as investigações do caso ainda continuam, pois a equipe do DHPP vai colher outras provas e ouvir mais depoimentos para identificar se houve a participação de outras pessoas na agressão e no desaparecimento do dançarino. Zulnária confirmou ainda que vai pedir a prisão preventiva de Alisson e de Júnior, por causa da contundência das provas já recolhidas. Os dois ainda estão em prisão temporária de 30 dias, decretada pela Justiça. 

O comerciante Alis- son Pereira dos  Santos, o 'Toca', acusado pelo assassinato do dançarino Anthony Marques Santos Rocha, se entregou ontem de manhã na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele estava foragido por mais de uma semana, após ter sua prisão temporária decretada pela Justiça. Por volta das 9h, ele compareceu acompanhado por seu advogado, prestou depoimento por cerca de duas horas e confessou ter executado o rapaz com vários tiros na cabeça. 
Anthony tinha desaparecido em 19 de março, após sair de sua casa, em Nossa Senhora do Socorro (Grande Aracaju) para fazer uma recarga em seu telefone celular, e foi encontrado morto na quarta-feira passada, em um matagal no povoado Lavandeira, em Laranjeiras (Vale do Cotinguiba). Um primeiro envolvido no crime, José Carlos dos Santos Júnior,funcionário de uma loja de rações pertencente a Alisson, foi preso na semana passada e também confessou o crime, indicando o local onde o corpo do dançarino foi abandonado. 
De acordo com a delegada Maria Zulnária Soares, responsável pelas investigações no DHPP, Alisson contou o crime em detalhes e disse ter agido em legítima defesa, o que não convenceu a polícia por causa das circunstâncias em que a morte foi praticada. "Em sua defesa, ele alega que cometeu [o homicídio] porque no percurso foi ameaçado pela vítima. Mas, as circunstâncias nos levam a visualizar que é muito difícil alguém na mala de um carro e amarrado proferir ameaças contra alguém; e esse alguém já sair portando uma arma de fogo e dizer que não tinha intenção de matar. São esses detalhes que levam a polícia a confirmar tudo que desde o início vem sendo colhido e nada se distancia daquilo o que foi passado por nossa investigação", explicou a delegada.
Os investigadores apuraram que Alisson e Júnior teriam se irritado ao verem que Anthony não tinha dinheiro para pagar as recargas feitas em seu celular na loja de rações e o espancaram, antes de colocá-lo no porta-malas de um carro e levá-lo ao matagal, onde o assassinaram. Na ocasião, a dívida era de R$ 800 e Anthony teria caído em um golpe, no qual um criminoso prometeu pagar um prêmio de R$ 25 mil para colocar os créditos no celular. 
A delegada informou que as investigações do caso ainda continuam, pois a equipe do DHPP vai colher outras provas e ouvir mais depoimentos para identificar se houve a participação de outras pessoas na agressão e no desaparecimento do dançarino. Zulnária confirmou ainda que vai pedir a prisão preventiva de Alisson e de Júnior, por causa da contundência das provas já recolhidas. Os dois ainda estão em prisão temporária de 30 dias, decretada pela Justiça.