Brasil analfabeto

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Publicada em 19/05/2018 às 06:34:00

 

O Brasil tem 11,5 milhões de 
analfabetos. Entre todos os nú-
meros que dão feição estatística à República das Bananas, uma realidade negada pela pompa e as formalidades do poder, a escolaridade dos brasileiros talvez seja o mais ultrajante. Fala-se aqui de um País onde o povo não sabe escrever o próprio nome.
A escola no Brasil é um faz de conta. Os números provam e as razões para o óbice no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação, que via de regra acumulam mais de um emprego para garantir os vencimentos necessários à própria sobrevivência, à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública.
Não bastasse a precariedade do ensino, a formação de analfabetos funcionais, entretanto, há ainda as cadeiras vazias na sala de aula. O longo caminho a ser percorrido até uma unidade de ensino é trajeto desconhecido por milhões de jovens em idade escolar. A taxa de analfabetismo estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de escandalosos 7%. O País ainda está muito longe de alcançar as metas francamente modestas fixadas no Plano Nacional de Educação.
Falta ambição social. Lançado pelo governo ainda em 2014, o PNE nunca passou de uma carta de boas intenções das mais claudicantes. Nem os mais pessimistas esperavam, contudo, que os quatro anos de conversa fiada que resultaram na redação do documento fossem atirados pela janela, assim, sem nenhuma cerimônia.

O Brasil tem 11,5 milhões de  analfabetos. Entre todos os nú- meros que dão feição estatística à República das Bananas, uma realidade negada pela pompa e as formalidades do poder, a escolaridade dos brasileiros talvez seja o mais ultrajante. Fala-se aqui de um País onde o povo não sabe escrever o próprio nome.
A escola no Brasil é um faz de conta. Os números provam e as razões para o óbice no ensino são muitas. Vão desde a jornada de trabalho imposta aos profissionais de educação, que via de regra acumulam mais de um emprego para garantir os vencimentos necessários à própria sobrevivência, à ausência de estrutura adequada na rede de ensino pública.
Não bastasse a precariedade do ensino, a formação de analfabetos funcionais, entretanto, há ainda as cadeiras vazias na sala de aula. O longo caminho a ser percorrido até uma unidade de ensino é trajeto desconhecido por milhões de jovens em idade escolar. A taxa de analfabetismo estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de escandalosos 7%. O País ainda está muito longe de alcançar as metas francamente modestas fixadas no Plano Nacional de Educação.
Falta ambição social. Lançado pelo governo ainda em 2014, o PNE nunca passou de uma carta de boas intenções das mais claudicantes. Nem os mais pessimistas esperavam, contudo, que os quatro anos de conversa fiada que resultaram na redação do documento fossem atirados pela janela, assim, sem nenhuma cerimônia.