Confronto em Capela por retirada de água

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Publicada em 13/04/2018 às 22:51:00

 

O Ministério Público 
Estadual e o Tribu-
nal de Justiça do Estado de Sergipe estão intensificando as análises do conflito envolvendo a retirada de água do aquífero instalado no Povoado Saúde, município de Capela. Segundo os moradores, a administração municipal determinou que nove caminhões pipa retirassem o líquido a fim de abastecer outros povoados. A comunidade alega que a água armazenada somente é capaz de atender a demanda local, e, no máximo, compartilhar três caminhões pipa. Como o impasse é generalizado, o poder judiciário determinou que a Polícia Militar acompanhasse o procedimento como forma de respeitar o pedido da prefeitura, bem como garantir a integridade física dos profissionais responsáveis por recolher o líquido.
Este problema ganhou destaque negativo em todo o estado após um adolescente de 14 anos, identificado como Cleverton Sales dos Santos, ter perdido a vida após ser agredido a pauladas por um idoso de 70 anos. Informações iniciais indicam que, em meio a confusão, um grupo de adolescentes teriam hostilizado o idoso com apelidos; acreditando que Cleverton estava envolvido, ele o teria atingido com dois golpes. Maria José Barbosa, mãe do adolescente informou que após ser agredido ele chegou em casa quieto e calado, e se dirigiu para o quarto; com pouco tempo ela percebeu que o filho se contorcia de dor.
Cleverton Sales chegou a ser encaminhado às pressas para o Hospital Regional de acapela, mas não resistiu às violentas pancadas, e morreu. Durante o sepultamento, amigos, vizinhos e familiares pediram rigorosidade judicial. Na tarde de ontem a Secretaria de Estado da Segurança Pública confirmou que o próprio agressor entrou em contato com o plantão da Delegacia de Polícia Civil onde teria conversado com um servidor conhecido, e decidiu por livre e espontânea vontade se apresentar. Ao chegar na delegacia um grupo de agentes já estavam prontos para conduzi-lo até a Delegacia Regional de Itabaiana, onde foi notificado o caso. Toda essa trágica ocorrência foi assistida pelos agentes militares.
Na tarde de ontem, em nota pública, a Prefeitura de Capela alegou que: "há cerca de 30 dias, a população de 23 povoados sofre com o desabastecimento em virtude da impossibilidade da captação no povoado Saúde, em ações orquestradas por um grupo de moradores que, em todas vezes, impediu o trabalho dos funcionários do SAAE. A situação chegou a tal ponto, que a Prefeitura de Capela foi obrigada a solicitar água no município vizinho de Carmópolis para evitar um transtorno maior aos moradores atingidos pelo desabastecimento. Em virtude dessa ação orquestrada, e não tendo outra alternativa, a Assessoria Jurídica do SAAE recorreu à Justiça. Levando em consideração o interesse coletivo, a juíza Andrea Caldas de Souza Lisa concedeu liminar, autorizando a utilização do reforço policial necessário para acompanhar a ida, o abastecimento e o regresso do caminhão-pipa". 
A investigação sobre todo esse caso estuda ainda indícios os quais levam a crer que parlamentares, hoje componentes da bancada de oposição do executivo municipal, estariam incitando os moradores a não respeitar a decisão judicial imposta após requerimento realizado pela prefeitura. Essas ações orquestradas, inclusive, teriam resultado na retirada das mangueiras utilizadas pelos caminhões pipa. Mesmo com a ordem judicial e a presença dos policiais, o grupo hostilizou funcionários e os próprios militares. Apesar das provocações, o serviço foi realizado, e os caminhões, acompanhados dos policiais, deixaram o povoado. 
Ainda em nota a administração pública esclareceu: "somente após isso é que a prefeitura tomou conhecimento, através dos populares, a existência de uma confusão que culminou na morte do adolescente. Tal ato não teve a participação de nenhum agente público, seja funcionário do SAAE ou policial militar. A Administração Municipal, através do SAAE, continuará acompanhando o desenrolar dos fatos. Caso necessário, sendo do acordo dos familiares, prestará toda a atenção necessária". A SSP não informou se o agressor permanece sob custódia da justiça.

O Ministério Público  Estadual e o Tribu- nal de Justiça do Estado de Sergipe estão intensificando as análises do conflito envolvendo a retirada de água do aquífero instalado no Povoado Saúde, município de Capela. Segundo os moradores, a administração municipal determinou que nove caminhões pipa retirassem o líquido a fim de abastecer outros povoados. A comunidade alega que a água armazenada somente é capaz de atender a demanda local, e, no máximo, compartilhar três caminhões pipa. Como o impasse é generalizado, o poder judiciário determinou que a Polícia Militar acompanhasse o procedimento como forma de respeitar o pedido da prefeitura, bem como garantir a integridade física dos profissionais responsáveis por recolher o líquido.
Este problema ganhou destaque negativo em todo o estado após um adolescente de 14 anos, identificado como Cleverton Sales dos Santos, ter perdido a vida após ser agredido a pauladas por um idoso de 70 anos. Informações iniciais indicam que, em meio a confusão, um grupo de adolescentes teriam hostilizado o idoso com apelidos; acreditando que Cleverton estava envolvido, ele o teria atingido com dois golpes. Maria José Barbosa, mãe do adolescente informou que após ser agredido ele chegou em casa quieto e calado, e se dirigiu para o quarto; com pouco tempo ela percebeu que o filho se contorcia de dor.
Cleverton Sales chegou a ser encaminhado às pressas para o Hospital Regional de acapela, mas não resistiu às violentas pancadas, e morreu. Durante o sepultamento, amigos, vizinhos e familiares pediram rigorosidade judicial. Na tarde de ontem a Secretaria de Estado da Segurança Pública confirmou que o próprio agressor entrou em contato com o plantão da Delegacia de Polícia Civil onde teria conversado com um servidor conhecido, e decidiu por livre e espontânea vontade se apresentar. Ao chegar na delegacia um grupo de agentes já estavam prontos para conduzi-lo até a Delegacia Regional de Itabaiana, onde foi notificado o caso. Toda essa trágica ocorrência foi assistida pelos agentes militares.
Na tarde de ontem, em nota pública, a Prefeitura de Capela alegou que: "há cerca de 30 dias, a população de 23 povoados sofre com o desabastecimento em virtude da impossibilidade da captação no povoado Saúde, em ações orquestradas por um grupo de moradores que, em todas vezes, impediu o trabalho dos funcionários do SAAE. A situação chegou a tal ponto, que a Prefeitura de Capela foi obrigada a solicitar água no município vizinho de Carmópolis para evitar um transtorno maior aos moradores atingidos pelo desabastecimento. Em virtude dessa ação orquestrada, e não tendo outra alternativa, a Assessoria Jurídica do SAAE recorreu à Justiça. Levando em consideração o interesse coletivo, a juíza Andrea Caldas de Souza Lisa concedeu liminar, autorizando a utilização do reforço policial necessário para acompanhar a ida, o abastecimento e o regresso do caminhão-pipa". 
A investigação sobre todo esse caso estuda ainda indícios os quais levam a crer que parlamentares, hoje componentes da bancada de oposição do executivo municipal, estariam incitando os moradores a não respeitar a decisão judicial imposta após requerimento realizado pela prefeitura. Essas ações orquestradas, inclusive, teriam resultado na retirada das mangueiras utilizadas pelos caminhões pipa. Mesmo com a ordem judicial e a presença dos policiais, o grupo hostilizou funcionários e os próprios militares. Apesar das provocações, o serviço foi realizado, e os caminhões, acompanhados dos policiais, deixaram o povoado. 
Ainda em nota a administração pública esclareceu: "somente após isso é que a prefeitura tomou conhecimento, através dos populares, a existência de uma confusão que culminou na morte do adolescente. Tal ato não teve a participação de nenhum agente público, seja funcionário do SAAE ou policial militar. A Administração Municipal, através do SAAE, continuará acompanhando o desenrolar dos fatos. Caso necessário, sendo do acordo dos familiares, prestará toda a atenção necessária". A SSP não informou se o agressor permanece sob custódia da justiça.