Calvário oncológico

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Publicada em 16/04/2018 às 05:58:00

 

Poucas obras fazem tanta falta aos 
sergipanos mais necessitados 
quanto a sempre adiada construção do Hospital do Câncer. Sem os leitos prometidos, os pacientes oncológicos dependentes do Sistema Único de Saúde percorrem verdadeira via crucis em busca de assistência médica. De um lado pra outro, com a cara na porta. O resultado muitas vezes é o óbito.
O calvário de todo dia, natural para quem enfrenta a doença, ganha contornos ainda mais dramáticos, em função das faltas interrompendo o tratamento. Essa é a experiência de centenas de sergipanos, pacientes oncológicos dependentes do SUS. Segundo o grupo Mulheres do Peito, as sessões de radioterapia realizadas no Hospital Cirurgia, por meio de convênio, por exemplo, não atendem à demanda. Há quem aguarde tratamento desde o início do ano.
Há somente duas unidades de saúde com competência para atender aos pacientes oncológicos em Sergipe. Tanto em uma quanto em outra faltam recursos, estrutura e medicamentos. No Hospital Cirurgia, dívidas acumuladas e a precariedade dos equipamentos indispensáveis ao tratamento redundam sempre na suspensão do atendimento. No Huse, a superlotação provoca filas e espera prolongada.
A única solução já pensada para acabar com a política do Deus dará na oncologia, de uma vez por todas, é mesmo a construção de um Hospital do Câncer. Infelizmente, a ideia foi praticamente descartada, até segunda ordem, por força da crise. Investimento tão vultoso seria incompatível com a realidade dos cofres esvaziados. Hoje, o esforço do Governo de Sergipe está concentrado em remediar as faltas, por meio de paliativos - como dá e pode.

Poucas obras fazem tanta falta aos  sergipanos mais necessitados  quanto a sempre adiada construção do Hospital do Câncer. Sem os leitos prometidos, os pacientes oncológicos dependentes do Sistema Único de Saúde percorrem verdadeira via crucis em busca de assistência médica. De um lado pra outro, com a cara na porta. O resultado muitas vezes é o óbito.
O calvário de todo dia, natural para quem enfrenta a doença, ganha contornos ainda mais dramáticos, em função das faltas interrompendo o tratamento. Essa é a experiência de centenas de sergipanos, pacientes oncológicos dependentes do SUS. Segundo o grupo Mulheres do Peito, as sessões de radioterapia realizadas no Hospital Cirurgia, por meio de convênio, por exemplo, não atendem à demanda. Há quem aguarde tratamento desde o início do ano.
Há somente duas unidades de saúde com competência para atender aos pacientes oncológicos em Sergipe. Tanto em uma quanto em outra faltam recursos, estrutura e medicamentos. No Hospital Cirurgia, dívidas acumuladas e a precariedade dos equipamentos indispensáveis ao tratamento redundam sempre na suspensão do atendimento. No Huse, a superlotação provoca filas e espera prolongada.
A única solução já pensada para acabar com a política do Deus dará na oncologia, de uma vez por todas, é mesmo a construção de um Hospital do Câncer. Infelizmente, a ideia foi praticamente descartada, até segunda ordem, por força da crise. Investimento tão vultoso seria incompatível com a realidade dos cofres esvaziados. Hoje, o esforço do Governo de Sergipe está concentrado em remediar as faltas, por meio de paliativos - como dá e pode.