Mais um serviço do Hospital de Cirurgia é suspenso

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Publicada em 25/04/2018 às 23:15:00

 

A precariedade admi-
nistrativa e operacio
nal do Sistema Único de Saúde tem gerado graves problemas, também, para os contribuintes sergipanos que necessitam em caráter emergencial de cuidados cardiológicos. Por falta de condições de trabalho, a Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia - única responsável por realizar os serviços de hemodinâmica por intermédio da Angiocor, que fica anexo à unidade hospitalar, desde o último dia 16 também suspendeu todos os atendimentos. Segundo destacado pelo HC, um atraso no repasse financeiro por parte da Secretaria de Estado da Saúde tem contribuído para a recorrência da irregularidade.
Diante das críticas impostas pelo hospital, em contraponto, o Governo do Estado de Sergipe, através da própria SES, informou que os débitos seguem sendo quitados de forma regular em virtude de a administração estadual prezar pela qualidade do serviço prestado aos sergipanos. Apesar da garantia de regularidade financeira, informou que desde a última segunda-feira, 23, a pasta tem trabalhado em caráter intensificado com a proposta de realizar uma transferência no valor de dois milhões de reais. Essa quantia é referente aos serviços de média e alta complexidades os quais são promovidos pelo próprio HC. Esse valor deve estar disponível ao hospital a partir de amanhã.
Enquanto os impasses administrativos não se resolvem, vítimas de infarto seguem sem assistência emergencial; no Hospital de Urgência do Estado de Sergipe (HUSE), apenas medidas paliativas são adotadas a fim de salvar a vida dos pacientes. No que se refere ao Cirurgia, cardiologistas alegam que o problema macro não se refere aos atrasos salariais, ou mesmo a falta de maior escala de profissionais, mas sim em decorrência da falta de Órtese, Prótese e Materiais Especiais (OPME). Sem essas materiais a classe trabalhadora, amparada pelo Conselho Regional de Medicina, alenão ter condições reais de trabalho.
O cenário regressivo vivenciado pelos usuários do SUS serve de alerta para toda a população sergipana. Somente na última terça-feira haviam 15 pacientes infartados no Huse aguardando transferência e passando por tratamentos paliativos, além de outros três na UTI. Para o médico André Paixão, da Angiocor, essa situação não é nova e se arrasta, pelo menos, desde o mês de abril do ano passado. Segundo o crítico, os médicos têm trabalhado em total comprovação de amor à profissão e ao respeito pela missão em lutar com intensidade pela vida dos pacientes mais necessitados. Ele aponta justamente a falta de equipamentos como principal empecilho.
"Todos sabem da dedicação que é promovida por cada profissional, inclusive os pacientes e acompanhantes possuem total conhecimento disso. Como venho afirmando publicamente desde a semana passada, mesmo sem receber os direitos trabalhistas em virtude de cada serviço hospitalar e médicos prestado através do Hospital Cirurgia, ninguém decidiu interromper as atividades; o problema agora é que sem os OPME fica impossível dar continuidade", lamentou. O Hospital de Cirurgia informou que comunicará oficialmente o recebimento do dinheiro em trâmite, a partir do momento em que o departamento contábil oficializar a constatação bancária.

A precariedade admi- nistrativa e operacio nal do Sistema Único de Saúde tem gerado graves problemas, também, para os contribuintes sergipanos que necessitam em caráter emergencial de cuidados cardiológicos. Por falta de condições de trabalho, a Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia - única responsável por realizar os serviços de hemodinâmica por intermédio da Angiocor, que fica anexo à unidade hospitalar, desde o último dia 16 também suspendeu todos os atendimentos. Segundo destacado pelo HC, um atraso no repasse financeiro por parte da Secretaria de Estado da Saúde tem contribuído para a recorrência da irregularidade.
Diante das críticas impostas pelo hospital, em contraponto, o Governo do Estado de Sergipe, através da própria SES, informou que os débitos seguem sendo quitados de forma regular em virtude de a administração estadual prezar pela qualidade do serviço prestado aos sergipanos. Apesar da garantia de regularidade financeira, informou que desde a última segunda-feira, 23, a pasta tem trabalhado em caráter intensificado com a proposta de realizar uma transferência no valor de dois milhões de reais. Essa quantia é referente aos serviços de média e alta complexidades os quais são promovidos pelo próprio HC. Esse valor deve estar disponível ao hospital a partir de amanhã.
Enquanto os impasses administrativos não se resolvem, vítimas de infarto seguem sem assistência emergencial; no Hospital de Urgência do Estado de Sergipe (HUSE), apenas medidas paliativas são adotadas a fim de salvar a vida dos pacientes. No que se refere ao Cirurgia, cardiologistas alegam que o problema macro não se refere aos atrasos salariais, ou mesmo a falta de maior escala de profissionais, mas sim em decorrência da falta de Órtese, Prótese e Materiais Especiais (OPME). Sem essas materiais a classe trabalhadora, amparada pelo Conselho Regional de Medicina, alenão ter condições reais de trabalho.
O cenário regressivo vivenciado pelos usuários do SUS serve de alerta para toda a população sergipana. Somente na última terça-feira haviam 15 pacientes infartados no Huse aguardando transferência e passando por tratamentos paliativos, além de outros três na UTI. Para o médico André Paixão, da Angiocor, essa situação não é nova e se arrasta, pelo menos, desde o mês de abril do ano passado. Segundo o crítico, os médicos têm trabalhado em total comprovação de amor à profissão e ao respeito pela missão em lutar com intensidade pela vida dos pacientes mais necessitados. Ele aponta justamente a falta de equipamentos como principal empecilho.
"Todos sabem da dedicação que é promovida por cada profissional, inclusive os pacientes e acompanhantes possuem total conhecimento disso. Como venho afirmando publicamente desde a semana passada, mesmo sem receber os direitos trabalhistas em virtude de cada serviço hospitalar e médicos prestado através do Hospital Cirurgia, ninguém decidiu interromper as atividades; o problema agora é que sem os OPME fica impossível dar continuidade", lamentou. O Hospital de Cirurgia informou que comunicará oficialmente o recebimento do dinheiro em trâmite, a partir do momento em que o departamento contábil oficializar a constatação bancária.