Remédio para quimioterapia continua em falta

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Publicada em 12/05/2018 às 05:03:00

 

Usuários do Sistema Único de Saúde seguem lamentando a falta de medicamentos oncológicos no estoque do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), maior unidade pública do Estado. Conforme denúncias realizadas desde o último dia 19 de abril, a constante falta de remédios como o Taxol - substância específica, utilizada por centenas de pacientes durante tratamento quimioterápico no combate ao câncer de mama -, tem contribuído para prejudicar o quadro clínico dos contribuintes os quais não possuem condições financeiras para proceder com o tratamento em unidades da rede particular de saúde.
Pressionados pelos usuários do sistema, no início desta semana a direção da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) afirmaram que a distribuição do medicamento estava prevista para a manhã da terça-feira, 08. Promessa que, segundo membros do Grupo Mulheres do Peito, até a tarde de ontem não havia sido cumprida. Situação bastante semelhante à vivenciada por pacientes diagnosticados com câncer de fígado. Indícios apresentados pelos populares mostram que o medicamento 'octreotida' também segue indisponível há longo prazo. O grupo defensor dos interesses dos pacientes pede o apoio do Ministério Público Estadual.
De acordo com Sheila Galba, representante do grupo, o problema já é de total conhecimento dos gestores públicos, mas até a tarde de ontem os responsáveis pela aquisição do material ainda não haviam encontrado solução. Ela reivindica atenção redobrado por parte do Governo do Estado. "Disseram que o Taxol, por exemplo, já havia chegado é que seria distribuído, mas nenhum usuário realmente recebeu o medicamento. Pedimos encarecidamente ao governador e ao novo secretário que por favor resolvam essa pendência porque o câncer não possui piedade de ninguém e mata de forma rápida caso não tenha tratamento continuo", protestou.
No que se refere à eficiência destes dois remédios, a denunciante esclarece que a recomendação médica especializada pede que o paciente tome doses do medicamento durante 12 meses, sem interrupção caso deseje que o tratamento alcance o efeito estudado. Com a ausência na rede pública, muitos pacientes foram obrigados a travar a batalha pela qualificação do respectivo quadro clínico. "A partir do momento em que as promessas realmente se transformarem em ações concretas, talvez estejamos diante de algum avanço na saúde pública. Enquanto as falácias permanecerem, a situação continuará precária", pontuou.
A SES informou que segue aguardando o repasse do 'octreotida', para em seguida iniciar o processo de distribuição e consecutivo repasse aos usuários cadastrados. (Milton Alves Júnior)

Usuários do Sistema Único de Saúde seguem lamentando a falta de medicamentos oncológicos no estoque do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), maior unidade pública do Estado. Conforme denúncias realizadas desde o último dia 19 de abril, a constante falta de remédios como o Taxol - substância específica, utilizada por centenas de pacientes durante tratamento quimioterápico no combate ao câncer de mama -, tem contribuído para prejudicar o quadro clínico dos contribuintes os quais não possuem condições financeiras para proceder com o tratamento em unidades da rede particular de saúde.
Pressionados pelos usuários do sistema, no início desta semana a direção da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) afirmaram que a distribuição do medicamento estava prevista para a manhã da terça-feira, 08. Promessa que, segundo membros do Grupo Mulheres do Peito, até a tarde de ontem não havia sido cumprida. Situação bastante semelhante à vivenciada por pacientes diagnosticados com câncer de fígado. Indícios apresentados pelos populares mostram que o medicamento 'octreotida' também segue indisponível há longo prazo. O grupo defensor dos interesses dos pacientes pede o apoio do Ministério Público Estadual.
De acordo com Sheila Galba, representante do grupo, o problema já é de total conhecimento dos gestores públicos, mas até a tarde de ontem os responsáveis pela aquisição do material ainda não haviam encontrado solução. Ela reivindica atenção redobrado por parte do Governo do Estado. "Disseram que o Taxol, por exemplo, já havia chegado é que seria distribuído, mas nenhum usuário realmente recebeu o medicamento. Pedimos encarecidamente ao governador e ao novo secretário que por favor resolvam essa pendência porque o câncer não possui piedade de ninguém e mata de forma rápida caso não tenha tratamento continuo", protestou.
No que se refere à eficiência destes dois remédios, a denunciante esclarece que a recomendação médica especializada pede que o paciente tome doses do medicamento durante 12 meses, sem interrupção caso deseje que o tratamento alcance o efeito estudado. Com a ausência na rede pública, muitos pacientes foram obrigados a travar a batalha pela qualificação do respectivo quadro clínico. "A partir do momento em que as promessas realmente se transformarem em ações concretas, talvez estejamos diante de algum avanço na saúde pública. Enquanto as falácias permanecerem, a situação continuará precária", pontuou.
A SES informou que segue aguardando o repasse do 'octreotida', para em seguida iniciar o processo de distribuição e consecutivo repasse aos usuários cadastrados. (Milton Alves Júnior)