Universidade para todos

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Publicada em 10/05/2018 às 00:53:00

 

O Exame Nacional do Ensino Mé-
dio (Enem) é hoje a principal 
porta de entrada utilizada pelos estudantes brasileiros para ingressar nas universidades. Avesso à decoreba dos cursinhos especializados no antigo exame vestibular, no qual os candidatos eram obrigados a repetir fórmulas prontas, ao invés de desenvolverem raciocínio lógico e capacidade de argumentação, o novo modelo de seleção deu um passo importante no sentido de democratizar o ensino de terceiro grau.
Mas em uma sociedade radicalmente desigual, na qual magistrados com salários milionários recebem toda sorte de benefícios enquanto R$ 1,2 milhão de brasileiros cozinham o feijão aguado da própria subsistência com lenha e carvão, toda oportunidade ainda é pouca. É por essa razão que a isenção da taxa cobrada pela inscrição no Enem deveria ser estendida a todos os estudantes da rede pública de ensino, sem distinção.
Foi somente em virtude de uma eventualidade técnica e burocrática que o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsáveis pela aplicação do exame, abriram uma exceção para os estudantes de escolas públicas matriculados no terceiro ano. Como o formato no pedido de isenção mudou, todos eles terão direito à gratuidade. O contingente de estudantes para quem a taxa cobrada deve fazer falta, no entanto, é muito mais abrangente.
Até ontem, mais de 2,15 milhões de pessoas já tinham feito a inscrição no Enem. São candidatos de todas as classes econômicas, que deveriam disputar vaga por vaga em pé de igualdade. Por mais que as políticas afirmativas ainda em voga no Brasil tenham alargado as chances dos mais pobres, com o sistema de cotas para estudantes negros e egressos de escolas públicas, por exemplo, ainda não é assim que acontece.

O Exame Nacional do Ensino Mé- dio (Enem) é hoje a principal  porta de entrada utilizada pelos estudantes brasileiros para ingressar nas universidades. Avesso à decoreba dos cursinhos especializados no antigo exame vestibular, no qual os candidatos eram obrigados a repetir fórmulas prontas, ao invés de desenvolverem raciocínio lógico e capacidade de argumentação, o novo modelo de seleção deu um passo importante no sentido de democratizar o ensino de terceiro grau.
Mas em uma sociedade radicalmente desigual, na qual magistrados com salários milionários recebem toda sorte de benefícios enquanto R$ 1,2 milhão de brasileiros cozinham o feijão aguado da própria subsistência com lenha e carvão, toda oportunidade ainda é pouca. É por essa razão que a isenção da taxa cobrada pela inscrição no Enem deveria ser estendida a todos os estudantes da rede pública de ensino, sem distinção.
Foi somente em virtude de uma eventualidade técnica e burocrática que o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsáveis pela aplicação do exame, abriram uma exceção para os estudantes de escolas públicas matriculados no terceiro ano. Como o formato no pedido de isenção mudou, todos eles terão direito à gratuidade. O contingente de estudantes para quem a taxa cobrada deve fazer falta, no entanto, é muito mais abrangente.
Até ontem, mais de 2,15 milhões de pessoas já tinham feito a inscrição no Enem. São candidatos de todas as classes econômicas, que deveriam disputar vaga por vaga em pé de igualdade. Por mais que as políticas afirmativas ainda em voga no Brasil tenham alargado as chances dos mais pobres, com o sistema de cotas para estudantes negros e egressos de escolas públicas, por exemplo, ainda não é assim que acontece.