Cirurgias eletivas são suspensas no HC

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ANESTESIOLOGISTAS VOLTAM A CRUZAR OS BRAÇOS E CIRURGIAS SÃO SUSPENSAS
ANESTESIOLOGISTAS VOLTAM A CRUZAR OS BRAÇOS E CIRURGIAS SÃO SUSPENSAS

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Publicada em 12/04/2018 às 06:43:00

 

Novamente com os 
salários atrasados, 
profissionais anestesiologistas que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), na Fundação de Beneficência Hospital Cirurgia, em Aracaju, estão com as respectivas atividades suspensas desde a manhã de ontem como forma de pressionar a gestão hospitalar a quitar os débitos. Com a retomada da paralisação - sendo esta a terceira somente neste ano de 2018, todas as cirurgias eletivas destinadas aos pacientes da rede pública estão inviabilizadas e sem prazo para serem retomadas. Procurada pelo Jornal do Dia, a direção do HC não informou quantas pessoas estão atingidas diretamente com a paralisação, tampouco quantos médicos aderiram ao movimento.
Paralelo ao atraso nos salários, a constante falta de medicamentos, insumos e baixo efetivo contribuem para que as condições de trabalho inviabilize a continuidade das atividades. Sem solucionar estes problemas, os anestesiologistas ameaçam seguir com as mobilizações unificadas por tempo indeterminado. Durante toda a tarde de ontem e início de noite o JD buscou dialogar com a direção do Hospital de Cirurgia sobre os problemas que atingem a unidade, mas não obteve o sucesso desejado. Segundo informações dos atendentes, os diretores não estavam disponíveis para atender a nossa equipe. Por telefone fixo também não seria possível em virtude dos gestores terem mudado de sala.
Para Vivian dos Santos, que há mais de seis meses aguarda a liberação para a realização de uma cirurgia na mãe, a falta de informação, ou mesmo o conflito dela, tem contribuído diariamente para o retrocesso clínico dos pacientes que dependem exclusivamente do SUS. Vivian reside na cidade de Pirambu, e se desloca todas as semanas para a capital sergipana. "Se vocês acham que somente vocês encontram dificuldades em obter informação coerente do que ocorre aqui, imagine a gente que temos que nos apegar à esperança caso não deseje ficar louca e pirar aqui dentro. Ninguém nunca sabe de nada, e nenhum diretor 'grande' está disponível para nos atender", lamentou.
Mostrando impaciência com o cenário de crise operacional e administrativo que se arrasta há mais de dois anos, membros do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde (Sintasa), pedem que promotores do Ministério Público Estadual (MPE), e do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe promovam uma fiscalização intensificada na unidade a fim de minimizar os conflitos. O pedido se arrasta também para o departamento dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e ao Governo do Estado de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), responsável por conduzir as atribuições públicas referentes ao SUS, junto à unidade filantrópica.
Radioterapia - Ainda durante as tentativas de diálogo com os diretores ou porta-vozes oficiais do HC, o Jornal do Dia também buscou informações referente ao reinício operacional da máquina de radioterapia danificada desde o dia 15 de janeiro deste ano. Segundo perspectiva do hospital, as peças quebradas foram substituídas, o período de testes encerrou na tarde da última terça-feira, e estava pronta para reiniciar as sessões na manhã de ontem. O Hospital de Cirurgia, assim como as demais demandas, não se pronunciou sobre este assunto. O Grupo Mulheres do Peito informou que também segue aguardando comunicado sobre a retomada dos serviços.

Novamente com os  salários atrasados,  profissionais anestesiologistas que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), na Fundação de Beneficência Hospital Cirurgia, em Aracaju, estão com as respectivas atividades suspensas desde a manhã de ontem como forma de pressionar a gestão hospitalar a quitar os débitos. Com a retomada da paralisação - sendo esta a terceira somente neste ano de 2018, todas as cirurgias eletivas destinadas aos pacientes da rede pública estão inviabilizadas e sem prazo para serem retomadas. Procurada pelo Jornal do Dia, a direção do HC não informou quantas pessoas estão atingidas diretamente com a paralisação, tampouco quantos médicos aderiram ao movimento.
Paralelo ao atraso nos salários, a constante falta de medicamentos, insumos e baixo efetivo contribuem para que as condições de trabalho inviabilize a continuidade das atividades. Sem solucionar estes problemas, os anestesiologistas ameaçam seguir com as mobilizações unificadas por tempo indeterminado. Durante toda a tarde de ontem e início de noite o JD buscou dialogar com a direção do Hospital de Cirurgia sobre os problemas que atingem a unidade, mas não obteve o sucesso desejado. Segundo informações dos atendentes, os diretores não estavam disponíveis para atender a nossa equipe. Por telefone fixo também não seria possível em virtude dos gestores terem mudado de sala.
Para Vivian dos Santos, que há mais de seis meses aguarda a liberação para a realização de uma cirurgia na mãe, a falta de informação, ou mesmo o conflito dela, tem contribuído diariamente para o retrocesso clínico dos pacientes que dependem exclusivamente do SUS. Vivian reside na cidade de Pirambu, e se desloca todas as semanas para a capital sergipana. "Se vocês acham que somente vocês encontram dificuldades em obter informação coerente do que ocorre aqui, imagine a gente que temos que nos apegar à esperança caso não deseje ficar louca e pirar aqui dentro. Ninguém nunca sabe de nada, e nenhum diretor 'grande' está disponível para nos atender", lamentou.
Mostrando impaciência com o cenário de crise operacional e administrativo que se arrasta há mais de dois anos, membros do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Saúde (Sintasa), pedem que promotores do Ministério Público Estadual (MPE), e do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe promovam uma fiscalização intensificada na unidade a fim de minimizar os conflitos. O pedido se arrasta também para o departamento dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e ao Governo do Estado de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), responsável por conduzir as atribuições públicas referentes ao SUS, junto à unidade filantrópica.
Radioterapia - Ainda durante as tentativas de diálogo com os diretores ou porta-vozes oficiais do HC, o Jornal do Dia também buscou informações referente ao reinício operacional da máquina de radioterapia danificada desde o dia 15 de janeiro deste ano. Segundo perspectiva do hospital, as peças quebradas foram substituídas, o período de testes encerrou na tarde da última terça-feira, e estava pronta para reiniciar as sessões na manhã de ontem. O Hospital de Cirurgia, assim como as demais demandas, não se pronunciou sobre este assunto. O Grupo Mulheres do Peito informou que também segue aguardando comunicado sobre a retomada dos serviços.