Servidores da Fafen fazem série de protestos

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Servidores da Fafen protestam na porta da empresa, que será fechada
Servidores da Fafen protestam na porta da empresa, que será fechada

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Publicada em 05/04/2018 às 02:04:00

 

Na luta pela permanência administrativa e operacional da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), profissionais ligados ao Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro), voltaram a se mobilizar na manhã de ontem, desta vez, em Aracaju. De acordo com os sindicalistas, apenas intensificando os atos públicos e democráticos, bem como mobilizando parlamentares e sociedade sergipana, será possível impedir de o Governo Federal aplicar a suspensão dos serviços, conforme oficializado no mês passado. Ao todo, cinco mobilizações unificadas já foram realizadas ao longo das últimas três semanas.
Na manhã de hoje os sindicalistas pretendem realizar uma nova rodada de protestos que deve contar com a participação de servidores atuantes em vários municípios sergipanos. Conforme confirmado pela direção do Sindipetro, o ato será promovido na entrada principal da Fábrica de Fertilizantes. Assim como vem aguando desde o anúncio do fechamento, o ex-governador Albano do Prado Franco, representando a Federação das Indústrias de Sergipe, participou da reunião, na última terça-feira, na Câmara dos Deputados, em Brasília, com o presidente da Petrobras, Pedro Parente e as lideranças administrativas e políticas de Sergipe e da Bahia, onde aproveitou para defender a continuidade operacional da fábrica.
Durante o encontro ele ressaltou que atualmente a Fafen é apontado como um dos principais clientes da Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO), e o seu fechamento vai impactar negativamente também para a maior companhia de abastecimento de água de Sergipe. Ao sair da reunião Albano informou não ter saído satisfeito com o teor do diálogo, mas se mostrou esperançoso quanto a mudança de cenário administrativo. Para o sindicalista Jorge Alberto, caso o Governo do Estado, a Prefeitura de Laranjeiras e os deputados federais e senadores desejem obter êxito no pleito, é preciso multiplicar os esforços e seguir pressionando o presidente Michel Temer.
"A nossa luta é fundamental; diria até que é a base de toda essa luta, mas se lá em cima a gente não tiver um grupo devidamente interessado em defender as nossas reivindicações, ao menos com o Governo que aí está - totalmente anti-popular, e contrário aos desejos dos trabalhadores, será difícil sair dessa com a vitória", declarou. Em contraponto, a Petrobras informou que a decisão de encerrar as atividades produtivas da Fafen/SE se deve às perspectivas de perdas da estatal com esta operação. Em 2017, a fábrica apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões. Segundo estimativas do governo, a meta é concluir o processo de interrupção até o próximo mês de junho.
Em nota oficial a Fafen declarou que atualmente 272 empregados atuam em Sergipe e que segue multiplicando os esforços para a realocação dos empregados em outras unidades da companhia. "Essa desculpa não ameniza, nem convence nós trabalhadores que durante anos defendemos com ética essa empresa. Infelizmente a nossa voz, o nosso pedido não é respeitado pelo presidente, e, por isso, precisamos seguir com as mobilizações de um lado, e do outro o apoio dos nossos representantes em Brasília", pontuou Jorge. Dando seguimento ao cronograma de mobilizações no próximo dia 09 de maio um grupo seguirá para Salvador, a fim de participar de um ato unificado na capital baiana.

Na luta pela permanência administrativa e operacional da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), profissionais ligados ao Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plástico nos Estado de Sergipe e Bahia (Sindipetro), voltaram a se mobilizar na manhã de ontem, desta vez, em Aracaju. De acordo com os sindicalistas, apenas intensificando os atos públicos e democráticos, bem como mobilizando parlamentares e sociedade sergipana, será possível impedir de o Governo Federal aplicar a suspensão dos serviços, conforme oficializado no mês passado. Ao todo, cinco mobilizações unificadas já foram realizadas ao longo das últimas três semanas.
Na manhã de hoje os sindicalistas pretendem realizar uma nova rodada de protestos que deve contar com a participação de servidores atuantes em vários municípios sergipanos. Conforme confirmado pela direção do Sindipetro, o ato será promovido na entrada principal da Fábrica de Fertilizantes. Assim como vem aguando desde o anúncio do fechamento, o ex-governador Albano do Prado Franco, representando a Federação das Indústrias de Sergipe, participou da reunião, na última terça-feira, na Câmara dos Deputados, em Brasília, com o presidente da Petrobras, Pedro Parente e as lideranças administrativas e políticas de Sergipe e da Bahia, onde aproveitou para defender a continuidade operacional da fábrica.
Durante o encontro ele ressaltou que atualmente a Fafen é apontado como um dos principais clientes da Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO), e o seu fechamento vai impactar negativamente também para a maior companhia de abastecimento de água de Sergipe. Ao sair da reunião Albano informou não ter saído satisfeito com o teor do diálogo, mas se mostrou esperançoso quanto a mudança de cenário administrativo. Para o sindicalista Jorge Alberto, caso o Governo do Estado, a Prefeitura de Laranjeiras e os deputados federais e senadores desejem obter êxito no pleito, é preciso multiplicar os esforços e seguir pressionando o presidente Michel Temer.
"A nossa luta é fundamental; diria até que é a base de toda essa luta, mas se lá em cima a gente não tiver um grupo devidamente interessado em defender as nossas reivindicações, ao menos com o Governo que aí está - totalmente anti-popular, e contrário aos desejos dos trabalhadores, será difícil sair dessa com a vitória", declarou. Em contraponto, a Petrobras informou que a decisão de encerrar as atividades produtivas da Fafen/SE se deve às perspectivas de perdas da estatal com esta operação. Em 2017, a fábrica apresentou resultado negativo de cerca de R$ 600 milhões. Segundo estimativas do governo, a meta é concluir o processo de interrupção até o próximo mês de junho.
Em nota oficial a Fafen declarou que atualmente 272 empregados atuam em Sergipe e que segue multiplicando os esforços para a realocação dos empregados em outras unidades da companhia. "Essa desculpa não ameniza, nem convence nós trabalhadores que durante anos defendemos com ética essa empresa. Infelizmente a nossa voz, o nosso pedido não é respeitado pelo presidente, e, por isso, precisamos seguir com as mobilizações de um lado, e do outro o apoio dos nossos representantes em Brasília", pontuou Jorge. Dando seguimento ao cronograma de mobilizações no próximo dia 09 de maio um grupo seguirá para Salvador, a fim de participar de um ato unificado na capital baiana.