Belivaldo vai avaliar secretários e fazer mudanças

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Aspecto da cerimônia de posse de Belivaldo Chagas
Aspecto da cerimônia de posse de Belivaldo Chagas

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Publicada em 08/04/2018 às 00:19:00

Gabriel Damásio

Ao tomar posse do car-go de governador do Estado, Belivaldo Chagas (PSD) indicou que vai avaliar o secretariado e que pode fazer mudanças na equipe. Nesta segunda, ele deve fazer uma reunião com todos os secretários e presidentes de repartições para traçar metas e fazer um balanço do que precisará ser feito, principalmente nas áreas de finanças, saúde, educação e segurança. Durante as cerimônias feitas neste sábado, Belivaldo admitiu que fará mudanças na equipe e pretende adaptá-la ao seu estilo de governo.

"Vamos nos reunir sem aquela preocupação de quem fica ou quem sai. Eu tenho o meu estilo, a minha maneira de ser. Quem se adaptar à minha maneira continua trabalhando. Caso contrário, farei as mudanças sem nenhum problema. Trocarei o pneu com o carro andando, porque o que não pode é parar agora e criar dificuldade para a administração. Entendemos que vamos dar continuidade, fazendo as devidas adaptações aqui ou acolá, a partir do momento em que a economia melhorar", disse o governador, referindo-se ao governo do antecessor, Jackson Barreto (MDB), marcado pelos fortes efeitos da crise econômica. "Nós temos um estado andando", garantiu.

Uma das mudanças já previstas é a Secretaria da Fazenda (Sefaz), que será assumida pelo bancário Ademário Alves de Jesus, funcionário de carreira do Banco do Nordeste. Ele já obteve a liberação burocrática do BNB e a autorização do Ministério da Fazenda para assumir o cargo ainda nesta semana, a depender de alguns detalhes. Belivaldo confirma que fez o convite e vem conversando com Ademário, pois ele é qualificado para a função e vem fazendo "uma brilhante carreira" no banco estatal. O principal objetivo será colocar em dia os salários dos servidores estaduais e colocar os pagamentos dentro do mês. Ainda nesta segunda-feira, a equipe econômica do governo pode definir o calendário de pagamento dos servidores, a depender da liberação dos recursos que foram bloqueados na semana passada pelo Tesouro Nacional.

O governador diz ainda que o atual titular da Sefaz, Josué Modesto dos Passos Subrinho, conversou com ele e compreendeu a situação, devendo ser aproveitado em outra pasta do governo. O provável destino de Josué deve ser a Educação (Seed), que não conta mais com o professor Jorge Carvalho do Nascimento. Ele apresentou sua demissão na quinta-feira, alegando não ver mais sentido em continuar no Estado após a renúncia de Jackson Barreto. Josué é o mais cotado para substituí-lo, pelo fato de ter experiência como reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Além de Jorge, outra baixa se deu na Secretaria de Governo (Segov), com a saída de Benedito Figueiredo, outro da cota pessoal de Jackson.

Belivaldo deve ainda definir os substitutos de outros secretários que entregaram seus cargos para disputar as eleições gerais de outubro. Na pasta do Turismo, saiu Fábio Henrique e assumiu o diretor da Emsetur (Empresa sergipana de Turismo) Cincinato Júnior. E na Casa Civil, que era ocupada por Belivaldo, assumiu interinamente a ex-deputada Conceição Vieira. Outras trocas já aconteceram muito antes da mudança de governo: Zezinho Sobral passou a pasta da Inclusão Social (Seidh) para o ex-presidente da Cohidro, José Carlos Felizola, enquanto Esmeraldo Leal deixou a Agricultura para a advogada Rosilene Rodrigues, ligada ao MST (Movimento dos Sem-Terra).
O novo governador também definiu que suas áreas prioritárias serão as da Saúde e da Segurança Pública, que concentram boa parte dos problemas e das reclamações da população. Na segurança, são dadas como certas as permanências dos delegados João Eloy de Menezes (na SSP) e Cristiano Barreto (na Justiça). Já na Saúde, há especulações sobre a permanência de José Almeida Lima, que apesar de ter obtido alguns avanços, como a recente inauguração dos setores de radioterapia e nefrologia do Hospital de Urgência (Huse), enfrenta ainda uma oposição cerrada de alguns setores da saúde estadual, principalmente de sindicatos ligados aos servidores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), que temem ser demitidos após o fim do contrato de gestão com o Estado, previsto para 2019. Almeida nega que haverá demissões.