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O caju de Duardo Costa homenageia o Dia do Índio
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Publicada em 20/04/2018 às 22:41:00

 

Em Curitiba (PR) desde a prisão de Lula, o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macêdo, leu na quarta-feira (18), uma carta escrita pelo ex-presidente para a militância que segue na capital paranaense, em apoio e resistência.
Na carta, lida por Márcio, a pedido do próprio Lula, o ex-presidente diz que, pela militância e pelo povo brasileiro, "valeu a pena nascer e valerá a pena morrer".
Ainda na carta, ele também manifestou palavras de carinho para os que já o acompanham. "Vocês são o meu grito de liberdade todo dia. Se eu não tivesse feito nada na vida, e tivesse construído com vocês essa amizade, já me faria um homem realizado".
O recado do ex-presidente foi passado através de sua equipe de advogados, e lido por Márcio Macêdo num ato realizado na tarde de quinta-feira, em frente à sede da Polícia Federal.

Esta é a segunda mensagem de Lula, desde sua prisão em 7 de abril. Na primeira, ele falou sobre a sensação de estar sendo injustiçado. "Continuo acreditando na justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado", reafirmou.

 

O senador Valadares (PSB) montou uma nova estratégia para tentar atrair o apoio de um grande partido para o projeto de lançar a candidatura do deputado Valadares Filho ao governo do Estado: enfurecer o presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, com informações de que o governador Belivaldo Chagas (PSD) e o ex-governador Jackson Barreto (MDB) possuem uma aliança branca com o grupo do deputado federal André Moura (PSC), o que poderia vir a rifar o PT nas eleições de outubro.

Como se sabe, Rogério pretende disputar uma das vagas ao Senado na coligação governista, mas já manifestou uma certa insatisfação com Jackson, que deverá também disputar o Senado. Rogério reclamou de suposto corpo mole do grupo do ex-governador na eleição de 2014, quando perdeu o senado para Maria do Carmo Alves por poucos votos, o que não aconteceu. Aliado de Márcio Macêdo, vice-presidente nacional do PT, Rogério tem maioria no diretório regional do PT e a manutenção da aliança atual só poderia mudar com a guinada de um deles para outro projeto, o que não parece factível neste momento.

Valadares pai acredita que a candidatura do ex-ministro Joaquim Barbosa à presidência poderá fortalecer o PSB e atrair o PT para uma nova aliança nacional, em função da prisão do ex-presidente Lula e a perseguição judicial que o partido vem enfrentando. Em alguns Estados, a exemplo de Pernambuco, onde o PSB é forte, já há a aproximação entre os dois partidos, não por conta da política nacional, mas da realidade local. Não é o caso de Sergipe.

Valadares rompeu com o PT logo após a morte do ex-governador Marcelo Déda, em 2013, e nas eleições de 2014 apoiou a candidatura do senador Aécio Neves à presidência da República, e participou ativamente da campanha para derrubar a presidente Dilma Rousseff, da mesma forma que foi um entusiasmado aliado no início do governo Temer, a ponto de ter sido cotado o Ministério da Saúde. Acabou ficando com a presidência nacional da Codevasf, para onde transferiu R$ 100 milhões que deveriam ter sido destinados ao Estado de Sergipe, numa emenda coletiva da bancada sergipana ao Orçamento Geral da União.

A situação do PSB ficou mais delicada a partir o momento em que o Valadares pai fechou as portas para uma aliança com o PSC e o PSDB do senador Eduardo Amorim. No início do ano chegou a admitir a possibilidade de Valadares Filho ser candidato a vice-governador, mas em seguida passou a dizer que não aceitaria a participação de André Moura na chapa majoritária. Como já estava rompido com o PT e com o grupo de Jackson, a opção agora é tentar montar um palanque para apresentar candidatos próprios ao governo e ao Senado.

Valadares Filho, que teve um bom desempenho nas eleições municipais de Aracaju quando disputou voto a voto com o prefeito Edvaldo Nogueira, em 2016, já admite a possibilidade de disputar o governo, a ponto de ter lançado o nome do vereador Élber Batalha, um dos poucos aliados que possui espaço no PSB, como candidato a deputado federal. Garante ter o apoio de sete legendas na disputa ao governo, mas parece ainda faltar fôlego, tanto que o partido tenta a todo custo o apoio do PT.

Outro problema grave do PSB, caso se consolide mesmo o lançamento de chapa própria ao governo: Valadares Filho seria candidato a governador, Valadares pai a senador. Sobraria para os aliados a indicação dos candidatos a vice-governador e o outro senador. Até as vagas proporcionais já estão devidamente reservadas: o deputado estadual Luciano Pimentel e o médico Edney Caetano, secretário da Saúde do governo Valadares - 1987/1990 - seriam os candidatos preferenciais para a Assembleia Legislativa, e Élber para a Câmara Federal. Os partidos que aceitassem participar da empreitada poderiam, evidentemente, apresentar outros nomes como candidatos a deputado, mas sabendo previamente quem são os preferidos dos Valadares.

Sem uma aliança com PT e com Jackson Barreto, os Valadares precisam pensar em alternativas próprias pela primeira vez desde 1994, quando começou a receber a proteção de Déda e garantiu o primeiro mandato de senador. As opções são cada vez menores.

 

João Alves e os fantasmas

Somente com seis pessoas que foram nomeados para cargos comissionados e que nunca trabalharam, o ex-prefeito de Aracaju, João Alves Filho, gastou R$ 1,6 milhão ao longo de sua gestão. No início da semana, João, o ex-vice-prefeito José Carlos Machado e a ex-secretária de Governo, Marlene Alves Calumby, voltaram a ser denunciados pelo MPE.

A operação "Caça-Fantasma", que já provocou a prisão de Ana Alves e do ex-secretário Sérgio Viana, é apenas uma pequena ponta do iceberg das denúncias de corrupção contra a administração João Alves Filho na PMA, em apuração pelo Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Nessa fase da investigação houve o indiciamento e bloqueio de bens de João, de Machado e de outras ex-autoridades.

As denúncias mais graves estão em apuração e foram constatadas durante investigações do grupo especial criado pelo Tribunal de Contas no segundo semestre de 2016, para evitar que prefeitos em fim de mandato promovessem o desmonte de suas administrações. No início do ano passado, o então presidente do TCE, Clóvis Barbosa de Melo, encaminhou ao Gaeco os relatórios com graves denúncias de corrupção na gestão de João Alves, envolvendo supostos desvios de recursos principalmente nas secretarias de Comunicação, Saúde, Obras e Emsurb. São milhões de reais que estão em jogo.

Os desmandos na reta final da administração de João provocaram a suspensão no atendimento nos postos de saúde, o fechamento das UPAs e a suspensão da coleta de lixo, a ponto de o TCE decretar uma intervenção branca, assumindo a responsabilidade pelos pagamentos da PMA e das terceririzadas, para que os serviços básicos fossem executados.

Pela gravidade das denúncias constatadas pelo grupo especial do TCE, esperam-se novas ações da Deotap e Gaeco, agora em outros setores.

 

Pacote fiscal

O governador Belivaldo Chagas está entusiasmado com as ações empreendidas pelo secretário Ademário Alves de Jesus, no cargo desde há menos de duas semanas. A expectativa é de que até o final do mês seja anunciado um amplo pacote de medidas visando a recuperação das finanças do Estado e a garantia do pagamento em dia de todos os servidores públicos, além da redução dos débitos com fornecedores e prestadores de serviço.

 

Privatizar sem fechar

Em artigo publicado na edição da última quinta-feira, do Jornal O Globo, sob o título: "Privatizar sem fechar", o ex-governador Albano Franco voltou a criticar a decisão da Petrobras de desativar as três unidades da FAFEN. Para ele, além de estrategicamente não ser recomendável o Brasil passar a depender 100% da importação de fertilizantes nitrogenados, Sergipe sofrerá a destruição de toda uma cadeia produtiva que vai desde as indústrias misturadoras à logística de transportes. No seu entendimento, a crise da FAFEN é episódica e deve ser enfrentada com gestão, inclusive com a participação dos governos estaduais. Ele voltou a alertar que se a Petrobras quer mesmo sair do negócio de fertilizantes, deve privatizar as fábricas, não fechá-las.

 

Camarão no São Francisco

Enquanto o Estado de Sergipe cria leis para proteger criadores de camarão em cativeiro e o governo pensa em afrouxar as regras de licenciamento e fiscalização da Adema, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco manifesta preocupação. Para o CBHSF, a atividade é predatória, devasta manguezais e introduz espécie exótica ao ambiente, tornando-se uma ameaça ao estuário do São Francisco, berço de vida e diversidade. Sergipe possui 700 criadouros.

Segundo a revista 'Chico', do CBHSF, o crime ambiental pode ser traduzido em números: "A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) visitou cativeiros em Brejo Grande e encontrou inúmeras irregularidades. Os fiscais fecharam 18 criatórios e emitiram 45 notificações em 20 áreas de quatro municípios sergipanos: Brejo Grande, Neópolis, Pacatuba e Telha".

Entre outros privilégios, a lei estadual aprovada no ano passado pela Assembleia Legislativa prevê a suspensão de qualquer tipo de punição e multa para os carnicicultores que agredirem o meio ambiente nos próximos 20 anos.

 

Márcio lê carta de Lula a militantes

Em Curitiba (PR) desde a prisão de Lula, o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macêdo, leu na quarta-feira (18), uma carta escrita pelo ex-presidente para a militância que segue na capital paranaense, em apoio e resistência.
Na carta, lida por Márcio, a pedido do próprio Lula, o ex-presidente diz que, pela militância e pelo povo brasileiro, "valeu a pena nascer e valerá a pena morrer".
Ainda na carta, ele também manifestou palavras de carinho para os que já o acompanham. "Vocês são o meu grito de liberdade todo dia. Se eu não tivesse feito nada na vida, e tivesse construído com vocês essa amizade, já me faria um homem realizado".
O recado do ex-presidente foi passado através de sua equipe de advogados, e lido por Márcio Macêdo num ato realizado na tarde de quinta-feira, em frente à sede da Polícia Federal.
Esta é a segunda mensagem de Lula, desde sua prisão em 7 de abril. Na primeira, ele falou sobre a sensação de estar sendo injustiçado. "Continuo acreditando na justiça e por isso estou tranquilo, mas indignado como todo inocente fica indignado quando é injustiçado", reafirmou.