Caminhos fechados

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Publicada em 22/05/2018 às 05:29:00

 

O fluxo de veículos foi inter-
rompido em algumas das 
principais estradas do País. Para os caminhoneiros responsáveis pela mobilização nacional realizada ontem, a nova política de preços adotada pela Petrobras, com reajustes diários, ancorados na cotação internacional do petróleo, tem o potencial de fechar os caminhos por onde corre a maior parte da riqueza produzida no Brasil.
A advertência pronunciada por meio do protesto faz muito sentido. Nos últimos 11 meses, o diesel subiu 56% no posto. A situação é tão dramática que até os proprietários dos postos de combustíveis apoiam a causa dos caminhoneiros. A alta carga tributária, embutida no preço final dos combustíveis, mais a variação diária do valor cobrado na bomba, estão transformando as péssimas estradas brasileiras em corredores muito estreitos, por onde poucos ainda têm condições financeiras de passar.
Se a situação é ruim para o setor produtivo, do qual os caminhoneiros fazem parte, não é diferente para o consumidor doméstico. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1,2 milhão de famílias já não podem arcar com o custo do botijão de gás e tiveram de apelar para a lenha e o carvão na cozinha de casa.
A verdade é que o governo Temer dói no bolso. Os impostos representam quase a metade do valor do diesel e os demais combustíveis na refinaria. Os caminhoneiros organizados nos protestos de ontem, fechando as estradas por onde escoa toda a produção agrícola e industrial do País, ecoaram, portanto, as mesmas queixas silenciadas pelo conjunto da população brasileira.

O fluxo de veículos foi inter- rompido em algumas das  principais estradas do País. Para os caminhoneiros responsáveis pela mobilização nacional realizada ontem, a nova política de preços adotada pela Petrobras, com reajustes diários, ancorados na cotação internacional do petróleo, tem o potencial de fechar os caminhos por onde corre a maior parte da riqueza produzida no Brasil.
A advertência pronunciada por meio do protesto faz muito sentido. Nos últimos 11 meses, o diesel subiu 56% no posto. A situação é tão dramática que até os proprietários dos postos de combustíveis apoiam a causa dos caminhoneiros. A alta carga tributária, embutida no preço final dos combustíveis, mais a variação diária do valor cobrado na bomba, estão transformando as péssimas estradas brasileiras em corredores muito estreitos, por onde poucos ainda têm condições financeiras de passar.
Se a situação é ruim para o setor produtivo, do qual os caminhoneiros fazem parte, não é diferente para o consumidor doméstico. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1,2 milhão de famílias já não podem arcar com o custo do botijão de gás e tiveram de apelar para a lenha e o carvão na cozinha de casa.
A verdade é que o governo Temer dói no bolso. Os impostos representam quase a metade do valor do diesel e os demais combustíveis na refinaria. Os caminhoneiros organizados nos protestos de ontem, fechando as estradas por onde escoa toda a produção agrícola e industrial do País, ecoaram, portanto, as mesmas queixas silenciadas pelo conjunto da população brasileira.