Valmir Monteiro mantinha funcionários fantasmas na Assembleia

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Publicada em 12/05/2018 às 05:07:00

 

O Departamento de Cri
mes contra o Patrimô
nio (Deotap) concluiu na última segunda-feira, 7, mais uma etapa sobre as investigações sobre a existência de funcionários fantasmas e cargos comissionados que serviam a interesses do ex-deputado estadual Valmir Monteiro. O inquérito foi aberto em 2015, embasado em requisições do Ministério Público.
De acordo com a delegada Thais Lemos, que coordenou as investigações, um dos então nomeados pelo ex-deputado estadual, o senhor José Correia de Carvalho, tentou solicitar aposentadoria rural que foi negada pela existência de um vínculo com a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Diante das circunstâncias, o inquérito foi aberto para apurar a distribuição de cargos comissionados pelo então parlamentar.
Em depoimento, o senhor José Correia de Carvalho alegou que não tinha conhecimento da existência do vínculo com a Alese e que tampouco tinha trabalhado na instituição; assim como negou ter ficado com alguma soma em dinheiro ou devolvido valores ao ex-deputado. Ele disse que atuou como aliado político, sendo cabo eleitoral e recebendo a promessa de que, caso o então parlamentar fosse eleito, a esposa receberia um emprego.
Conforme prometido, a esposa do investigado, Josefina da Silva, recebeu um cargo na Alese, onde, segundo apurado, foi orientada pela assessoria parlamentar de que o trabalho consistia em comparecer dois dias na instituição e outros três em uma maternidade que a família do então deputado possuía na cidade de Lagarto, cidade de origem do então político.
No entanto, nem o investigado e nem a esposa possuíam qualificação para atuação nas funções a que foram designados. Ainda em depoimento, ele não soube precisar a nomenclatura do cargo do qual foi nomeado. Já a esposa disse que desconhecia o vínculo do marido com a Alese, confirmou que o dinheiro era depositado em uma conta e disse que foi exonerada pouco tempo depois da nomeação.
Diante do exposto, o Deotap solicitou da Assembleia Legislativa a lista de servidores lotados junto ao gabinete do então deputado. De posse dos nomes, percebeu-se que a maioria das profissões cadastradas constavam como lavrador ou trabalhador rural, o que não condizia com as funções para as quais haviam sido nomeados.
Ainda segundo a delegada, a maioria dos servidores convocados para esclarecimentos não sabia sequer a localização do gabinete do então deputado dentro do prédio da instituição ou a correta nomenclatura dos cargos que haviam sido nomeados.
Também constatou-se que muitos trabalhavam em uma associação rural no povoado Água Fria, na cidade de Salgado, o que atestou que os servidores foram nomeados não para exercício de qualquer função na Alese, mas sim para finalidades particulares do então deputado.
A defesa do ex-deputado alegou que a associação era um escritório para atender as necessidades de saúde da população local. Mas, as investigações também apontaram que não há documentação que ateste a existência dessa unidade nas funções citadas, além de que a própria comunidade reconhece o local apenas como uma associação.

O Departamento de Cri mes contra o Patrimô nio (Deotap) concluiu na última segunda-feira, 7, mais uma etapa sobre as investigações sobre a existência de funcionários fantasmas e cargos comissionados que serviam a interesses do ex-deputado estadual Valmir Monteiro. O inquérito foi aberto em 2015, embasado em requisições do Ministério Público.
De acordo com a delegada Thais Lemos, que coordenou as investigações, um dos então nomeados pelo ex-deputado estadual, o senhor José Correia de Carvalho, tentou solicitar aposentadoria rural que foi negada pela existência de um vínculo com a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Diante das circunstâncias, o inquérito foi aberto para apurar a distribuição de cargos comissionados pelo então parlamentar.
Em depoimento, o senhor José Correia de Carvalho alegou que não tinha conhecimento da existência do vínculo com a Alese e que tampouco tinha trabalhado na instituição; assim como negou ter ficado com alguma soma em dinheiro ou devolvido valores ao ex-deputado. Ele disse que atuou como aliado político, sendo cabo eleitoral e recebendo a promessa de que, caso o então parlamentar fosse eleito, a esposa receberia um emprego.
Conforme prometido, a esposa do investigado, Josefina da Silva, recebeu um cargo na Alese, onde, segundo apurado, foi orientada pela assessoria parlamentar de que o trabalho consistia em comparecer dois dias na instituição e outros três em uma maternidade que a família do então deputado possuía na cidade de Lagarto, cidade de origem do então político.
No entanto, nem o investigado e nem a esposa possuíam qualificação para atuação nas funções a que foram designados. Ainda em depoimento, ele não soube precisar a nomenclatura do cargo do qual foi nomeado. Já a esposa disse que desconhecia o vínculo do marido com a Alese, confirmou que o dinheiro era depositado em uma conta e disse que foi exonerada pouco tempo depois da nomeação.
Diante do exposto, o Deotap solicitou da Assembleia Legislativa a lista de servidores lotados junto ao gabinete do então deputado. De posse dos nomes, percebeu-se que a maioria das profissões cadastradas constavam como lavrador ou trabalhador rural, o que não condizia com as funções para as quais haviam sido nomeados.
Ainda segundo a delegada, a maioria dos servidores convocados para esclarecimentos não sabia sequer a localização do gabinete do então deputado dentro do prédio da instituição ou a correta nomenclatura dos cargos que haviam sido nomeados.
Também constatou-se que muitos trabalhavam em uma associação rural no povoado Água Fria, na cidade de Salgado, o que atestou que os servidores foram nomeados não para exercício de qualquer função na Alese, mas sim para finalidades particulares do então deputado.
A defesa do ex-deputado alegou que a associação era um escritório para atender as necessidades de saúde da população local. Mas, as investigações também apontaram que não há documentação que ateste a existência dessa unidade nas funções citadas, além de que a própria comunidade reconhece o local apenas como uma associação.