Oportunidade rara

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Publicada em 18/05/2018 às 06:32:00

 

A economia do País continua no 
fundo do poço. E os reflexos 
mais sensíveis seguem pisando os calos da maior parte da população. Entre os trabalhadores, as projeções dos otimistas não reverberam. Ninguém viu ainda a tão esperada luz no fim do túnel anunciada pelo governo.
A oportunidade é inversamente proporcional à disposição de pegar no batente. Mesmo entre os privilegiados com uma colocação no mercado formal, há os constrangidos à rotina de um estagiário, que trabalham menos de 40 horas semanais, com as consequências previsíveis nos vencimentos. 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 24,7% da força de trabalho nacional é subutilizada, um percentual que corresponde a 27,7 milhões de trabalhadores. São desempregados e profissionais relegados a uma carga horária mínima, além de um contingente imenso que perdeu a esperança de uma colocação no mercado formal, com carteira assinada. Um bocado de gente, em suma, disposta a dar o melhor de si para colocar comida na mesa de casa.
Os avanços na formalização do mercado de trabalho, em passado recente, pareciam manifestar o acerto das políticas de justiça social colocadas em curso ao longo dos últimos governos. Infelizmente, o bom momento econômico, base de uma política de bem estar social ancorada exclusivamente na ampliação do consumo, se revelaria vulnerável a toda sorte de turbulências. O Brasil do emprego pleno ficou para trás. Faltam vagas e oportunidade de mostrar trabalho. Uma realidade que quatorze milhões de desempregados conhecem muito bem.

A economia do País continua no  fundo do poço. E os reflexos  mais sensíveis seguem pisando os calos da maior parte da população. Entre os trabalhadores, as projeções dos otimistas não reverberam. Ninguém viu ainda a tão esperada luz no fim do túnel anunciada pelo governo.
A oportunidade é inversamente proporcional à disposição de pegar no batente. Mesmo entre os privilegiados com uma colocação no mercado formal, há os constrangidos à rotina de um estagiário, que trabalham menos de 40 horas semanais, com as consequências previsíveis nos vencimentos. 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 24,7% da força de trabalho nacional é subutilizada, um percentual que corresponde a 27,7 milhões de trabalhadores. São desempregados e profissionais relegados a uma carga horária mínima, além de um contingente imenso que perdeu a esperança de uma colocação no mercado formal, com carteira assinada. Um bocado de gente, em suma, disposta a dar o melhor de si para colocar comida na mesa de casa.
Os avanços na formalização do mercado de trabalho, em passado recente, pareciam manifestar o acerto das políticas de justiça social colocadas em curso ao longo dos últimos governos. Infelizmente, o bom momento econômico, base de uma política de bem estar social ancorada exclusivamente na ampliação do consumo, se revelaria vulnerável a toda sorte de turbulências. O Brasil do emprego pleno ficou para trás. Faltam vagas e oportunidade de mostrar trabalho. Uma realidade que quatorze milhões de desempregados conhecem muito bem.