O Brasil do "golpe"

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No calor do momento
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Publicada em 12/05/2018 às 04:43:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Distanciamento históri
co, coisa nenhuma. 
Para a diretora Maria Augusta Ramos, Cinema se faz no calor do momento. 'O Processo', a ser exibido hoje, às 14 horas, em pré estreia abrigada pelo Cine Vitória, percorre os bastidores do julgamento que culminou no impeachment da presidente Dilma Rousseff. O filme testemunha a crise política ainda em curso e reforça a narrativa do colapso das instituições democráticas no Brasil do "golpe".
O filme - O Processo retrata o imbróglio político e jurídico que culminou no impeachment da Presidenta Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016. O filme dá continuidade às abordagens desenvolvidas pela diretora a partir do sistema judiciário brasileiro na trilogia formada por 'Justiça', 'Juízo' e, num olhar complementar e anterior aos corredores da burocracia, 'Morro dos Prazeres'.
"Nenhum outro diretor, seja no documentário ou na ficção, filma hoje, no Brasil, como Maria Augusta, o indivíduo e sua relação com as instituições... Quando fala das relações das camadas desfavorecidas com a polícia e as instituições que compõem o Judiciário, ela está sempre querendo discutir a violação de direitos básicos", escreveu o crítico Luiz Carlos Merten em coluna assinada no jornal 'O Estado de São Paulo'. 
Para realizar 'O Processo', Maria Augusta Ramos passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment. Ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado que deram prosseguimento à queda da Presidenta e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários de cadeia nacional.
A diretora teve acesso único à Presidente e sua defesa. Filmou horas e horas de reuniões e discussões a portas fechadas com a presença do advogado José Eduardo Cardozo, sua equipe e os senadores e assessores da Liderança do PT e da minoria no Senado.
Segundo a produção do filme, 'O Processo' tenta compreender o atual momento histórico através de um processo que, acredita, revela uma crise estrutural do Estado e da Democracia representativa no Brasil hodierno.

Distanciamento históri co, coisa nenhuma.  Para a diretora Maria Augusta Ramos, Cinema se faz no calor do momento. 'O Processo', a ser exibido hoje, às 14 horas, em pré estreia abrigada pelo Cine Vitória, percorre os bastidores do julgamento que culminou no impeachment da presidente Dilma Rousseff. O filme testemunha a crise política ainda em curso e reforça a narrativa do colapso das instituições democráticas no Brasil do "golpe".
O filme - O Processo retrata o imbróglio político e jurídico que culminou no impeachment da Presidenta Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016. O filme dá continuidade às abordagens desenvolvidas pela diretora a partir do sistema judiciário brasileiro na trilogia formada por 'Justiça', 'Juízo' e, num olhar complementar e anterior aos corredores da burocracia, 'Morro dos Prazeres'.
"Nenhum outro diretor, seja no documentário ou na ficção, filma hoje, no Brasil, como Maria Augusta, o indivíduo e sua relação com as instituições... Quando fala das relações das camadas desfavorecidas com a polícia e as instituições que compõem o Judiciário, ela está sempre querendo discutir a violação de direitos básicos", escreveu o crítico Luiz Carlos Merten em coluna assinada no jornal 'O Estado de São Paulo'. 
Para realizar 'O Processo', Maria Augusta Ramos passou vários meses em Brasília, sua cidade natal, acompanhando cada passo do processo de impeachment. Ela e sua equipe circularam por corredores do Congresso Nacional, filmaram coletivas de imprensa, registraram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado que deram prosseguimento à queda da Presidenta e testemunharam bastidores nunca mostrados em noticiários de cadeia nacional.
A diretora teve acesso único à Presidente e sua defesa. Filmou horas e horas de reuniões e discussões a portas fechadas com a presença do advogado José Eduardo Cardozo, sua equipe e os senadores e assessores da Liderança do PT e da minoria no Senado.
Segundo a produção do filme, 'O Processo' tenta compreender o atual momento histórico através de um processo que, acredita, revela uma crise estrutural do Estado e da Democracia representativa no Brasil hodierno.