Pacientes de baixa complexidade devem priorizar atendimento em Unidades de Saúde

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Entrega de medicamentos no Posto de Saúde Amélia Franco
Entrega de medicamentos no Posto de Saúde Amélia Franco

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Publicada em 04/05/2018 às 06:00:00

 

Com um atendimento diário de quase 400 pessoas em cada um deles, os hospitais municipais Fernando Franco (zona Sul) e Nestor Piva (zona Norte) são vias de entrada de pacientes de Aracaju, mas também de outros municípios da região metropolitana. No entanto, mesmo tendo as portas abertas para todo e qualquer atendimento, esses hospitais acabam recebendo um grande número de usuários que, de forma geral, se deslocam até eles com ocorrências básicas de saúde, quando, em seus direcionamentos, essas unidades hospitalares deveriam se concentrar nos casos mais graves, ou seja, urgência e emergência. Essa situação, por vezes, causa a superlotação nesses hospitais o que geralmente converge em transtornos, tanto para os pacientes, como também para as equipes de saúde desses locais que precisam dar conta da alta demanda.
Este é o alerta feito pela diretora da Atenção à Saúde, Ana Márcia Oliveira. Responsável por concentrar toda a assistência da cidade, através da Coordenação de Urgência e Emergência (hospitais Fernando Franco e Nestor Piva), Atenção Primária (44 unidades de saúde), Assistência Psicossocial (seis Caps), e Assistência Especializada (Cemars Siqueira Campos e Augusto Franco), a Diretoria de Atenção à Saúde tem convivido com uma preocupação constante e que tem norteado os trabalhos de requalificação das unidades de saúde, justamente a superlotação dos hospitais municipais.
Segundo Ana Márcia, essa superlotação se deve à descredibildidade por parte da população com relação às Unidades de Saúde da Família (USFs). "Na gestão anterior, as unidades viveram um verdadeiro desmonte com falta de profissionais, de insumos, de equipamentos, assim, como as pessoas não tinham o atendimento devido nessas unidades, elas acabavam se dirigindo aos hospitais municipais. No entanto, desde o início da atual gestão, viemos trabalhando com o propósito de requalificar a atenção básica. Não estamos ampliando as unidades, mas colocando para funcionar o que já tem dentro de cada uma delas e, desta forma, podermos atender o cidadão com qualidade, sem que ele precise ir a um dos hospitais onde são atendidos prioritariamente os caos mais graves", afirmou.
As 44 unidades de saúde de Aracaju contam com 133 equipes, estas que estão sendo ampliadas, inclusive com a chamada do Processo Seletivo Simplificado (PSS) que contratou 255 novos profissionais que irão justamente compor essas equipes. "Estamos cuidando de toda a Saúde de Aracaju, mas damos uma atenção maior às unidades básicas para minimizar as filas nos hospitais. Neles, são registrados números elevados de atendimentos que, em sua maioria, são de baixa complexidade e que poderiam ser tratados nas USFs que funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h", ressaltou Ana Márcia.
A diretora de Atenção à Saúde faz o alerta baseada em números. Em uma quinta-feira, por exemplo, dia comum da semana em que as USFs estão abertas, somente o Hospital Municipal Fernando Franco atendeu 381 pessoas, destes atendimentos quatro eram acidentes, nove eram pacientes cardíacos, uma picada de escorpião, um caso de intoxicação. No entanto, os demais eram casos que poderiam ser tratados nas unidades básicas como 71 pessoas com dor de cabeça, 24 com dor de estômago, 16 com dor na coluna, seis com dor de garganta, 13 com hipertensão, oito diabéticas, 46 com virose, duas com cólica, um com alergia, quatro com dor de ouvido e 166 que não tinham queixa específica.

Com um atendimento diário de quase 400 pessoas em cada um deles, os hospitais municipais Fernando Franco (zona Sul) e Nestor Piva (zona Norte) são vias de entrada de pacientes de Aracaju, mas também de outros municípios da região metropolitana. No entanto, mesmo tendo as portas abertas para todo e qualquer atendimento, esses hospitais acabam recebendo um grande número de usuários que, de forma geral, se deslocam até eles com ocorrências básicas de saúde, quando, em seus direcionamentos, essas unidades hospitalares deveriam se concentrar nos casos mais graves, ou seja, urgência e emergência. Essa situação, por vezes, causa a superlotação nesses hospitais o que geralmente converge em transtornos, tanto para os pacientes, como também para as equipes de saúde desses locais que precisam dar conta da alta demanda.
Este é o alerta feito pela diretora da Atenção à Saúde, Ana Márcia Oliveira. Responsável por concentrar toda a assistência da cidade, através da Coordenação de Urgência e Emergência (hospitais Fernando Franco e Nestor Piva), Atenção Primária (44 unidades de saúde), Assistência Psicossocial (seis Caps), e Assistência Especializada (Cemars Siqueira Campos e Augusto Franco), a Diretoria de Atenção à Saúde tem convivido com uma preocupação constante e que tem norteado os trabalhos de requalificação das unidades de saúde, justamente a superlotação dos hospitais municipais.
Segundo Ana Márcia, essa superlotação se deve à descredibildidade por parte da população com relação às Unidades de Saúde da Família (USFs). "Na gestão anterior, as unidades viveram um verdadeiro desmonte com falta de profissionais, de insumos, de equipamentos, assim, como as pessoas não tinham o atendimento devido nessas unidades, elas acabavam se dirigindo aos hospitais municipais. No entanto, desde o início da atual gestão, viemos trabalhando com o propósito de requalificar a atenção básica. Não estamos ampliando as unidades, mas colocando para funcionar o que já tem dentro de cada uma delas e, desta forma, podermos atender o cidadão com qualidade, sem que ele precise ir a um dos hospitais onde são atendidos prioritariamente os caos mais graves", afirmou.
As 44 unidades de saúde de Aracaju contam com 133 equipes, estas que estão sendo ampliadas, inclusive com a chamada do Processo Seletivo Simplificado (PSS) que contratou 255 novos profissionais que irão justamente compor essas equipes. "Estamos cuidando de toda a Saúde de Aracaju, mas damos uma atenção maior às unidades básicas para minimizar as filas nos hospitais. Neles, são registrados números elevados de atendimentos que, em sua maioria, são de baixa complexidade e que poderiam ser tratados nas USFs que funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h", ressaltou Ana Márcia.
A diretora de Atenção à Saúde faz o alerta baseada em números. Em uma quinta-feira, por exemplo, dia comum da semana em que as USFs estão abertas, somente o Hospital Municipal Fernando Franco atendeu 381 pessoas, destes atendimentos quatro eram acidentes, nove eram pacientes cardíacos, uma picada de escorpião, um caso de intoxicação. No entanto, os demais eram casos que poderiam ser tratados nas unidades básicas como 71 pessoas com dor de cabeça, 24 com dor de estômago, 16 com dor na coluna, seis com dor de garganta, 13 com hipertensão, oito diabéticas, 46 com virose, duas com cólica, um com alergia, quatro com dor de ouvido e 166 que não tinham queixa específica.