Pirataria eleitoral

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Publicada em 11/04/2018 às 06:10:00

 

Internet, terra de ninguém. Longe vai o tempo quando o download de arquivos resguardados por direitos autorais era o maior atentado contra as leis e o estado de direito cometido em ambiente virtual. Mais acessível (segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil, a conexão já era uma realidade em pelo menos 52% das escolas públicas brasileiras, isso em um distante ano da graça de 2014) o computador virou ferramenta empregada numa guerrilha ideológica violenta. Os piratas de hoje não têm Winamp, perna de pau, nem venda sobre os olhos. O saque se dá no plano das narrativas.
Não há mais espaço para a inocência nas redes sociais. Pasto para a difusão de todo o tipo de informação - notícias de fato, opinião e calúnias - o Facebook vem sendo explorado como uma grande arena de debates. Já era motivo de preocupação. Mas foi o vazamento dos dados de navegação dos usuários, utilizados na construção de estratégias eleitorais, o fato que colocou uma pulga atrás da orelha das autoridades, mundo afora.
O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, classificou a incapacidade da empresa de prevenir episódios como a atuação da empresa Cambridge Analytica e a interferência russa nas eleições dos EUA de 2016 como "um grande erro" e pediu desculpas. As lágrimas de crocodilo derramadas no senado dos Estados Unidos, no entanto, tem razão muito objetiva e nenhuma relação com a preservação da Democracia. O temor é de uma regulação mais rigorosa acabar com um modelo de negócios dos mais rentáveis.
Certo é que, com ou sem vazamento de dados, o Facebook vai dar bastante trabalho para os Tribunais Eleitorais na campanha que se aproxima. Cavalo sem cabresto corre ligeiro. Caberá ao eleitor desconfiar sempre, se dar ao trabalho de checar fontes e informações, recorrer ao jornalismo de verdade para embasar convicções e argumentos. Tudo sob pena de ser feito de bobo, antes mesmo de os eleitos no pleito serem anunciados.

Internet, terra de ninguém. Longe vai o tempo quando o download de arquivos resguardados por direitos autorais era o maior atentado contra as leis e o estado de direito cometido em ambiente virtual. Mais acessível (segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil, a conexão já era uma realidade em pelo menos 52% das escolas públicas brasileiras, isso em um distante ano da graça de 2014) o computador virou ferramenta empregada numa guerrilha ideológica violenta. Os piratas de hoje não têm Winamp, perna de pau, nem venda sobre os olhos. O saque se dá no plano das narrativas.
Não há mais espaço para a inocência nas redes sociais. Pasto para a difusão de todo o tipo de informação - notícias de fato, opinião e calúnias - o Facebook vem sendo explorado como uma grande arena de debates. Já era motivo de preocupação. Mas foi o vazamento dos dados de navegação dos usuários, utilizados na construção de estratégias eleitorais, o fato que colocou uma pulga atrás da orelha das autoridades, mundo afora.
O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, classificou a incapacidade da empresa de prevenir episódios como a atuação da empresa Cambridge Analytica e a interferência russa nas eleições dos EUA de 2016 como "um grande erro" e pediu desculpas. As lágrimas de crocodilo derramadas no senado dos Estados Unidos, no entanto, tem razão muito objetiva e nenhuma relação com a preservação da Democracia. O temor é de uma regulação mais rigorosa acabar com um modelo de negócios dos mais rentáveis.
Certo é que, com ou sem vazamento de dados, o Facebook vai dar bastante trabalho para os Tribunais Eleitorais na campanha que se aproxima. Cavalo sem cabresto corre ligeiro. Caberá ao eleitor desconfiar sempre, se dar ao trabalho de checar fontes e informações, recorrer ao jornalismo de verdade para embasar convicções e argumentos. Tudo sob pena de ser feito de bobo, antes mesmo de os eleitos no pleito serem anunciados.