Outros tempos

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Publicada em 25/04/2018 às 23:27:00

 

Há quem diga que os principais 
responsáveis pela crise políti-
ca em curso no País encontram-se nas casas legislativas. Seria assim no primeiro escalão da República, onde os poderosos pintam e bordam. E a revisão dos fatos mais recentes, ocorridos em âmbito estadual e municipal, aponta a responsabilidade dos que atuam em nosso quintal, também. Condenados a mais de doze anos de prisão, os deputados estaduais Augusto Bezerra e Paulo Hagenbeck Filho descobrem agora que a cultura da impunidade pode estar com os dias contados. Devem estar se perguntando, atônitos, se o crime ainda compensa.
Não se pode dizer que a Justiça brasileira é das mais céleres. Salvo em circunstâncias excepcionais, os inquéritos debruçados sobre os malfeitos de lideranças políticas ainda enfrentam toda a sorte de chicanas e recursos, até a sua conclusão. De toda sorte, a recente prisão de homens poderosos, de bolsos forrados, empresários e autoridades acostumadas ao ar rarefeito do Planalto, sugerem que os tempos são outros.
A casa finalmente caiu para os deputados estaduais Augusto Bezerra (PHS) e Paulo Hagenbeck Filho, o Paulinho das Varzinhas (PT do B), condenados a mais de 12 anos de prisão. Os réus foram acusados pelo desvio das verbas de subvenção, destinadas pela Assembléia Legislativa de Sergipe a entidades do terceiro setor, por indicação dos parlamentares. Além dos dois deputados, quatro réus também foram condenados a penas menores, inclusive o empresário Nollet Feitosa, delator do esquema.
Convém lembrar que se a Justiça nem sempre aperta o passo, os homens públicos são julgados pela população periodicamente, a cada nova eleição. A renovação dos quadros observados na Câmara Municipal de Aracaju, após as eleições municipais, é indício de que o julgamento popular é implacável. Os envolvidos no escândalo das verbas de indenização, irmão gêmeo do crime praticado na Assembléia Legislativa de Sergipe, não foram perdoados.

Há quem diga que os principais  responsáveis pela crise políti- ca em curso no País encontram-se nas casas legislativas. Seria assim no primeiro escalão da República, onde os poderosos pintam e bordam. E a revisão dos fatos mais recentes, ocorridos em âmbito estadual e municipal, aponta a responsabilidade dos que atuam em nosso quintal, também. Condenados a mais de doze anos de prisão, os deputados estaduais Augusto Bezerra e Paulo Hagenbeck Filho descobrem agora que a cultura da impunidade pode estar com os dias contados. Devem estar se perguntando, atônitos, se o crime ainda compensa.
Não se pode dizer que a Justiça brasileira é das mais céleres. Salvo em circunstâncias excepcionais, os inquéritos debruçados sobre os malfeitos de lideranças políticas ainda enfrentam toda a sorte de chicanas e recursos, até a sua conclusão. De toda sorte, a recente prisão de homens poderosos, de bolsos forrados, empresários e autoridades acostumadas ao ar rarefeito do Planalto, sugerem que os tempos são outros.
A casa finalmente caiu para os deputados estaduais Augusto Bezerra (PHS) e Paulo Hagenbeck Filho, o Paulinho das Varzinhas (PT do B), condenados a mais de 12 anos de prisão. Os réus foram acusados pelo desvio das verbas de subvenção, destinadas pela Assembléia Legislativa de Sergipe a entidades do terceiro setor, por indicação dos parlamentares. Além dos dois deputados, quatro réus também foram condenados a penas menores, inclusive o empresário Nollet Feitosa, delator do esquema.
Convém lembrar que se a Justiça nem sempre aperta o passo, os homens públicos são julgados pela população periodicamente, a cada nova eleição. A renovação dos quadros observados na Câmara Municipal de Aracaju, após as eleições municipais, é indício de que o julgamento popular é implacável. Os envolvidos no escândalo das verbas de indenização, irmão gêmeo do crime praticado na Assembléia Legislativa de Sergipe, não foram perdoados.