Morte de capitão pode estar ligada a ameaças

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O Capitão Oliveira, ainda como tenente, à frente do Pelotão da Caatinga
O Capitão Oliveira, ainda como tenente, à frente do Pelotão da Caatinga

Depois de homenagens em Aracaju, corpo de capitão será enterrado em Porto da Folha
Depois de homenagens em Aracaju, corpo de capitão será enterrado em Porto da Folha

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Publicada em 06/04/2018 às 06:32:00

 

Gabriel Damásio
A polícia sergipana já 
segue algumas pis-
tas sobre o assassinato da Polícia Militar Manoel Alves de Oliveira Santos, comandante da Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac). As investigações apontam que pelo menos três carros teriam sido usados pelos criminosos durante a emboscada ocorrida anteontem à noite, no trevo de acesso a Monte Alegre de Sergipe (Sertão). Os ocupantes mataram o capitão com vários tiros disparados contra o carro que ele dirigia, ao voltar para sua casa, em Porto da Folha.  
Um dos veículos, um Toyota Corolla, foi encontrado queimado junto a uma ponte de acesso à região. A carcaça foi apreendida e encaminhada para a perícia. Segundo os primeiros levantamentos da PM, o Corolla estava com uma placa clonada, mas, pelo número do chassi, foi possível constatar que o veículo possui restrições e que teria sido roubado em setembro do ano passado. Os detalhes sobre a origem do veículo e o local onde o carro foi roubado não foram divulgados, para não atrapalhar as investigações. Outro carro do mesmo tipo foi visto próximo ao local onde o capitão morreu e os criminosos foram vistos ainda fugindo com uma caminhonete. 
O veículo de Oliveira, um carro descaracterizado cedido pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), também foi encaminhado para perícia. Fotos divulgadas nas redes sociais mostram o veículo com marcas de tiros de pistola e de escopeta, disparados principalmente contra o lado do motorista. A marcação dos peritos apontou que pelo menos 38 tiros acertaram o veículo, mas apenas uma perícia do Instituto Médico-Legal (IML) pode determinar quantos disparos mataram o capitão. A forma como o crime foi aconteceu desperta ainda suspeitas de que a morte do comandante do Ciopac pode ter sido executada por um grupo organizado e executado, possivelmente vindo de outro estado. 
A SSP não confirma, mas familiares denunciam que o capitão vinha sofrendo ameaças de morte nos últimos dias, por causa da atuação incisiva dos policiais de sua companhia contra criminosos que atuam na região do sertão sergipano. "Ele cumpriu o seu dever, sempre deu o máximo para a família e para proteger a sociedade, mas ele recebia ameaças porque fazia um trabalho sério, era um calo no pé de muitos traficantes e pistoleiros, por conta disso, aconteceu essa tragédia", disse um dos filhos do oficial. Segundo policiais que acompanham o caso, tais ameaças são atribuídas a uma facção criminosa baseada em São Paulo, cujos integrantes estariam insatisfeitos com as frequentes apreensões de armas e drogas nas cidades cobertas pelo Ciopac, bem como o combate aos crimes de roubo e pistolagem. 
Isto também chegou a ser afirmado por parentes de Oliveira, que denunciam o aparecimento de mensagens atribuídas a integrantes da facção. "Meu irmão estava em um evento de lazer, no povoado Mucambo, quando alguns amigos quilombolas o avisaram que tinha alguma coisa estranha rondando a comunidade. Recebemos várias mensagens do PCC reclamando que meu irmão atrapalhava a entrada de drogas no estado. Meu irmão não vai virar estatística. Eu quero saber de onde partiu a ordem. Porque meu irmão era combatente do crime organizado", disse Washington Oliveira, irmão de Manoel. As mensagens foram capturadas e entregues aos policiais que investigam o caso. 
A SSP afirma ser prematuro associar o crime à ação de facções criminosas, mas a expectativa é de que informações mais concretas sejam descobertas muito em breve. O inquérito que investiga o assassinato é presidido pelo delegado Dernival Eloi, diretor do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope). As polícias civis e militares de Alagoas e de Pernambuco também participam das investigações. 

A polícia sergipana já  segue algumas pis- tas sobre o assassinato da Polícia Militar Manoel Alves de Oliveira Santos, comandante da Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac). As investigações apontam que pelo menos três carros teriam sido usados pelos criminosos durante a emboscada ocorrida anteontem à noite, no trevo de acesso a Monte Alegre de Sergipe (Sertão). Os ocupantes mataram o capitão com vários tiros disparados contra o carro que ele dirigia, ao voltar para sua casa, em Porto da Folha.  
Um dos veículos, um Toyota Corolla, foi encontrado queimado junto a uma ponte de acesso à região. A carcaça foi apreendida e encaminhada para a perícia. Segundo os primeiros levantamentos da PM, o Corolla estava com uma placa clonada, mas, pelo número do chassi, foi possível constatar que o veículo possui restrições e que teria sido roubado em setembro do ano passado. Os detalhes sobre a origem do veículo e o local onde o carro foi roubado não foram divulgados, para não atrapalhar as investigações. Outro carro do mesmo tipo foi visto próximo ao local onde o capitão morreu e os criminosos foram vistos ainda fugindo com uma caminhonete. 
O veículo de Oliveira, um carro descaracterizado cedido pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), também foi encaminhado para perícia. Fotos divulgadas nas redes sociais mostram o veículo com marcas de tiros de pistola e de escopeta, disparados principalmente contra o lado do motorista. A marcação dos peritos apontou que pelo menos 38 tiros acertaram o veículo, mas apenas uma perícia do Instituto Médico-Legal (IML) pode determinar quantos disparos mataram o capitão. A forma como o crime foi aconteceu desperta ainda suspeitas de que a morte do comandante do Ciopac pode ter sido executada por um grupo organizado e executado, possivelmente vindo de outro estado. 
A SSP não confirma, mas familiares denunciam que o capitão vinha sofrendo ameaças de morte nos últimos dias, por causa da atuação incisiva dos policiais de sua companhia contra criminosos que atuam na região do sertão sergipano. "Ele cumpriu o seu dever, sempre deu o máximo para a família e para proteger a sociedade, mas ele recebia ameaças porque fazia um trabalho sério, era um calo no pé de muitos traficantes e pistoleiros, por conta disso, aconteceu essa tragédia", disse um dos filhos do oficial. Segundo policiais que acompanham o caso, tais ameaças são atribuídas a uma facção criminosa baseada em São Paulo, cujos integrantes estariam insatisfeitos com as frequentes apreensões de armas e drogas nas cidades cobertas pelo Ciopac, bem como o combate aos crimes de roubo e pistolagem. 
Isto também chegou a ser afirmado por parentes de Oliveira, que denunciam o aparecimento de mensagens atribuídas a integrantes da facção. "Meu irmão estava em um evento de lazer, no povoado Mucambo, quando alguns amigos quilombolas o avisaram que tinha alguma coisa estranha rondando a comunidade. Recebemos várias mensagens do PCC reclamando que meu irmão atrapalhava a entrada de drogas no estado. Meu irmão não vai virar estatística. Eu quero saber de onde partiu a ordem. Porque meu irmão era combatente do crime organizado", disse Washington Oliveira, irmão de Manoel. As mensagens foram capturadas e entregues aos policiais que investigam o caso. 
A SSP afirma ser prematuro associar o crime à ação de facções criminosas, mas a expectativa é de que informações mais concretas sejam descobertas muito em breve. O inquérito que investiga o assassinato é presidido pelo delegado Dernival Eloi, diretor do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope). As polícias civis e militares de Alagoas e de Pernambuco também participam das investigações.