Municípios sergipanos não cumprem legislação trabalhista

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Publicada em 19/05/2018 às 06:20:00

 

Trabalhadores sem con-
trato, recebendo me-
nos de um salário mínimo, sem equipamentos de proteção individual necessários e sendo transportados de forma irregular foi a situação encontrada pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) nos dez municípios do interior do estado visitados durante a 4ª Etapa da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Sergipe (FPI/SE), iniciada no dia 7 de maio e encerrada nesta sexta-feira,  com uma audiência pública realizada em Nossa Senhora da Glória.
Quatro procuradores do Trabalho e dois peritos percorreram os municípios de Capela, Cedro de São João, Telha, São Francisco, Japoatã, Malhada dos Bois, Graccho Cardoso, Nossa Senhora das Dores, Muribeca e Aquidabã. De acordo com os procuradores do Trabalho, o descaso com o trabalhador da coleta de lixo é uma prática encontrada em todos os municípios visitados.
"Encontramos trabalhadores sendo transportados juntamente com o lixo, bem como entre a cabine e o basculante de caçambas, correndo sérios riscos de contaminação e de acidentes. Além disso, a maioria dos trabalhadores estava sem fardamentos e com os EPIs danificados", relata o procurador do Trabalho Alexandre Alvarenga.
A pior situação encontrada pelo MPT-SE foi no município de Nossa Senhora das Dores. Segundo o procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro, setenta trabalhadores que fazem a varredura e a coleta de lixo do município recebem entre R$ 430,00 e R$ 680,00, valor bem abaixo do estabelecido como salário mínimo. "Sem contar que não há contrato firmado com os trabalhadores. Não bastasse o descaso com a saúde do trabalhador, o município ainda submete os varredores e coletores de lixo a uma situação indigna", questiona Raymundo Ribeiro.
Já no município de Capela foi encontrado no lixão da cidade lixo hospitalar descartado com lixo da coleta regular. "Alguns catadores de lixo relataram que já sofreram acidentes com o material hospitalar. Em razão disso, solicitaram que as agulhas fossem colocadas em garrafas pet. Além disso, enquanto fazíamos a inspeção do lixão chegaram três veículos para descartar resíduos com trabalhadores sendo transportados de forma irregular", explica o procurador do Trabalho Adroaldo Bispo.
Durante a FPI também foram realizadas inspeções nas Usinas Junco Novo, Taquarí e Campo lindo para verificação de cumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em cerâmicas e no frigorífico Nutrial para apurar denúncias.
O MPT-SE dará continuidade as ações iniciadas na FPI e notificará os munícipios para firmar TACs nos mesmos moldes feitos com outros municípios em etapa anterior da FPI.

Trabalhadores sem con- trato, recebendo me- nos de um salário mínimo, sem equipamentos de proteção individual necessários e sendo transportados de forma irregular foi a situação encontrada pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) nos dez municípios do interior do estado visitados durante a 4ª Etapa da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco em Sergipe (FPI/SE), iniciada no dia 7 de maio e encerrada nesta sexta-feira,  com uma audiência pública realizada em Nossa Senhora da Glória.
Quatro procuradores do Trabalho e dois peritos percorreram os municípios de Capela, Cedro de São João, Telha, São Francisco, Japoatã, Malhada dos Bois, Graccho Cardoso, Nossa Senhora das Dores, Muribeca e Aquidabã. De acordo com os procuradores do Trabalho, o descaso com o trabalhador da coleta de lixo é uma prática encontrada em todos os municípios visitados.
"Encontramos trabalhadores sendo transportados juntamente com o lixo, bem como entre a cabine e o basculante de caçambas, correndo sérios riscos de contaminação e de acidentes. Além disso, a maioria dos trabalhadores estava sem fardamentos e com os EPIs danificados", relata o procurador do Trabalho Alexandre Alvarenga.
A pior situação encontrada pelo MPT-SE foi no município de Nossa Senhora das Dores. Segundo o procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro, setenta trabalhadores que fazem a varredura e a coleta de lixo do município recebem entre R$ 430,00 e R$ 680,00, valor bem abaixo do estabelecido como salário mínimo. "Sem contar que não há contrato firmado com os trabalhadores. Não bastasse o descaso com a saúde do trabalhador, o município ainda submete os varredores e coletores de lixo a uma situação indigna", questiona Raymundo Ribeiro.
Já no município de Capela foi encontrado no lixão da cidade lixo hospitalar descartado com lixo da coleta regular. "Alguns catadores de lixo relataram que já sofreram acidentes com o material hospitalar. Em razão disso, solicitaram que as agulhas fossem colocadas em garrafas pet. Além disso, enquanto fazíamos a inspeção do lixão chegaram três veículos para descartar resíduos com trabalhadores sendo transportados de forma irregular", explica o procurador do Trabalho Adroaldo Bispo.
Durante a FPI também foram realizadas inspeções nas Usinas Junco Novo, Taquarí e Campo lindo para verificação de cumprimento de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em cerâmicas e no frigorífico Nutrial para apurar denúncias.
O MPT-SE dará continuidade as ações iniciadas na FPI e notificará os munícipios para firmar TACs nos mesmos moldes feitos com outros municípios em etapa anterior da FPI.