Pelo fim dos penduricalhos

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Publicada em 24/04/2018 às 23:18:00

 

É preciso dar fim aos pendurica-
lhos inflando os vencimentos dos 
juízes brasileiros. Adotados sob o pretexto de corrigir eventuais perdas salariais, subsídios como o auxílio moradia, por exemplo, constituem artifício controverso, uma muleta que deforma o passo, por assim dizer, ao invés de auxiliar o movimento.
Segundo a Advocacia Geral da União, as partes interessadas estão prestes a entrar em acordo. Uma negociação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a questionamento sobre a legalidade do auxílio moradia, pode apresentar resultados ao longo dos próximos dias. De um mês, a ministra Grace Mendonça (AGU) garante, não passa.
Certo é que os números depõem contra a turma da toga. Anualmente, cerca de 919 milhões de reais saem dos cofres públicos para o pagamento de auxílio moradia para 17.094 magistrados, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Desse valor, 98 milhões de reais são para juízes federais. 
A questão de fundo, no entanto, é mais abrangente, o auxílio moradia é apenas a ponta do iceberg. É sabido que os gordos vencimentos dos magistrados são inflados por toda a sorte de penduricalhos. Ao contrário de todo trabalhador, os meritíssimos gozam de benefícios relacionados a despesas médicas, alimentação e a educação de dependentes. Seja qual for a solução proposta pela AGU, portanto, os juízes devem bater o martelo. Afinal de contas, eles têm um bilhão de reais em motivos para se darem por satisfeitos.

É preciso dar fim aos pendurica- lhos inflando os vencimentos dos  juízes brasileiros. Adotados sob o pretexto de corrigir eventuais perdas salariais, subsídios como o auxílio moradia, por exemplo, constituem artifício controverso, uma muleta que deforma o passo, por assim dizer, ao invés de auxiliar o movimento.
Segundo a Advocacia Geral da União, as partes interessadas estão prestes a entrar em acordo. Uma negociação determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a questionamento sobre a legalidade do auxílio moradia, pode apresentar resultados ao longo dos próximos dias. De um mês, a ministra Grace Mendonça (AGU) garante, não passa.
Certo é que os números depõem contra a turma da toga. Anualmente, cerca de 919 milhões de reais saem dos cofres públicos para o pagamento de auxílio moradia para 17.094 magistrados, conforme dados do Conselho Nacional de Justiça. Desse valor, 98 milhões de reais são para juízes federais. 
A questão de fundo, no entanto, é mais abrangente, o auxílio moradia é apenas a ponta do iceberg. É sabido que os gordos vencimentos dos magistrados são inflados por toda a sorte de penduricalhos. Ao contrário de todo trabalhador, os meritíssimos gozam de benefícios relacionados a despesas médicas, alimentação e a educação de dependentes. Seja qual for a solução proposta pela AGU, portanto, os juízes devem bater o martelo. Afinal de contas, eles têm um bilhão de reais em motivos para se darem por satisfeitos.