Nova Fronteira lança edição definitiva de Auto da Compadecida

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Publicada em 22/05/2018 às 04:48:00

 

Principal obra do autor paraibano Ariano Suassuna, Auto da Compadecida será relançada pela Nova Fronteira em sua versão definitiva no mês de maio. Além de trazer ilustrações inéditas feita pelo filho do escritor, Manuel Suassuna, a edição conta com pequenos ajustes deixados pelo próprio Ariano em suas anotações, a fim de deixar a obra do jeito como ele sempre imaginou.
Auto da Compadecida consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição de cordel. Uma peça teatral em forma de auto em 3 atos, a obra foi escrita em 1955 e é um verdadeiro retrato do Nordeste brasileiro, mesclando elementos como a literatura de cordel, a comédia, traços de barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas.
Com humor e de maneira leve, a peça fala sobre o drama vivido pelo povo nordestino sempre com medo da fome, em luta constante contra a miséria e acuado pela seca. É nesse contexto que acontecem as aventuras de Chicó e João Grilo, os dois personagens centrais. Enquanto Chicó é covarde e mentiroso, João Grilo se aproveita da estupidez dos mais abastados e das pessoas do clero para levar a melhor.
Encenada pela primeira vez em 1955, em Recife, a peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Em 1999, Auto da Compadecida foi apresentada como minissérie pela Rede Globo e, posteriormente, editada para a exibição nos cinemas, ganhando ainda mais popularidade entre um público mais contemporâneo.
A Ilumiara de Suassuna - Assim como Auto da Compadecida, todos os livros de Suassuna - exceto os que estão em coleções exclusivas que já têm um projeto gráfico próprio - agora serão lançados com a mesma identidade visual, que remete ao cordel até no tom das páginas do miolo. Isso é parte de um projeto maior do próprio Ariano, que antes de morrer manifestou a vontade de evidenciar uma unidade subjacente a toda sua obra.

Principal obra do autor paraibano Ariano Suassuna, Auto da Compadecida será relançada pela Nova Fronteira em sua versão definitiva no mês de maio. Além de trazer ilustrações inéditas feita pelo filho do escritor, Manuel Suassuna, a edição conta com pequenos ajustes deixados pelo próprio Ariano em suas anotações, a fim de deixar a obra do jeito como ele sempre imaginou.
Auto da Compadecida consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição de cordel. Uma peça teatral em forma de auto em 3 atos, a obra foi escrita em 1955 e é um verdadeiro retrato do Nordeste brasileiro, mesclando elementos como a literatura de cordel, a comédia, traços de barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas.Com humor e de maneira leve, a peça fala sobre o drama vivido pelo povo nordestino sempre com medo da fome, em luta constante contra a miséria e acuado pela seca. É nesse contexto que acontecem as aventuras de Chicó e João Grilo, os dois personagens centrais. Enquanto Chicó é covarde e mentiroso, João Grilo se aproveita da estupidez dos mais abastados e das pessoas do clero para levar a melhor.
Encenada pela primeira vez em 1955, em Recife, a peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Em 1999, Auto da Compadecida foi apresentada como minissérie pela Rede Globo e, posteriormente, editada para a exibição nos cinemas, ganhando ainda mais popularidade entre um público mais contemporâneo.
A Ilumiara de Suassuna - Assim como Auto da Compadecida, todos os livros de Suassuna - exceto os que estão em coleções exclusivas que já têm um projeto gráfico próprio - agora serão lançados com a mesma identidade visual, que remete ao cordel até no tom das páginas do miolo. Isso é parte de um projeto maior do próprio Ariano, que antes de morrer manifestou a vontade de evidenciar uma unidade subjacente a toda sua obra.