Democracia

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Publicada em 03/05/2018 às 06:20:00

 

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB
O Príncipe Pedro de Bragança afir-
mou certa vez que "está aca-
bando o tempo de enganar os homens". Esse é o nosso Dom Pedro I, que dissolveu a primeira Assembleia Constituinte de nossa história, composta por vários padres e até o bispo do Rio de Janeiro e os maiores políticos do Império que então nascia, e nomeou uma comissão que fizesse uma Constituição "digna dele"...
Nessa Constituição, a primeira de nossa história, curiosamente se dizia que o Imperador "era irresponsável por seus atos", isto é, não respondia judicialmente a ninguém por suas ações.
Também do Papa no Direito Canônico, cânon 1404, se diz: "Prima sedes a nemine judicatur", isto é, "A Sé Primeira não é julgada por ninguém". E os bispos, em suas dioceses têm o poder do governo - pastoral, é claro -, o poder de legislar - podem emanar decretos de validade no território de sua diocese -, e o poder de julgar. Esse último, normalmente, é confiado a um tribunal diocesano. O Papa Francisco, recentemente, com a assessoria da Sacra Rota Romana, o mais alto tribunal da Santa Sé, ampliou esse poder dos bispos para o caso de declaração de nulidade evidente do matrimônio religioso, sendo, porém, sempre devidamente assessorado por canonista competente.
O grande político inglês Sir Winston Churchill, vitorioso herói da segunda guerra mundial, afirmou certa vez que "a democracia é uma péssima forma de governo, mas até agora não se encontrou uma melhor". Aristóteles, o famoso filósofo grego do século V antes de Cristo, ensinou que "a democracia teve sua origem na crença de que os homens, sendo iguais em certos aspectos, o seriam em todos". Balzac, no seu "Pensées" afirma: "O socialismo, que se julga jovem, é um velho parricida. Ele sempre mata a República, sua mãe, e a Liberdade, sua irmã". Com fina ironia, Chesterton afirmou no New York Times (1/2/1931) que "democracia significa o governo dos que não têm educação, enquanto que aristocracia é o governo dos que foram mal educados". Com essa mesma ironia, disse Louis Latzarus, no seu livro "La politique": "A arte da política na democracia é fazer o povo acreditar que é ele quem governa". E James Russell Lowell, em seu "Biglow Papers", fustiga: "A democracia outorga a cada um o direito de ser o opressor de si mesmo". Para concluir essa série de citações, do 'Diccionario de citas' transcrevo a frase de Von Schiller: "Nas eleições, os votos deveriam ser pesados e não contados" (Demetrius, I).
A ex-Presidenta Dilma Rousseff, em entrevista aos jornalistas, no dia 11/04/2016, afirmou peremptoriamente: "A democracia é o lado certo da história. Sem ela, não há crescimento econômico nem melhora do nível de emprego".
Saiu presidenta, assumiu presidente e... é o que os brasileiros estão esperando.
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)
dedvaldo@salesianorecife.com.br

* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB


O Príncipe Pedro de Bragança afir- mou certa vez que "está aca- bando o tempo de enganar os homens". Esse é o nosso Dom Pedro I, que dissolveu a primeira Assembleia Constituinte de nossa história, composta por vários padres e até o bispo do Rio de Janeiro e os maiores políticos do Império que então nascia, e nomeou uma comissão que fizesse uma Constituição "digna dele"...
Nessa Constituição, a primeira de nossa história, curiosamente se dizia que o Imperador "era irresponsável por seus atos", isto é, não respondia judicialmente a ninguém por suas ações.
Também do Papa no Direito Canônico, cânon 1404, se diz: "Prima sedes a nemine judicatur", isto é, "A Sé Primeira não é julgada por ninguém". E os bispos, em suas dioceses têm o poder do governo - pastoral, é claro -, o poder de legislar - podem emanar decretos de validade no território de sua diocese -, e o poder de julgar. Esse último, normalmente, é confiado a um tribunal diocesano. O Papa Francisco, recentemente, com a assessoria da Sacra Rota Romana, o mais alto tribunal da Santa Sé, ampliou esse poder dos bispos para o caso de declaração de nulidade evidente do matrimônio religioso, sendo, porém, sempre devidamente assessorado por canonista competente.
O grande político inglês Sir Winston Churchill, vitorioso herói da segunda guerra mundial, afirmou certa vez que "a democracia é uma péssima forma de governo, mas até agora não se encontrou uma melhor". Aristóteles, o famoso filósofo grego do século V antes de Cristo, ensinou que "a democracia teve sua origem na crença de que os homens, sendo iguais em certos aspectos, o seriam em todos". Balzac, no seu "Pensées" afirma: "O socialismo, que se julga jovem, é um velho parricida. Ele sempre mata a República, sua mãe, e a Liberdade, sua irmã". Com fina ironia, Chesterton afirmou no New York Times (1/2/1931) que "democracia significa o governo dos que não têm educação, enquanto que aristocracia é o governo dos que foram mal educados". Com essa mesma ironia, disse Louis Latzarus, no seu livro "La politique": "A arte da política na democracia é fazer o povo acreditar que é ele quem governa". E James Russell Lowell, em seu "Biglow Papers", fustiga: "A democracia outorga a cada um o direito de ser o opressor de si mesmo". Para concluir essa série de citações, do 'Diccionario de citas' transcrevo a frase de Von Schiller: "Nas eleições, os votos deveriam ser pesados e não contados" (Demetrius, I).
A ex-Presidenta Dilma Rousseff, em entrevista aos jornalistas, no dia 11/04/2016, afirmou peremptoriamente: "A democracia é o lado certo da história. Sem ela, não há crescimento econômico nem melhora do nível de emprego".
Saiu presidenta, assumiu presidente e... é o que os brasileiros estão esperando.
* Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, SDB é Arcebispo Emérito de Maceió (foi Bispo Auxiliar de Aracaju - 1975 a 1980)dedvaldo@salesianorecife.com.br