É chegada a hora de falar grosso

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Publicada em 10/05/2018 às 00:50:00

 

* Rômulo Rodrigues
No artigo da semana passada fiz referências e dei explicações do porque não estava tratando do cenário político local e de sua subordinação à ebulição nacional. Confesso que me sinto atropelado e, contraditoriamente, feliz. 
Suspeito que havia no meu subconsciente uma vontade inercial de dizer basta; vontade que, nada mais era do que um chega pra lá no baixo clero do MDB, que desde o momento em que os golpistas intensificaram sua campanha difamatória contra o maior partido de esquerda do País, eles vêm a público defenestrar Lula e o PT.
Se alguém esqueceu, esse alguém não fui eu, quando uma voz de múmia saiu de dentro do sarcófago para anunciar que o ex-presidente não passava de um cadáver político.
Mesmo no auge da euforia golpista, não era admissível a quem tivesse o mínimo de vivência e experiência política dar um veredicto tão fora de propósito como aquele, fato que apenas revelou a arrogância de quem nunca teve voto para ser um líder político no Estado, não tendo, também, para transferir.
Já não dá para aceitar e nem ficar calado ante as sucessivas agressões de membros do baixo clero de um partido que arquitetou um golpe contra a Democracia e que sustenta um impostor corrupto com 94% de rejeição popular e que nas pesquisas não passa de mísero 1% de intenção de votos.
Só para não ficar no embate ideológico é bom relembrar que o então PMDB-SE, reelegeu o Governador do Estado em 2014, com o apoio estratégico do PT, que teve o candidato a Senador deixando de vencer a eleição por causa do fogo amigo e com quatro candidatos a Deputado Federal, foi um dos dois partidos a atingir o quociente eleitoral, além de ter o maior número de votos de legenda; 50% a mais que o DEM e o dobro do PMDB que tinha a vantagem de puxar a legenda.
No cenário atual, muito melhor para o PT em todo o Brasil, é o único que parte de um patamar de 20% de preferência do eleitorado, tem o candidato a Presidente que lidera todas as pesquisas, com números absolutamente incontestes, 27% dizendo que votam com certeza e 17% dizendo que podem votar; é muita afronta de quem se elege em currais eleitorais, num partido que não atinge o quociente, cujo índice de preferência patina entre 5% e 3% querer ditar regras e vociferar sobre quem vai decidir por quem tem uma enorme militância, que está permanentemente nas ruas virando o jogo da correlação de forças.
Para confirmar o quadro, o diretor geral do Datafolha, Mauro Paulino, em entrevista ao Jornal, Valor Econômico, foi taxativo ao afirmar que para 33% da população brasileira Lula é o maior Líder do País e ela está disposta a votar com certeza nele, ou no candidato que ele indicar. 
Este e outros dados de outros Institutos indicam que Lula tem condições de vencer já no primeiro turno, mesmo com as perseguições e jogo sujo da grande mídia, além de colocar candidatos apoiados por ele no segundo turno em quase todos os Estados.
A resistência do acampamento Lula Livre, em Curitiba, os grandes atos do 1º de maio, as denúncias internacionais, as recusas em ouvir Tacla Duran, a desmoralização da Juíza Carolina Lebbos, as vaias ao Procurador Fernando Lima em um Voo da Gol, a descoberta da farsa dos documentos do Tripex, as notícias de que Moro vai dar palestra nos EUA, na companhia de Marun, em evento da empresa de João Dória, deixam claro que o Império dos Partidos da Justiça e Moderador está prestes a cair, por falta de alicerce moral.
Por sua vez, os ataques a balas à Caravana de Lula e ao acampamento por um Delegado da Polícia Federal de Curitiba, quebrando o som na hora do bom dia Presidente, com a proteção explícita da Polícia Militar, mostram para o Brasil e para o mundo a verdade do que disse o Filósofo inglês Hugo de Groot, que viveu entre os séculos XVI e XVII: "Onde falha o sistema legal; tem início a violência".
Para reforçar o que disse o diretor do Datafolha e os números do IPSOS, o Paraná Pesquisas também trouxe dados que demonstram a consolidação política de Lula em todo o Brasil, reforçando-o como o grande transferidor de votos, em quaisquer circunstâncias.
O desespero que bate à porta do baixo clero é fruto da constatação de uma realidade insofismável: qualquer candidato do PT carrega consigo a prerrogativa de bater à porta da maioria das casas e dizer; sou do Partido do Presidente Lula e ser bem recebido; ao contrário de quem disser que é do Partido de Temer, que será rechaçado.
Com enorme acerto na tática das Brigadas de Agitação e Propaganda e nas Caravanas, na Capital e no Interior, diariamente, em todo o Estado, o PT já criou as condições necessárias de, se for desafiado, lançar chapa própria para todos os cargos em disputa.
Numa disputa que terá até sete candidatos, o PT tende a ter 25% dos votos válidos; os candidatos dos Partidos de menor densidade, chegarem a 7%; o da Direita anti-petista pode ir a 7%; ficando 41% para o Governador e dois do Centrão e só um poderá ultrapassar o PT; com cálculonum universo de 20% entre Brancos, Nulos e Abstenções.
No voto proporcional, o PT tem tudo para superar os 105 mil votos de Estaduais e os 155 mil de Federais, de 2014, e garantir e até ampliar suas atuais bancadas, sem precisar ouvir desaforos.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues


No artigo da semana passada fiz referências e dei explicações do porque não estava tratando do cenário político local e de sua subordinação à ebulição nacional. Confesso que me sinto atropelado e, contraditoriamente, feliz. 
Suspeito que havia no meu subconsciente uma vontade inercial de dizer basta; vontade que, nada mais era do que um chega pra lá no baixo clero do MDB, que desde o momento em que os golpistas intensificaram sua campanha difamatória contra o maior partido de esquerda do País, eles vêm a público defenestrar Lula e o PT.
Se alguém esqueceu, esse alguém não fui eu, quando uma voz de múmia saiu de dentro do sarcófago para anunciar que o ex-presidente não passava de um cadáver político.
Mesmo no auge da euforia golpista, não era admissível a quem tivesse o mínimo de vivência e experiência política dar um veredicto tão fora de propósito como aquele, fato que apenas revelou a arrogância de quem nunca teve voto para ser um líder político no Estado, não tendo, também, para transferir.
Já não dá para aceitar e nem ficar calado ante as sucessivas agressões de membros do baixo clero de um partido que arquitetou um golpe contra a Democracia e que sustenta um impostor corrupto com 94% de rejeição popular e que nas pesquisas não passa de mísero 1% de intenção de votos.
Só para não ficar no embate ideológico é bom relembrar que o então PMDB-SE, reelegeu o Governador do Estado em 2014, com o apoio estratégico do PT, que teve o candidato a Senador deixando de vencer a eleição por causa do fogo amigo e com quatro candidatos a Deputado Federal, foi um dos dois partidos a atingir o quociente eleitoral, além de ter o maior número de votos de legenda; 50% a mais que o DEM e o dobro do PMDB que tinha a vantagem de puxar a legenda.
No cenário atual, muito melhor para o PT em todo o Brasil, é o único que parte de um patamar de 20% de preferência do eleitorado, tem o candidato a Presidente que lidera todas as pesquisas, com números absolutamente incontestes, 27% dizendo que votam com certeza e 17% dizendo que podem votar; é muita afronta de quem se elege em currais eleitorais, num partido que não atinge o quociente, cujo índice de preferência patina entre 5% e 3% querer ditar regras e vociferar sobre quem vai decidir por quem tem uma enorme militância, que está permanentemente nas ruas virando o jogo da correlação de forças.
Para confirmar o quadro, o diretor geral do Datafolha, Mauro Paulino, em entrevista ao Jornal, Valor Econômico, foi taxativo ao afirmar que para 33% da população brasileira Lula é o maior Líder do País e ela está disposta a votar com certeza nele, ou no candidato que ele indicar. 
Este e outros dados de outros Institutos indicam que Lula tem condições de vencer já no primeiro turno, mesmo com as perseguições e jogo sujo da grande mídia, além de colocar candidatos apoiados por ele no segundo turno em quase todos os Estados.
A resistência do acampamento Lula Livre, em Curitiba, os grandes atos do 1º de maio, as denúncias internacionais, as recusas em ouvir Tacla Duran, a desmoralização da Juíza Carolina Lebbos, as vaias ao Procurador Fernando Lima em um Voo da Gol, a descoberta da farsa dos documentos do Tripex, as notícias de que Moro vai dar palestra nos EUA, na companhia de Marun, em evento da empresa de João Dória, deixam claro que o Império dos Partidos da Justiça e Moderador está prestes a cair, por falta de alicerce moral.
Por sua vez, os ataques a balas à Caravana de Lula e ao acampamento por um Delegado da Polícia Federal de Curitiba, quebrando o som na hora do bom dia Presidente, com a proteção explícita da Polícia Militar, mostram para o Brasil e para o mundo a verdade do que disse o Filósofo inglês Hugo de Groot, que viveu entre os séculos XVI e XVII: "Onde falha o sistema legal; tem início a violência".
Para reforçar o que disse o diretor do Datafolha e os números do IPSOS, o Paraná Pesquisas também trouxe dados que demonstram a consolidação política de Lula em todo o Brasil, reforçando-o como o grande transferidor de votos, em quaisquer circunstâncias.
O desespero que bate à porta do baixo clero é fruto da constatação de uma realidade insofismável: qualquer candidato do PT carrega consigo a prerrogativa de bater à porta da maioria das casas e dizer; sou do Partido do Presidente Lula e ser bem recebido; ao contrário de quem disser que é do Partido de Temer, que será rechaçado.
Com enorme acerto na tática das Brigadas de Agitação e Propaganda e nas Caravanas, na Capital e no Interior, diariamente, em todo o Estado, o PT já criou as condições necessárias de, se for desafiado, lançar chapa própria para todos os cargos em disputa.
Numa disputa que terá até sete candidatos, o PT tende a ter 25% dos votos válidos; os candidatos dos Partidos de menor densidade, chegarem a 7%; o da Direita anti-petista pode ir a 7%; ficando 41% para o Governador e dois do Centrão e só um poderá ultrapassar o PT; com cálculonum universo de 20% entre Brancos, Nulos e Abstenções.
No voto proporcional, o PT tem tudo para superar os 105 mil votos de Estaduais e os 155 mil de Federais, de 2014, e garantir e até ampliar suas atuais bancadas, sem precisar ouvir desaforos.
* Rômulo Rodrigues é militante político