Medicamento contra câncer está em falta

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Publicada em 08/05/2018 às 05:53:00

 

Gestores públicos atuantes na Secretaria de Estado da Saúde (SES), e no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), garantem que hoje será realizada a distribuição do Taxol, medicamento específico utilizado por centenas de pacientes durante tratamento quimioterápico de câncer de mama. A afirmação foi oficializado na manhã de ontem após o grupo Mulheres do Peito denunciarem que o remédio está em falta nos postos de atendimento especializado desde o final do mês passado. Segundo Sheyla Galba, representante do grupo, inúmeros usuários do sistema, residentes no interior sergipano, se deslocam até à capital para adquirir as doses, mas retornam sem obter êxito.
Se mostrando preocupada com o cenário, ela diz acreditar que o medicamento deve ser reposto nas próximas horas, mas lamenta que em breve, este, ou outro tipo de composição farmacêutica, voltará a ficar indisponível. "Ao menos é isso o que acreditamos; evidentemente isso não significa que nenhum paciente com câncer deseja passar por esse problema, mas o fato é que esse é o retrato fiel da luta a qual enfrentamos diariamente dentro da precariedade assistencial da saúde pública em Sergipe. É triste, e ao mesmo tempo preocupante perceber, que ao longo dos últimos anos nós não nos deparamos com avanço nenhum", lamentou.
Sobre o Taxol, a denunciante esclarece que a recomendação médica especializada pede que o paciente tome doses do medicamento durante 12 meses, sem interrupção para que o tratamento alcance o efeito estudado. Com a ausência na rede pública, muitas paciente foram obrigadas a travar a batalha pela qualificação do respectivo quadro clínico. "Não pode parar, se isso ocorrer a tendência é que todo o trabalho anteriormente realizado possa sofrer retrocessos nada desejados por quem segue lutando pela vida. Ser usuário do SUS já trata-se de um enfrentamento difícil em virtude da falta de equipamentos e mais médicos, mas sem medicamento fica tudo muito mais complicado", disse.
No que se refere à estrutura assistencial, Sheyla Galba pontua: "há anos estamos aguardando a construção, inauguração d funcionamento do Hospital do Câncer. Há anos o cidadão sergipano espera por este momento; seja ele cidadão diagnosticado com a doença, ou não. Todos torcem para a qualificação dos serviços, mas até agora o que percebemos é, na verdade, um retrocesso impiedoso. Sejamos todos fortes porque chegando o Taxol, ou não, a luta vai permanecer por um longo período. A saúde pública oncológica precisa evoluir muito para alcançar o nível justo a ser repassado aos pacientes e familiares que sofrem em busca de uma assistência de qualidade". (Milton Alves Júnior)

Gestores públicos atuantes na Secretaria de Estado da Saúde (SES), e no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), garantem que hoje será realizada a distribuição do Taxol, medicamento específico utilizado por centenas de pacientes durante tratamento quimioterápico de câncer de mama. A afirmação foi oficializado na manhã de ontem após o grupo Mulheres do Peito denunciarem que o remédio está em falta nos postos de atendimento especializado desde o final do mês passado. Segundo Sheyla Galba, representante do grupo, inúmeros usuários do sistema, residentes no interior sergipano, se deslocam até à capital para adquirir as doses, mas retornam sem obter êxito.
Se mostrando preocupada com o cenário, ela diz acreditar que o medicamento deve ser reposto nas próximas horas, mas lamenta que em breve, este, ou outro tipo de composição farmacêutica, voltará a ficar indisponível. "Ao menos é isso o que acreditamos; evidentemente isso não significa que nenhum paciente com câncer deseja passar por esse problema, mas o fato é que esse é o retrato fiel da luta a qual enfrentamos diariamente dentro da precariedade assistencial da saúde pública em Sergipe. É triste, e ao mesmo tempo preocupante perceber, que ao longo dos últimos anos nós não nos deparamos com avanço nenhum", lamentou.
Sobre o Taxol, a denunciante esclarece que a recomendação médica especializada pede que o paciente tome doses do medicamento durante 12 meses, sem interrupção para que o tratamento alcance o efeito estudado. Com a ausência na rede pública, muitas paciente foram obrigadas a travar a batalha pela qualificação do respectivo quadro clínico. "Não pode parar, se isso ocorrer a tendência é que todo o trabalho anteriormente realizado possa sofrer retrocessos nada desejados por quem segue lutando pela vida. Ser usuário do SUS já trata-se de um enfrentamento difícil em virtude da falta de equipamentos e mais médicos, mas sem medicamento fica tudo muito mais complicado", disse.
No que se refere à estrutura assistencial, Sheyla Galba pontua: "há anos estamos aguardando a construção, inauguração d funcionamento do Hospital do Câncer. Há anos o cidadão sergipano espera por este momento; seja ele cidadão diagnosticado com a doença, ou não. Todos torcem para a qualificação dos serviços, mas até agora o que percebemos é, na verdade, um retrocesso impiedoso. Sejamos todos fortes porque chegando o Taxol, ou não, a luta vai permanecer por um longo período. A saúde pública oncológica precisa evoluir muito para alcançar o nível justo a ser repassado aos pacientes e familiares que sofrem em busca de uma assistência de qualidade". (Milton Alves Júnior)