A encruzilhada lá trás

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Mutatis mutandis
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Publicada em 11/04/2018 às 05:37:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Os Baggios não são 
mais os mesmos. 
As três faixas do EP 'Juliana' assumem não apenas o novo formato da banda, agora uma trinca de Ás, mas também os rumos adotados desde o lançamento de 'Brutown' (2016), quando a guitarra de Julio Andrade ultrapassou o blues/rock dos primeiros registros.
Aparentemente, a encruzilhada ficou para trás. Resta saber se o caminho aberto a todas as possibilidades não afastará a banda das próprias origens. O público original dos Baggios sempre valorizou a sonoridade repleta de arestas, as canções defendidas com a cara e a coragem, na ponta da unha. Tudo era simples e direto. O background material do conjunto era outro, muito precário. E, ainda assim, o repertório soava às mil maravilhas.
As canções de 'Juliana', gravado em um estúdio lendário, o Toca do Bandido (RJ), ao contrário, se fazem notáveis pela sofisticação. As guitarras berram alto como sempre, mas as diversas camadas sobrepostas, a complexidade dos riffs e até o lirismo ambicioso das letras assinadas por Julico, ora alheio à crônica e as paisagens de todos os dias, sinalizam a disposição para vôos mais altos. O tom é o mais grandiloquente.
Mutatis mutandis. Em conversa com o Jornal do Dia, Julio Andrade avisa que o som da banda seguirá se transformando. "A vontade insaciável de descobrir novos sons e a busca para se reinventar traz mais instiga, me mantém vivo e entusiasmado. É a minha forma de alimentar o amor pela música". De acomodação, portanto, ninguém pode os acusar.
The Baggios é ainda o grande nome da música Serigy em nossos dias. Julio Andrade, Rafael Ramos e Gabriel Perninha são músicos excepcionais, profissionais experientes, de méritos reconhecidos, com muita estrada e toda a sorte do mundo pela frente. Sob a nova perspectiva, no entanto, as primeiras canções soam ainda mais potentes. Talvez a nostalgia esteja aqui falando alto, mas nunca mais uma canção da banda doeu com a mesma verdade de quando os alto falantes lamentavam o pé na lama.  "Hard times when i play the blues".

Os Baggios não são  mais os mesmos.  As três faixas do EP 'Juliana' assumem não apenas o novo formato da banda, agora uma trinca de Ás, mas também os rumos adotados desde o lançamento de 'Brutown' (2016), quando a guitarra de Julio Andrade ultrapassou o blues/rock dos primeiros registros.
Aparentemente, a encruzilhada ficou para trás. Resta saber se o caminho aberto a todas as possibilidades não afastará a banda das próprias origens. O público original dos Baggios sempre valorizou a sonoridade repleta de arestas, as canções defendidas com a cara e a coragem, na ponta da unha. Tudo era simples e direto. O background material do conjunto era outro, muito precário. E, ainda assim, o repertório soava às mil maravilhas.
As canções de 'Juliana', gravado em um estúdio lendário, o Toca do Bandido (RJ), ao contrário, se fazem notáveis pela sofisticação. As guitarras berram alto como sempre, mas as diversas camadas sobrepostas, a complexidade dos riffs e até o lirismo ambicioso das letras assinadas por Julico, ora alheio à crônica e as paisagens de todos os dias, sinalizam a disposição para vôos mais altos. O tom é o mais grandiloquente.
Mutatis mutandis. Em conversa com o Jornal do Dia, Julio Andrade avisa que o som da banda seguirá se transformando. "A vontade insaciável de descobrir novos sons e a busca para se reinventar traz mais instiga, me mantém vivo e entusiasmado. É a minha forma de alimentar o amor pela música". De acomodação, portanto, ninguém pode os acusar.
The Baggios é ainda o grande nome da música Serigy em nossos dias. Julio Andrade, Rafael Ramos e Gabriel Perninha são músicos excepcionais, profissionais experientes, de méritos reconhecidos, com muita estrada e toda a sorte do mundo pela frente. Sob a nova perspectiva, no entanto, as primeiras canções soam ainda mais potentes. Talvez a nostalgia esteja aqui falando alto, mas nunca mais uma canção da banda doeu com a mesma verdade de quando os alto falantes lamentavam o pé na lama.  "Hard times when i play the blues".