Três suspeitos participaram da morte de guarda no Mercado

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O enterro do guarda municipal ocorreu ontem à tarde
O enterro do guarda municipal ocorreu ontem à tarde

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 10/04/2018 às 05:41:00

 

Gabriel Damásio
Dias depois do assassi-
nato do capitão Mano-
el Oliveira, comandante da Companhia Independente de Operações em Área de Caatinga (Ciopac), um novo crime volta a chocar a população e revoltar os profissionais de segurança pública. O guarda municipal Paulo Sérgio de Oliveira, 49 anos, morreu na manhã deste domingo, depois de levar dois tiros no peito, enquanto tentava impedir a ação de dois homens armados dentro do Mercado Virgínia Leite Franco, no centro de Aracaju. Paulo Sérgio, que estava há 26 anos na corporação e foi um de seus primeiros soldados, foi baleado no setor de ferragens, em frente ao posto da Guarda no mercado, e morreu enquanto era socorrido no Hospital Nestor Piva, no 18 do Forte. 
Segundo a Polícia Civil, três homens teriam participado do crime, sendo dois diretamente. Um deles foi o ex-presidiário Antônio Ramos de Oliveira, 31 anos, apontado como autor dos disparos e já processado outras vezes por homicídio. Ramos morreu minutos depois do crime, durante um cerco de guardas e policiais civis e militares ao prédio do antigo Hotel Aperipê, na Rua São Cristóvão. Durante a busca, seguida por um tiroteio, o acusado foi baleado e levado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde já chegou morto. Com ele, foi aprendido um revólver calibre 38 com várias munições, além de tabletes de maconha e pedras de crack. Um suspeito que estava com ele saiu ferido do confronto e foi internado no Huse.  
O terceiro acusado, Euclides Roberto Fontes Souza, 18 anos, foi preso na madrugada de ontem, depois de pedir que uma mulher chamasse a Polícia Militar ao Calçadão de São Cristóvão. Com a chegada de uma equipe do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), Euclides confessou que estava no momento do crime com Antônio Ramos, mas que apenas percebeu que ele estava armado após Antônio sacar a arma de fogo e disparar contra o guarda municipal. Em seguida, de acordo com a versão, os dois saíram correndo até a Rua Santa Rosa, onde realizaram assaltaram uma loja de ferragens e roubaram uma moto Honda Broz de cor preta. O veículo acabou encontrado por policiais militares no Hotel Aperipê, o que levou as equipes a Antônio Ramos. 
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo adelegada Thereza Simony, a polícia já conta com imagens do circuito de segurança do Mercado, que ajudarão nos trabalhos para esclarecer a dinâmica e amotivação do crime. Elas mostram o momento em que Antônio e Euclides entram sem camisa no Mercado e assaltam o boxe onde estava Paulo Sérgio, fugindo em seguida. "Em depoimento, o Euclides indica que o Antônio (outro envolvido morto em confronto) teria tentado assaltar e depois atirado no guarda municipal, sendo então configurado o crime de latrocínio, mas a hipótese de homicídio ainda não está descartada. Vamos continuar as investigações para chegar a elucidação do crime", finalizou a delegada.
Choque - A morte de Paulo Sérgio chocou os guardas municipais e impressionou pela ousadia. Isto porque o crime aconteceu quase em frente ao posto da Guarda Municipal no Mercado. Os colegas que estavam se serviço prestaram socorro imediato, mas a vítima não resistiu. No velório, foi grande o clima de comoção e de revolta entre os colegas de farda e também entre policiais civis e militares. O prefeito Edvaldo Nogueira o secretário municipal de Defesa Social, coronel Luís Fernando de Almeida, acompanharam os funerais. O corpo foi levado em um carro aberto do Corpo de Bombeiros até o cemitério São João Batista, no Castelo Branco. 
Durante o velório, o prefeito decretou três dias de luto oficial no município e prestou solidariedade à família do guardião, "para dar uma demonstração clara de que toda a sociedade foi atingida e nós não podemos compactuar com esse tipo de violência". disse também que houve resposta rápida e articulada da GMA e da polícia na identificação e captura dos criminosos. "Fiquei acompanhando durante o dia inteiro a ação da Guarda Municipal, da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Superintendência Municipal de Transporte e Transito e fiquei muito satisfeito com a pronta ação da Prefeitura e desses outros órgãos que, através desta ação conjunta, possibilitou a captura dos bandidos. Essa é uma demonstração de que estamos trabalhando conjuntamente para garantir a segurança do cidadão e, em casos de delitos como esse, terá uma resposta pronta, imediata da Prefeitura de Aracaju", disse.
Na ocasião, o prefeito ainda destacou o planejamento existente para que mais ações conjuntas reforcem a segurança do município de Aracaju, que já foram discutidos em reuniões com o secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, e os comandantes da Polícia Militar e da Guarda Municipal. "Estamos trabalhando em um projeto de segurança para a cidade e vamos combater o crime organizado de maneira muito efetiva. A segurança pública ainda é um papel do Estado, mas estamos trabalhado em outro sentido, que é colocar a GMA colaborando com a Polícia Militar e Polícia Civil. É uma luta na qual estamos nos incorporando pra contribuir com a melhoria da segurança", afirmou Edvaldo. 

Dias depois do assassi- nato do capitão Mano- el Oliveira, comandante da Companhia Independente de Operações em Área de Caatinga (Ciopac), um novo crime volta a chocar a população e revoltar os profissionais de segurança pública. O guarda municipal Paulo Sérgio de Oliveira, 49 anos, morreu na manhã deste domingo, depois de levar dois tiros no peito, enquanto tentava impedir a ação de dois homens armados dentro do Mercado Virgínia Leite Franco, no centro de Aracaju. Paulo Sérgio, que estava há 26 anos na corporação e foi um de seus primeiros soldados, foi baleado no setor de ferragens, em frente ao posto da Guarda no mercado, e morreu enquanto era socorrido no Hospital Nestor Piva, no 18 do Forte. 
Segundo a Polícia Civil, três homens teriam participado do crime, sendo dois diretamente. Um deles foi o ex-presidiário Antônio Ramos de Oliveira, 31 anos, apontado como autor dos disparos e já processado outras vezes por homicídio. Ramos morreu minutos depois do crime, durante um cerco de guardas e policiais civis e militares ao prédio do antigo Hotel Aperipê, na Rua São Cristóvão. Durante a busca, seguida por um tiroteio, o acusado foi baleado e levado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde já chegou morto. Com ele, foi aprendido um revólver calibre 38 com várias munições, além de tabletes de maconha e pedras de crack. Um suspeito que estava com ele saiu ferido do confronto e foi internado no Huse.  
O terceiro acusado, Euclides Roberto Fontes Souza, 18 anos, foi preso na madrugada de ontem, depois de pedir que uma mulher chamasse a Polícia Militar ao Calçadão de São Cristóvão. Com a chegada de uma equipe do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), Euclides confessou que estava no momento do crime com Antônio Ramos, mas que apenas percebeu que ele estava armado após Antônio sacar a arma de fogo e disparar contra o guarda municipal. Em seguida, de acordo com a versão, os dois saíram correndo até a Rua Santa Rosa, onde realizaram assaltaram uma loja de ferragens e roubaram uma moto Honda Broz de cor preta. O veículo acabou encontrado por policiais militares no Hotel Aperipê, o que levou as equipes a Antônio Ramos. 
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo adelegada Thereza Simony, a polícia já conta com imagens do circuito de segurança do Mercado, que ajudarão nos trabalhos para esclarecer a dinâmica e amotivação do crime. Elas mostram o momento em que Antônio e Euclides entram sem camisa no Mercado e assaltam o boxe onde estava Paulo Sérgio, fugindo em seguida. "Em depoimento, o Euclides indica que o Antônio (outro envolvido morto em confronto) teria tentado assaltar e depois atirado no guarda municipal, sendo então configurado o crime de latrocínio, mas a hipótese de homicídio ainda não está descartada. Vamos continuar as investigações para chegar a elucidação do crime", finalizou a delegada.
Choque - A morte de Paulo Sérgio chocou os guardas municipais e impressionou pela ousadia. Isto porque o crime aconteceu quase em frente ao posto da Guarda Municipal no Mercado. Os colegas que estavam se serviço prestaram socorro imediato, mas a vítima não resistiu. No velório, foi grande o clima de comoção e de revolta entre os colegas de farda e também entre policiais civis e militares. O prefeito Edvaldo Nogueira o secretário municipal de Defesa Social, coronel Luís Fernando de Almeida, acompanharam os funerais. O corpo foi levado em um carro aberto do Corpo de Bombeiros até o cemitério São João Batista, no Castelo Branco. Durante o velório, o prefeito decretou três dias de luto oficial no município e prestou solidariedade à família do guardião, "para dar uma demonstração clara de que toda a sociedade foi atingida e nós não podemos compactuar com esse tipo de violência". disse também que houve resposta rápida e articulada da GMA e da polícia na identificação e captura dos criminosos. "Fiquei acompanhando durante o dia inteiro a ação da Guarda Municipal, da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Superintendência Municipal de Transporte e Transito e fiquei muito satisfeito com a pronta ação da Prefeitura e desses outros órgãos que, através desta ação conjunta, possibilitou a captura dos bandidos. Essa é uma demonstração de que estamos trabalhando conjuntamente para garantir a segurança do cidadão e, em casos de delitos como esse, terá uma resposta pronta, imediata da Prefeitura de Aracaju", disse.
Na ocasião, o prefeito ainda destacou o planejamento existente para que mais ações conjuntas reforcem a segurança do município de Aracaju, que já foram discutidos em reuniões com o secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, e os comandantes da Polícia Militar e da Guarda Municipal. "Estamos trabalhando em um projeto de segurança para a cidade e vamos combater o crime organizado de maneira muito efetiva. A segurança pública ainda é um papel do Estado, mas estamos trabalhado em outro sentido, que é colocar a GMA colaborando com a Polícia Militar e Polícia Civil. É uma luta na qual estamos nos incorporando pra contribuir com a melhoria da segurança", afirmou Edvaldo.