Poder de vida e morte

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Publicada em 20/05/2018 às 13:59:00

 

A operação Rubicão, deflagrada 
na manhã da última sexta-feira, 
com o objetivo de prender suspeitos de envolvimento no homicídio do capitão Manoel Oliveira, estava em andamento quando oito homens foram mortos, em confronto com a polícia. Recebidos a bala, os policiais foram obrigados a devolver os disparos - um desfecho que não merece nenhuma comemoração.
O Brasil possui o maior número absoluto de mortes por armas de fogo no planeta - foram registrados cerca de 44 mil casos, apenas no ano passado. E a emboscada que vitimou o capitão Manoel Oliveira, comandante da Polícia Especializada em área de Caatinga da Polícia Militar de Sergipe, reflete a ausência de segurança vivida na pele pelo conjunto da população nos quatro cantos do País. Armada até os dentes, a bandidagem manda e desmanda, tudo pode.
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Sergipe, o assassinato do capitão foi encomendado em função de seu empenho profissional no combate ao crime de mando, a pistolagem. Convém notar que, entre todas as modalidades criminosas, esta consiste em afronta declarada à lei e a ordem, assumindo um poder que não cabe nem ao Estado, decidindo sobre a vida e a morte de qualquer um.
Sergipe, como de resto boa parte do Brasil, virou a terra do salve-se quem puder. Se nem mesmo os agentes da Lei estão a salvo da tocaia grande armada pelos criminosos, o grosso da população ergue as mãos para o céu, na esperança de voltar para casa sã e salva. Uma garantia que a polícia sergipana se mostra incapaz de assegurar.

A operação Rubicão, deflagrada  na manhã da última sexta-feira,  com o objetivo de prender suspeitos de envolvimento no homicídio do capitão Manoel Oliveira, estava em andamento quando oito homens foram mortos, em confronto com a polícia. Recebidos a bala, os policiais foram obrigados a devolver os disparos - um desfecho que não merece nenhuma comemoração.
O Brasil possui o maior número absoluto de mortes por armas de fogo no planeta - foram registrados cerca de 44 mil casos, apenas no ano passado. E a emboscada que vitimou o capitão Manoel Oliveira, comandante da Polícia Especializada em área de Caatinga da Polícia Militar de Sergipe, reflete a ausência de segurança vivida na pele pelo conjunto da população nos quatro cantos do País. Armada até os dentes, a bandidagem manda e desmanda, tudo pode.
De acordo com as investigações da Polícia Civil de Sergipe, o assassinato do capitão foi encomendado em função de seu empenho profissional no combate ao crime de mando, a pistolagem. Convém notar que, entre todas as modalidades criminosas, esta consiste em afronta declarada à lei e a ordem, assumindo um poder que não cabe nem ao Estado, decidindo sobre a vida e a morte de qualquer um.Sergipe, como de resto boa parte do Brasil, virou a terra do salve-se quem puder. Se nem mesmo os agentes da Lei estão a salvo da tocaia grande armada pelos criminosos, o grosso da população ergue as mãos para o céu, na esperança de voltar para casa sã e salva. Uma garantia que a polícia sergipana se mostra incapaz de assegurar.