Fé na vida

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Ouvidos abertos e corpo presente
Ouvidos abertos e corpo presente

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Publicada em 04/05/2018 às 05:47:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Thiago Ruas vai cantar 
Gonzaguinha, ani-
mando de novo o recado do poeta menino. Menino porque jamais perdeu a fé na vida, no amor e na beleza, mesmo quando o pão é caro e a liberdade pequena.
Quem conhece o trabalho dos dois artistas reconhece a irmandade que os liga, atando laços, antes do tributo e da aparência formal. Não bastasse a inflexão própria, muito parecida, há ainda o pendor para a maravilha cotidiana. Um, como o outro, insiste na reafirmação de valores fraternos em canções de peito aberto, para o que der e vier e todas as horas, alegrias e tristezas, o tempo inteiro.
Curiosamente, Gonzaguinha, de um lirismo muito particular, é pouco citado entre os artistas que sofreram com a censura imposta pelo regime militar. Engajado a seu próprio modo, no entanto, o compositor sempre teve muito a dizer sobre vida e resistência em tempos difíceis. E, em forma de música, o fez despido qualquer artifício retórico, sem nenhuma pompa militante, alheio às palavras de ordem, sem jamais resvalar no panfleto, de cara limpa.
Thiago Ruas vai cantar Gonzaguinha e convidou Alex Sant'Anna para cantar o pai, Luiz Gonzaga, o Gonzagão. Dois dos meus artistas mais queridos lembram, assim, de ouvidos abertos e corpo presente, a própria ascendência musical, sabedores de que a luta de hoje, em casa e na História, é a mesma de sempre.
Gonzaga: Pai & Filho
Sexta-feira, 04, a partir das 20 horas, no Café da Gente (Museu da Gente Sergipana).

Thiago Ruas vai cantar  Gonzaguinha, ani- mando de novo o recado do poeta menino. Menino porque jamais perdeu a fé na vida, no amor e na beleza, mesmo quando o pão é caro e a liberdade pequena.
Quem conhece o trabalho dos dois artistas reconhece a irmandade que os liga, atando laços, antes do tributo e da aparência formal. Não bastasse a inflexão própria, muito parecida, há ainda o pendor para a maravilha cotidiana. Um, como o outro, insiste na reafirmação de valores fraternos em canções de peito aberto, para o que der e vier e todas as horas, alegrias e tristezas, o tempo inteiro.
Curiosamente, Gonzaguinha, de um lirismo muito particular, é pouco citado entre os artistas que sofreram com a censura imposta pelo regime militar. Engajado a seu próprio modo, no entanto, o compositor sempre teve muito a dizer sobre vida e resistência em tempos difíceis. E, em forma de música, o fez despido qualquer artifício retórico, sem nenhuma pompa militante, alheio às palavras de ordem, sem jamais resvalar no panfleto, de cara limpa.
Thiago Ruas vai cantar Gonzaguinha e convidou Alex Sant'Anna para cantar o pai, Luiz Gonzaga, o Gonzagão. Dois dos meus artistas mais queridos lembram, assim, de ouvidos abertos e corpo presente, a própria ascendência musical, sabedores de que a luta de hoje, em casa e na História, é a mesma de sempre.
Gonzaga: Pai & FilhoSexta-feira, 04, a partir das 20 horas, no Café da Gente (Museu da Gente Sergipana).