Fiscalização frouxa

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Publicada em 24/04/2018 às 00:58:00

 

É tênue, a linha entre a negligên-
cia criminosa e a fatalidade. A tra-
gédia ocorrida na Praia da Caueira, onde uma criança recém nascida perdeu a vida, atingida pelo teto de um restaurante, literalmente caindo aos pedaços, exige uma resposta rápida das autoridades competentes. Inadmissível é que estabelecimentos comerciais de portas abertas para receber as pessoas, com todas as licenças em dia, não garantam a segurança de seus clientes.
O caso faz lembrar as marquises no centro de Aracaju. Vira e mexe, o pior acontece. Diversos prédios da região reclamam preces aos comerciantes e transeuntes. O maior de todos os estandartes da decadência que se abateu sobre o centro comercial de Aracaju, no entanto, talvez seja mesmo o Hotel Palace. Meio século após sua construção, o prédio em nada lembra a imponente construção original. Há alguns anos, a marquise do hotel desabou. Foi uma simples questão de sorte ninguém ter sido atingido.
Certo é que os comerciantes em atividade no estado dão a impressão de abrir as portas sem dar satisfação a ninguém. Os fatos falam por si mesmos, em alto e bom som. A fiscalização é frouxa. Desabamentos e incêndios derivados da falta de manutenção das instalações comerciais são mais ou menos frequentes.
Ontem foi um restaurante. Amanhã pode ser uma mercearia qualquer. A Defesa Civil da capital já avisou que o armazenamento de produtos é realizado de maneira precário em pelo menos 80% dos estabelecimentos comerciais de Aracaju. Faltam, no entanto, as providências cabíveis no sentido de fiscalizar a segurança dos imóveis, obedecendo à legislação vigente. Depois que o pior ocorre, não adianta chorar o leite derramado.

É tênue, a linha entre a negligên- cia criminosa e a fatalidade. A tra- gédia ocorrida na Praia da Caueira, onde uma criança recém nascida perdeu a vida, atingida pelo teto de um restaurante, literalmente caindo aos pedaços, exige uma resposta rápida das autoridades competentes. Inadmissível é que estabelecimentos comerciais de portas abertas para receber as pessoas, com todas as licenças em dia, não garantam a segurança de seus clientes.
O caso faz lembrar as marquises no centro de Aracaju. Vira e mexe, o pior acontece. Diversos prédios da região reclamam preces aos comerciantes e transeuntes. O maior de todos os estandartes da decadência que se abateu sobre o centro comercial de Aracaju, no entanto, talvez seja mesmo o Hotel Palace. Meio século após sua construção, o prédio em nada lembra a imponente construção original. Há alguns anos, a marquise do hotel desabou. Foi uma simples questão de sorte ninguém ter sido atingido.
Certo é que os comerciantes em atividade no estado dão a impressão de abrir as portas sem dar satisfação a ninguém. Os fatos falam por si mesmos, em alto e bom som. A fiscalização é frouxa. Desabamentos e incêndios derivados da falta de manutenção das instalações comerciais são mais ou menos frequentes.
Ontem foi um restaurante. Amanhã pode ser uma mercearia qualquer. A Defesa Civil da capital já avisou que o armazenamento de produtos é realizado de maneira precário em pelo menos 80% dos estabelecimentos comerciais de Aracaju. Faltam, no entanto, as providências cabíveis no sentido de fiscalizar a segurança dos imóveis, obedecendo à legislação vigente. Depois que o pior ocorre, não adianta chorar o leite derramado.