A desigualdade persiste

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Publicada em 12/04/2018 às 07:24:00

 

Crise para quem? Esta é a princi-
pal pergunta suscitada pelos 
dados divulgados ontem, em levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com o documento, há entre os brasileiros uma verdadeira casta de privilegiados, com rendimentos monárquicos, em oposição a uma massa de miseráveis sem as condições indispensáveis à própria subsistência. A desigualdade persiste.
Em 2017, uma minoria de milionários formada por 10% dos brasileiros detinha 43,3% da renda total do país. Na outra ponta, os 10% mais pobres detinham apenas 0,7% da renda total. Nesse quesito, o País não avançou nem um milímetro. A concentração de renda é praticamente a mesma do ano anterior, quando 43,4% da renda abarrotava os cofres dos 10% vivendo nas coberturas e condomínios de luxo, enquanto 0,8% subsidiava a fome na base da pirâmide social.
Considerando todas as pessoas que receberam algum rendimento, a renda média caiu em 2017: passou de R$ 2.124, em 2016, para R$ 2.112, no ano passado, um recuo de 0,99% ou de R$ 12. O resultado foi na contramão da economia que, no frigir dos ovos, a duras penas, ainda teve crescimento de 1%.
Socialismo à brasileira. Com a crise, perdem todos os brasileiros. Os mais abastados sofrem as maiores perdas, mas nem por isso sentem o revés nos bolsos. Os mais pobres, ao contrário, podem até ter perdidos um pouco menos, mas sem nenhuma dúvida sofrem muito mais. Os trabalhadores de menor renda se viram como podem para pagar o pato e colocar comida na mesa, mesmo após as reformas do governo Temer.

Crise para quem? Esta é a princi- pal pergunta suscitada pelos  dados divulgados ontem, em levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com o documento, há entre os brasileiros uma verdadeira casta de privilegiados, com rendimentos monárquicos, em oposição a uma massa de miseráveis sem as condições indispensáveis à própria subsistência. A desigualdade persiste.
Em 2017, uma minoria de milionários formada por 10% dos brasileiros detinha 43,3% da renda total do país. Na outra ponta, os 10% mais pobres detinham apenas 0,7% da renda total. Nesse quesito, o País não avançou nem um milímetro. A concentração de renda é praticamente a mesma do ano anterior, quando 43,4% da renda abarrotava os cofres dos 10% vivendo nas coberturas e condomínios de luxo, enquanto 0,8% subsidiava a fome na base da pirâmide social.
Considerando todas as pessoas que receberam algum rendimento, a renda média caiu em 2017: passou de R$ 2.124, em 2016, para R$ 2.112, no ano passado, um recuo de 0,99% ou de R$ 12. O resultado foi na contramão da economia que, no frigir dos ovos, a duras penas, ainda teve crescimento de 1%.
Socialismo à brasileira. Com a crise, perdem todos os brasileiros. Os mais abastados sofrem as maiores perdas, mas nem por isso sentem o revés nos bolsos. Os mais pobres, ao contrário, podem até ter perdidos um pouco menos, mas sem nenhuma dúvida sofrem muito mais. Os trabalhadores de menor renda se viram como podem para pagar o pato e colocar comida na mesa, mesmo após as reformas do governo Temer.