Cirurgia continua sem máquina de radioterapia

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HÁ 90 DIAS PACIENTES DO CIRURGIA ESTÃO SEM TRATAMENTO
HÁ 90 DIAS PACIENTES DO CIRURGIA ESTÃO SEM TRATAMENTO

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Publicada em 16/04/2018 às 05:27:00

 

Há pontualmente três 
meses centenas de 
usuários do Sistema Único de Saúde davam início ao martírio enfrentado junto ao setor de radioterapia da Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia, em Aracaju. Neste período de incertezas, críticas e óbito de quatro pacientes, a unidade filantrópica informou que o problema inicial se deu em virtude da necessidade em substituir a válvula que controla o fluxo de água para a emissão dos feixes. Um técnico do Estado de Minas Gerais desembarcou em Sergipe e informou que esta peça apenas estava disponível no mercado norte-americano. Em território governado por Donald Trump, a peça foi comprada no início do mês de março.
O que parecia final de uma amarga demora, na realidade não passava de novo impasse a ser contabilizado. Ao Jornal do Dia, o Grupo Mulheres do Peito informou que, após a aquisição do material, paralelamente ao período de entrega da peça, o técnico deveria seguir direto para o aeroporto Santa Maria e dar início ao processo de substituição e testes. Ao contrário do que previam os gestores do HC e os pacientes, o técnico desembarcou em Belo Horizonte e por lá ficou mais 15 dias. De volta à capital sergipana na sexta-feira a semana passada, dia 06, foi iniciado o processo de conserto; a máquina somente ficou pronta para uso na última quarta-feira, 11.
Fim do massacre psicológico e do retrocesso clínico por parte dos pacientes? Usuários do SUS garantem que não. Apesar de estar disponível para uso, 40 pessoas seguem aguardando o comunicado para reiniciar as sessões, suspensas, muitas delas, desde o final do ano passado. Segundo Helen Lima, que acompanha um irmão no tratamento, a impressão que transparece na unidade é de descaso aos cidadãos que possuem, por direito, a constitucionalidade em receber uma assistência de qualidade. Sem condições financeiras de arcar com os serviços ofertados pelo setor particular, ela lamenta que o irmão esteja relutando para viver.
"Se o tratamento não fosse suspenso por tanto tempo, eu acredito que hoje ele poderia estar bem melhor, avançado na luta contra a doença, mas infelizmente não é isso que ele percebe e nós sentimos de tabela. Por ser público e não possuir uma imposição firme da justiça, as coisas no Hospital de Cirurgia parecer ficar a toa. Três meses de máquina parada, parece que é tanto faz como tanto fez", criticou. A revolta apresentada por Helen é compartilhado pela representante do Grupo Mulheres do Peito, Sheila Galba. Em depoimento emocionado prestado ao Jornal do Dia, ela lamenta que a falta de ações rigorosas contribuam para a desqualificação consecutiva do HC.
Paralelo ao problema orquestrado pela máquina de radiografia, a constante falta de insumos, medicamentos e mínimas condições de trabalho, tem contribuído para que médicos oncologistas deixem de ir trabalhar e atender aos pacientes. A ação desses especialistas se unem ainda à mobilização de anestesiologistas, e os pacientes se deparam com a sensação de abandono. Visivelmente preocupada com a situação, Galba pede, mais uma vez, que órgãos estaduais e federais de fiscalização promovam uma investigação minuciosa a qual puna todos os gestores responsáveis por contribuir  direta, ou indiretamente, para a reincidência dos mesmos problemas.
"Pessoas estão morrendo, o problema é sempre o mesmo, e ainda assim a gente que precisa da assistência somos obrigados a parar o tratamento e torcer, pedir a Deus e se apegar na fé para que não possamos nos incluir na lista de óbitos. O descaso é muito grande e a impressão que temos é que a falta de pressão jurídica contribui para o sistema continue prejudicando centenas de pessoas", lamentou. Atualmente 365 pessoas compõem a lista de espera pelo atendimento radioterápico. A direção do HC informou que solicitou ao Sistema de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde uma nova lista de pacientes que possuem o direito prioritário às sessões.
A meta, segundo o hospital, é convidar os pacientes a comparecer na unidade para serem avaliados antes de iniciar o tratamento. A direção informa ainda que alguns paciente que tiveram suas sessões interrompidas em janeiro por conta da quebra da máquina, já retomaram o tratamento em outras unidades. Comunicado não compactuado por Sheila Galba. "O Grupo Mulheres do Peito possui vários casos de pacientes que no final das contas não receberam essa assistência. Existe muita falácia e pouca ação de respeito aos contribuintes que apenas lutam por seus direitos ao buscarem uma assistência no decadente Hospital de Cirurgia", pontuou.

Há pontualmente três  meses centenas de  usuários do Sistema Único de Saúde davam início ao martírio enfrentado junto ao setor de radioterapia da Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia, em Aracaju. Neste período de incertezas, críticas e óbito de quatro pacientes, a unidade filantrópica informou que o problema inicial se deu em virtude da necessidade em substituir a válvula que controla o fluxo de água para a emissão dos feixes. Um técnico do Estado de Minas Gerais desembarcou em Sergipe e informou que esta peça apenas estava disponível no mercado norte-americano. Em território governado por Donald Trump, a peça foi comprada no início do mês de março.
O que parecia final de uma amarga demora, na realidade não passava de novo impasse a ser contabilizado. Ao Jornal do Dia, o Grupo Mulheres do Peito informou que, após a aquisição do material, paralelamente ao período de entrega da peça, o técnico deveria seguir direto para o aeroporto Santa Maria e dar início ao processo de substituição e testes. Ao contrário do que previam os gestores do HC e os pacientes, o técnico desembarcou em Belo Horizonte e por lá ficou mais 15 dias. De volta à capital sergipana na sexta-feira a semana passada, dia 06, foi iniciado o processo de conserto; a máquina somente ficou pronta para uso na última quarta-feira, 11.
Fim do massacre psicológico e do retrocesso clínico por parte dos pacientes? Usuários do SUS garantem que não. Apesar de estar disponível para uso, 40 pessoas seguem aguardando o comunicado para reiniciar as sessões, suspensas, muitas delas, desde o final do ano passado. Segundo Helen Lima, que acompanha um irmão no tratamento, a impressão que transparece na unidade é de descaso aos cidadãos que possuem, por direito, a constitucionalidade em receber uma assistência de qualidade. Sem condições financeiras de arcar com os serviços ofertados pelo setor particular, ela lamenta que o irmão esteja relutando para viver.
"Se o tratamento não fosse suspenso por tanto tempo, eu acredito que hoje ele poderia estar bem melhor, avançado na luta contra a doença, mas infelizmente não é isso que ele percebe e nós sentimos de tabela. Por ser público e não possuir uma imposição firme da justiça, as coisas no Hospital de Cirurgia parecer ficar a toa. Três meses de máquina parada, parece que é tanto faz como tanto fez", criticou. A revolta apresentada por Helen é compartilhado pela representante do Grupo Mulheres do Peito, Sheila Galba. Em depoimento emocionado prestado ao Jornal do Dia, ela lamenta que a falta de ações rigorosas contribuam para a desqualificação consecutiva do HC.
Paralelo ao problema orquestrado pela máquina de radiografia, a constante falta de insumos, medicamentos e mínimas condições de trabalho, tem contribuído para que médicos oncologistas deixem de ir trabalhar e atender aos pacientes. A ação desses especialistas se unem ainda à mobilização de anestesiologistas, e os pacientes se deparam com a sensação de abandono. Visivelmente preocupada com a situação, Galba pede, mais uma vez, que órgãos estaduais e federais de fiscalização promovam uma investigação minuciosa a qual puna todos os gestores responsáveis por contribuir  direta, ou indiretamente, para a reincidência dos mesmos problemas.
"Pessoas estão morrendo, o problema é sempre o mesmo, e ainda assim a gente que precisa da assistência somos obrigados a parar o tratamento e torcer, pedir a Deus e se apegar na fé para que não possamos nos incluir na lista de óbitos. O descaso é muito grande e a impressão que temos é que a falta de pressão jurídica contribui para o sistema continue prejudicando centenas de pessoas", lamentou. Atualmente 365 pessoas compõem a lista de espera pelo atendimento radioterápico. A direção do HC informou que solicitou ao Sistema de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde uma nova lista de pacientes que possuem o direito prioritário às sessões.
A meta, segundo o hospital, é convidar os pacientes a comparecer na unidade para serem avaliados antes de iniciar o tratamento. A direção informa ainda que alguns paciente que tiveram suas sessões interrompidas em janeiro por conta da quebra da máquina, já retomaram o tratamento em outras unidades. Comunicado não compactuado por Sheila Galba. "O Grupo Mulheres do Peito possui vários casos de pacientes que no final das contas não receberam essa assistência. Existe muita falácia e pouca ação de respeito aos contribuintes que apenas lutam por seus direitos ao buscarem uma assistência no decadente Hospital de Cirurgia", pontuou.