Guardas municipais protestam por reajuste salarial

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Publicada em 11/05/2018 às 05:08:00

 

Sem reajuste salarial desde 2016, agentes da Guarda Municipal de Aracaju realizaram na manhã de ontem mais um ato público a fim de pressionar o prefeito Edvaldo Nogueira .A ideia dos sindicalistas é seguir intensificando as ações como forma de reivindicar que o chefe do poder executivo municipal possa atender de imediato ao pleito apresentado desde o ano passado pela classe trabalhadora. A mobilização democrática foi realizada enquanto Edvaldo - acompanhado de secretários e assessores, participava da solenidade de inauguração da Escola Municipal José Souza de Jesus, no bairro 17 de Março, zona Sul da capital sergipana.
Conforme lamentações apresentadas pela direção do Sindicato dos Guardas Municipais de Aracaju (Sigma), somente neste ano a categoria já promoveu onze manifestações, mas em nenhum momento foi convidada pelo gestor para discutir as pautas de interesse coletivo. Paralelo ao desejo de proporcionar melhorias operacionais com a contratação de novos profissionais, o Sigma lamenta que desde a gestão do ex-prefeito João Alves Filho (DEM), os trabalhadores sigam acumulando perdas de até R$ 700. Os manifestantes voltaram a alegar, ainda, que dentro da corporação existe uma real diferença salarial entre guardas municipais e guardas auxiliares.
"Essa diferença inexplicavelmente atingem servidores que realizam atividades iguais todos os dias, mas uns recebem mais que os outros no final do mês. O que nos deixa realmente insatisfeitos é que esse assunto é de total conhecimento do prefeito, mas até o momento não fomos convidados para participar de audiências com ele e apresentar a situação. A impressão que passa é que Edvaldo não possui interesse em encontrar solução para este problema", declarou Éder Rodrigues, presidente do Sigma. Em contraponto, por meio de nota oficial a administração pública municipal garantiu que a gestão possui interesse em seguir debatendo o pleito.
 "Todas as demandas apresentadas pelo sindicato estão sendo devidamente avaliadas conforme a sua legalidade e capacidade do tesouro municipal. O valor que está sendo apresentado como perda salarial por parte da categoria, que teve variação de 400 a 700 reais, não se caracteriza como perda e sim como um ajuste à legislação vigente, o Estatuto Geral do Servidor aprovado agosto de 2016. A PMA demonstrou os avanços já obtidos como pagamento de Titulação, Avanço de Letra, Insalubridade, dentre outros direitos que estavam represados há anos, resultando num impacto, só na folha de fevereiro, superior a R$ 2 milhões", informou.
Apesar das explicações, a categoria garantiu que as manifestações vão permanecer até que uma reunião com o prefeito seja realizada, é que os pedidos sejam atendidos. "Não basta nos receber e simplesmente nos dar as mesmas respostas as quais já recebemos de outros auxiliares. A pauta de reivindicações foi repassada há muito tempo e somente iremos suspender a realização desses a partir do momento em que todos os itens sejam atendidos", pontuou o presidente sindical. (Milton Alves Júnior)

Sem reajuste salarial desde 2016, agentes da Guarda Municipal de Aracaju realizaram na manhã de ontem mais um ato público a fim de pressionar o prefeito Edvaldo Nogueira. A ideia dos sindicalistas é seguir intensificando as ações como forma de reivindicar que o chefe do poder executivo municipal possa atender de imediato ao pleito apresentado desde o ano passado pela classe trabalhadora. A mobilização democrática foi realizada enquanto Edvaldo - acompanhado de secretários e assessores, participava da solenidade de inauguração da Escola Municipal José Souza de Jesus, no bairro 17 de Março, zona Sul da capital sergipana.
Conforme lamentações apresentadas pela direção do Sindicato dos Guardas Municipais de Aracaju (Sigma), somente neste ano a categoria já promoveu onze manifestações, mas em nenhum momento foi convidada pelo gestor para discutir as pautas de interesse coletivo. Paralelo ao desejo de proporcionar melhorias operacionais com a contratação de novos profissionais, o Sigma lamenta que desde a gestão do ex-prefeito João Alves Filho (DEM), os trabalhadores sigam acumulando perdas de até R$ 700. Os manifestantes voltaram a alegar, ainda, que dentro da corporação existe uma real diferença salarial entre guardas municipais e guardas auxiliares.
"Essa diferença inexplicavelmente atingem servidores que realizam atividades iguais todos os dias, mas uns recebem mais que os outros no final do mês. O que nos deixa realmente insatisfeitos é que esse assunto é de total conhecimento do prefeito, mas até o momento não fomos convidados para participar de audiências com ele e apresentar a situação. A impressão que passa é que Edvaldo não possui interesse em encontrar solução para este problema", declarou Éder Rodrigues, presidente do Sigma. Em contraponto, por meio de nota oficial a administração pública municipal garantiu que a gestão possui interesse em seguir debatendo o pleito.
 "Todas as demandas apresentadas pelo sindicato estão sendo devidamente avaliadas conforme a sua legalidade e capacidade do tesouro municipal. O valor que está sendo apresentado como perda salarial por parte da categoria, que teve variação de 400 a 700 reais, não se caracteriza como perda e sim como um ajuste à legislação vigente, o Estatuto Geral do Servidor aprovado agosto de 2016. A PMA demonstrou os avanços já obtidos como pagamento de Titulação, Avanço de Letra, Insalubridade, dentre outros direitos que estavam represados há anos, resultando num impacto, só na folha de fevereiro, superior a R$ 2 milhões", informou.
Apesar das explicações, a categoria garantiu que as manifestações vão permanecer até que uma reunião com o prefeito seja realizada, é que os pedidos sejam atendidos. "Não basta nos receber e simplesmente nos dar as mesmas respostas as quais já recebemos de outros auxiliares. A pauta de reivindicações foi repassada há muito tempo e somente iremos suspender a realização desses a partir do momento em que todos os itens sejam atendidos", pontuou o presidente sindical. (Milton Alves Júnior)