Creche e cidadania

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Publicada em 11/05/2018 às 05:17:00

 

Um episódio escandaloso abalou 
o acordo tácito de cumplicida
de estabelecido entre as famílias com estudantes matriculadas na rede municipal de ensino e a direção das escolas. Uma criança contando apenas três anos de idade foi esquecida no banheiro de uma unidade, feito um pacote sem o menor valor. Mais de 12 horas transcorreram até ela ser finalmente encontrada por um funcionário, depois de ter sido procurada pelos pais desesperados, durante uma madrugada inteira.
Somente por pura sorte, algo pior não ocorreu. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) se apressou em oferecer a assistência necessária a todos os envolvidos no caso, e prometeu o devido empenho na elucidação do ocorrido. Mas nada será capaz de explicar tamanho descuido.
Não existe pai e mãe em exercício de apenas meio período. É sabido também que o número de vagas oferecidas pelas creches públicas tem reflexo imediato na participação feminina no mercado de trabalho. A necessidade de creches públicas é ponto pacífico em qualquer discussão sobre o assunto. Quando as mulheres trabalhadoras não têm a tranquilidade necessária para cuidar de sua vida profissional, temerosas pela segurança dos filhos, o seu direito à cidadania resta comprometido.
Os pais e mães que confiam os seus filhos ao poder público municipal precisam contar com a garantia de encontrar a criança sã e salva, pronta para voltar para casa, ao fim do turno escolar. Sem confiança plena na atenção dedicada aos estudantes, a escola perde a razão de ser.

Um episódio escandaloso abalou  o acordo tácito de cumplicida de estabelecido entre as famílias com estudantes matriculadas na rede municipal de ensino e a direção das escolas. Uma criança contando apenas três anos de idade foi esquecida no banheiro de uma unidade, feito um pacote sem o menor valor. Mais de 12 horas transcorreram até ela ser finalmente encontrada por um funcionário, depois de ter sido procurada pelos pais desesperados, durante uma madrugada inteira.
Somente por pura sorte, algo pior não ocorreu. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) se apressou em oferecer a assistência necessária a todos os envolvidos no caso, e prometeu o devido empenho na elucidação do ocorrido. Mas nada será capaz de explicar tamanho descuido.
Não existe pai e mãe em exercício de apenas meio período. É sabido também que o número de vagas oferecidas pelas creches públicas tem reflexo imediato na participação feminina no mercado de trabalho. A necessidade de creches públicas é ponto pacífico em qualquer discussão sobre o assunto. Quando as mulheres trabalhadoras não têm a tranquilidade necessária para cuidar de sua vida profissional, temerosas pela segurança dos filhos, o seu direito à cidadania resta comprometido.
Os pais e mães que confiam os seus filhos ao poder público municipal precisam contar com a garantia de encontrar a criança sã e salva, pronta para voltar para casa, ao fim do turno escolar. Sem confiança plena na atenção dedicada aos estudantes, a escola perde a razão de ser.