Hamilton de Holanda celebra centenário de Jacob do Bandolim

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Publicada em 25/04/2018 às 22:49:00

 

A excelência na performance de um instrumento é feito realizado por poucos. Sem dúvidas, Jacob do Bandolim foi uma das personalidades que atingiu esse patamar e deixou sua inquestionável colaboração no cancioneiro brasileiro. Se estivesse vivo, teria completado 100 anos de idade. A celebração de seu centenário, assim como de sua obra, é a inspiração para o novo trabalho de Hamilton de Holanda, que prepara uma série de homenagens ao mestre.
Em parceria com a gravadora Deck, o bandolinista interpreta parte do repertório de Jacob em diferente discos, que chegarão às lojas em um box. O primeiro deles, "Jacob 10ZZ", foi lançado antecipadamente em comemoração do Dia Nacional do Choro, 23 de abril. O novo trabalho, disponível nas plataformas digitais, também ganhou edição especial em vinil.
'Jacob 10ZZ' foi gravado com Guto Wirtti (contrabaixo acústico) e Thiago da Serrinha (percussão), que, com ele, formam o Hamilton de Holanda Trio. Juntos, têm dois discos lançados e acumulam importantes prêmios da música, como o 18º Grammy Latino de Melhor Disco de Música Instrumental, por "Samba de Chico" (2016).
O nome do álbum faz referência ao bandolim de 10 cordas do Hamilton, e ao parentesco entre o Choro e o Jazz. "Procurei um título com poucas letras e um som direto, que pudesse dar significado à concepção desse trabalho. É o choro do Jacob com uma pitada de jazz. Não necessariamente todas as faixas são desse gênero, mas têm essa maneira de tocar, que utiliza muito a improvisação e solos criados no momento da gravação. O nome resumiu bem o espírito do disco" - conta Hamilton.
Gravado no estúdio Tambor (Rio de Janeiro) com produção de Hamilton de Holanda e Marcos Portinari, 'Jacob 10ZZ' tem 12 faixas, 10 delas assinadas por Jacob do Bandolim. O repertório foi escolhido a partir de composições interpretadas por Hamilton há muitos anos. A seleção foi feita buscando equilíbrio entre as músicas lentas, líricas, sambadas e difíceis. Estão neste primeiro álbum os clássicos "Remelexo", "Alvorada", "Assanhado" e "Mágoas", entre outros.
Na cuidadosa seleção, apenas duas músicas não são de autoria de Jacob. 'Naquela Mesa', composta por seu filho Sérgio Bittencourt, na ocasião de sua morte. A canção lenta e cheia de sentimento ganhou uma versão com inspiração no Jazz Manouche de Django Reinhardt. E, encerrando o disco, 'Serenata Jacarepaguá', única assinada por Hamilton. 
"É uma música que foi feita no estúdio na hora da gravação. Foi uma forma de agradecer ao Jacob, afinal acho que a composição é a maneira do compositor expressar o que tem de mais profundo na sua alma. O nome é uma referência ao bairro onde ele morou muito tempo de sua vida. Nela eu mostro, além da minha inspiração, o meu olhar e meu caminho também através da música" - explica Hamilton.

A excelência na performance de um instrumento é feito realizado por poucos. Sem dúvidas, Jacob do Bandolim foi uma das personalidades que atingiu esse patamar e deixou sua inquestionável colaboração no cancioneiro brasileiro. Se estivesse vivo, teria completado 100 anos de idade. A celebração de seu centenário, assim como de sua obra, é a inspiração para o novo trabalho de Hamilton de Holanda, que prepara uma série de homenagens ao mestre.
Em parceria com a gravadora Deck, o bandolinista interpreta parte do repertório de Jacob em diferente discos, que chegarão às lojas em um box. O primeiro deles, "Jacob 10ZZ", foi lançado antecipadamente em comemoração do Dia Nacional do Choro, 23 de abril. O novo trabalho, disponível nas plataformas digitais, também ganhou edição especial em vinil.
'Jacob 10ZZ' foi gravado com Guto Wirtti (contrabaixo acústico) e Thiago da Serrinha (percussão), que, com ele, formam o Hamilton de Holanda Trio. Juntos, têm dois discos lançados e acumulam importantes prêmios da música, como o 18º Grammy Latino de Melhor Disco de Música Instrumental, por "Samba de Chico" (2016).
O nome do álbum faz referência ao bandolim de 10 cordas do Hamilton, e ao parentesco entre o Choro e o Jazz. "Procurei um título com poucas letras e um som direto, que pudesse dar significado à concepção desse trabalho. É o choro do Jacob com uma pitada de jazz. Não necessariamente todas as faixas são desse gênero, mas têm essa maneira de tocar, que utiliza muito a improvisação e solos criados no momento da gravação. O nome resumiu bem o espírito do disco" - conta Hamilton.
Gravado no estúdio Tambor (Rio de Janeiro) com produção de Hamilton de Holanda e Marcos Portinari, 'Jacob 10ZZ' tem 12 faixas, 10 delas assinadas por Jacob do Bandolim. O repertório foi escolhido a partir de composições interpretadas por Hamilton há muitos anos. A seleção foi feita buscando equilíbrio entre as músicas lentas, líricas, sambadas e difíceis. Estão neste primeiro álbum os clássicos "Remelexo", "Alvorada", "Assanhado" e "Mágoas", entre outros.
Na cuidadosa seleção, apenas duas músicas não são de autoria de Jacob. 'Naquela Mesa', composta por seu filho Sérgio Bittencourt, na ocasião de sua morte. A canção lenta e cheia de sentimento ganhou uma versão com inspiração no Jazz Manouche de Django Reinhardt. E, encerrando o disco, 'Serenata Jacarepaguá', única assinada por Hamilton. 
"É uma música que foi feita no estúdio na hora da gravação. Foi uma forma de agradecer ao Jacob, afinal acho que a composição é a maneira do compositor expressar o que tem de mais profundo na sua alma. O nome é uma referência ao bairro onde ele morou muito tempo de sua vida. Nela eu mostro, além da minha inspiração, o meu olhar e meu caminho também através da música" - explica Hamilton.