Dinheiro não cai do céu

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Unha e carne
Unha e carne

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Publicada em 16/04/2018 às 23:20:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
A amizade do prefei-
to Edvaldo Noguei-
ra com o deputado federal André Moura deixou os "homens santos" da política local de cabelo em pé. Os dois são unha e carne. Um não aparece em público sem fazer menção ao outro. Uma relação de puro interesse, na língua grande e sempre sábia do povo.
À parte fofocas e ciúmes, no entanto, a parceria em favor de Aracaju vai muito bem, obrigado. Dinheiro não cai do céu. A bem da verdade, não fosse aproximação tão comentada, a capital sergipana jamais veria a cor dos recursos federais liberados ao longo do último ano.
Os coronéis da velha política estão pasmos. O escândalo promete reformar praças e promover saneamento básico, com obras de drenagem, pavimentação e esgotamento sanitário avaliadas em milhões de reais. O prefeito de Aracaju assumiu o custo político da união controversa, sofreu ressentimento e maledicência de fronte erguida. Em troca, convida agora a população para tomar parte numa festa aberta a todos - amigos e inimigos, aliados e adversários, gregos e troianos -, em mais uma edição do Forró Caju.
As datas do furdunço foram anunciadas ontem (ver abaixo). Mas a programação ainda é motivo de justa agonia. Em passado recente, os costumes e a disposição de nossa gente serviram de oportunidade para muito empresário de olho gordo vender gato por lebre, interessado no alheio. Cultura foi trocada em mercado. Cachês milionários e denúncias de shows superfaturados sufocaram os papocos de uma alegria genuína. A fé na festa virou só um negócio. Deu no que deu.
A responsabilidade primeira dos gestores públicos é a de atender às necessidades mais prementes da população. Entre estas está incluída, claro, a promoção da Cultura. E é aí que entra a programação do Forró Caju 2018. Não será com uma festa de extravagância milionária e gosto duvidoso que se preservarão os bens da sensibilidade nativa. Trocando em miúdos: Não adianta fazer bonito com o chapéu dos outros.

A amizade do prefei- to Edvaldo Noguei- ra com o deputado federal André Moura deixou os "homens santos" da política local de cabelo em pé. Os dois são unha e carne. Um não aparece em público sem fazer menção ao outro. Uma relação de puro interesse, na língua grande e sempre sábia do povo.
À parte fofocas e ciúmes, no entanto, a parceria em favor de Aracaju vai muito bem, obrigado. Dinheiro não cai do céu. A bem da verdade, não fosse aproximação tão comentada, a capital sergipana jamais veria a cor dos recursos federais liberados ao longo do último ano.
Os coronéis da velha política estão pasmos. O escândalo promete reformar praças e promover saneamento básico, com obras de drenagem, pavimentação e esgotamento sanitário avaliadas em milhões de reais. O prefeito de Aracaju assumiu o custo político da união controversa, sofreu ressentimento e maledicência de fronte erguida. Em troca, convida agora a população para tomar parte numa festa aberta a todos - amigos e inimigos, aliados e adversários, gregos e troianos -, em mais uma edição do Forró Caju.
As datas do furdunço foram anunciadas ontem (ver abaixo). Mas a programação ainda é motivo de justa agonia. Em passado recente, os costumes e a disposição de nossa gente serviram de oportunidade para muito empresário de olho gordo vender gato por lebre, interessado no alheio. Cultura foi trocada em mercado. Cachês milionários e denúncias de shows superfaturados sufocaram os papocos de uma alegria genuína. A fé na festa virou só um negócio. Deu no que deu.
A responsabilidade primeira dos gestores públicos é a de atender às necessidades mais prementes da população. Entre estas está incluída, claro, a promoção da Cultura. E é aí que entra a programação do Forró Caju 2018. Não será com uma festa de extravagância milionária e gosto duvidoso que se preservarão os bens da sensibilidade nativa. Trocando em miúdos: Não adianta fazer bonito com o chapéu dos outros.