O X da questão

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Publicada em 17/05/2018 às 06:28:00

 

A criação do Sistema Único de Se-
gurança Pública, aprovada on-
tem na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, propõe uma espécie de pacto entre os entes federativos, visando a tranqüilidade das ruas, no mesmo molde da saúde e educação. Ainda não está claro, entretanto, de onde sairão os recursos indispensáveis à recuperação das polícias estaduais. A impressão corrente é de que, às vésperas de eleições, o Congresso Nacional joga para a plateia.
O dinheiro é, mais uma vez, o X da questão. Para resolver o problema da segurança pública, o governo federal vai ter de atuar em diversas frentes. O sistema carcerário, por exemplo, está totalmente falido, sob completo domínio do crime organizado. A superlotação não é privilégio apenas dos grandes centros urbanos e das áreas mais densamente povoadas. A situação observada em Sergipe adverte que as facções criminosas operam de uma ponta a outra, por assim dizer, do Oiapoque ao Chuí.
Não é a primeira vez, aliás, que o governo Temer reconhece a necessidade de tomar o combate à criminalidade para si. O esquecido Plano Nacional de Segurança Pública, no entanto, jamais fez justiça ao apelido vistoso. Não custa lembrar: tratava-se, em suma, de combater a bandidagem por meio de integração, tecnologia e inteligência da força policial nos quatro cantos do Brasil, justamente como é prometido agora.
Se for mesmo criado a toque de sino e repique de caixa, como parece acontecer, o Sistema Único de Segurança Pública vai dar em coisa nenhuma. Não é a primeira vez que, na ânsia de responder à urgência do momento, o governo Temer mete os pés pelas mãos. A intervenção federal no Rio de Janeiro prova que, em matéria de segurança, o improviso tende a dar com os burros n'água.

A criação do Sistema Único de Se- gurança Pública, aprovada on- tem na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, propõe uma espécie de pacto entre os entes federativos, visando a tranqüilidade das ruas, no mesmo molde da saúde e educação. Ainda não está claro, entretanto, de onde sairão os recursos indispensáveis à recuperação das polícias estaduais. A impressão corrente é de que, às vésperas de eleições, o Congresso Nacional joga para a plateia.
O dinheiro é, mais uma vez, o X da questão. Para resolver o problema da segurança pública, o governo federal vai ter de atuar em diversas frentes. O sistema carcerário, por exemplo, está totalmente falido, sob completo domínio do crime organizado. A superlotação não é privilégio apenas dos grandes centros urbanos e das áreas mais densamente povoadas. A situação observada em Sergipe adverte que as facções criminosas operam de uma ponta a outra, por assim dizer, do Oiapoque ao Chuí.
Não é a primeira vez, aliás, que o governo Temer reconhece a necessidade de tomar o combate à criminalidade para si. O esquecido Plano Nacional de Segurança Pública, no entanto, jamais fez justiça ao apelido vistoso. Não custa lembrar: tratava-se, em suma, de combater a bandidagem por meio de integração, tecnologia e inteligência da força policial nos quatro cantos do Brasil, justamente como é prometido agora.
Se for mesmo criado a toque de sino e repique de caixa, como parece acontecer, o Sistema Único de Segurança Pública vai dar em coisa nenhuma. Não é a primeira vez que, na ânsia de responder à urgência do momento, o governo Temer mete os pés pelas mãos. A intervenção federal no Rio de Janeiro prova que, em matéria de segurança, o improviso tende a dar com os burros n'água.