Audiência pública debate com especialistas os impactos dos agrotóxicos nas cidades

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Publicada em 24/05/2018 às 05:59:00

 

Mais de 107 mil casos de intoxicação causados por agrotóxicos foram registrados no Brasil em uma década (2007 a 2017), levando à morte quase 3.500 pessoas. Esses dados oficiais da saúde no país, embora elevados, podem ser ainda maiores, pois ainda há muita subnotificação. Essa informação assustadora foi uma das questões levantadas durante audiência pública realizada nesta terça-feira (23), na Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados, que tratou sobre "Os impactos dos agrotóxicos nas cidades". O debate foi uma proposta dos deputados João Lula Daniel (PT-SE) e Nilto Lula Tatto (PT-SP), diante da preocupação com o crescimento do uso dos agrotóxicos no país e o avanço de propostas de legislação que liberalizam ainda mais a utilização desses venenos, a exemplo do projeto de lei 6.299/2002.
A audiência contou com a presença de especialistas que se manifestaram contrários a essas propostas que afrouxam as leis para a liberação, comercialização e fiscalização desses produtos no Brasil. O deputado João Daniel, vice-presidente da CDU, disse que esse é um dos temas mais importantes debatidos neste momento no país e talvez os setores mais conservadores e as empresas de agrotóxicos não tenham interesse em a população saber o que está acontecendo. "É um tema muito importante que diz respeito ao futuro da humanidade, à saúde pública e uma vida saudável. Sabemos os grandes problemas e os interesses que estão por trás das empresas de agrotóxicos, por isso precisamos abrir esse debate e esclarecer a população", ressaltou.
A diretora de Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jacimara Guerra Machado, foi uma das participantes da audiência e destacou que, embora sejam mais significativos os impactos do uso dos agrotóxicos no campo, há, inevitavelmente, um rebate no meio urbano. "Os impactos causados pelos agrotóxicos na área urbana são significativos no ponto de vista ambiental", disse. Em sua fala, ela citou os meios de contato desse impacto dos agrotóxicos na população urbana, seja através da água, ar, do contato, alimentos e contaminação ocupacional de trabalhadores e operários que fazem sua aplicação e cada instituição responsável pelo controle. Para ela, discutir esse projeto substitutivo, quando grande parte dos atores sociais estão se colocando contra essa proposta, é bastante significativo e fazer esse esclarecimento à população é importante.

Mais de 107 mil casos de intoxicação causados por agrotóxicos foram registrados no Brasil em uma década (2007 a 2017), levando à morte quase 3.500 pessoas. Esses dados oficiais da saúde no país, embora elevados, podem ser ainda maiores, pois ainda há muita subnotificação. Essa informação assustadora foi uma das questões levantadas durante audiência pública realizada nesta terça-feira (23), na Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara dos Deputados, que tratou sobre "Os impactos dos agrotóxicos nas cidades". O debate foi uma proposta dos deputados João Lula Daniel (PT-SE) e Nilto Lula Tatto (PT-SP), diante da preocupação com o crescimento do uso dos agrotóxicos no país e o avanço de propostas de legislação que liberalizam ainda mais a utilização desses venenos, a exemplo do projeto de lei 6.299/2002.
A audiência contou com a presença de especialistas que se manifestaram contrários a essas propostas que afrouxam as leis para a liberação, comercialização e fiscalização desses produtos no Brasil. O deputado João Daniel, vice-presidente da CDU, disse que esse é um dos temas mais importantes debatidos neste momento no país e talvez os setores mais conservadores e as empresas de agrotóxicos não tenham interesse em a população saber o que está acontecendo. "É um tema muito importante que diz respeito ao futuro da humanidade, à saúde pública e uma vida saudável. Sabemos os grandes problemas e os interesses que estão por trás das empresas de agrotóxicos, por isso precisamos abrir esse debate e esclarecer a população", ressaltou.
A diretora de Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jacimara Guerra Machado, foi uma das participantes da audiência e destacou que, embora sejam mais significativos os impactos do uso dos agrotóxicos no campo, há, inevitavelmente, um rebate no meio urbano. "Os impactos causados pelos agrotóxicos na área urbana são significativos no ponto de vista ambiental", disse. Em sua fala, ela citou os meios de contato desse impacto dos agrotóxicos na população urbana, seja através da água, ar, do contato, alimentos e contaminação ocupacional de trabalhadores e operários que fazem sua aplicação e cada instituição responsável pelo controle. Para ela, discutir esse projeto substitutivo, quando grande parte dos atores sociais estão se colocando contra essa proposta, é bastante significativo e fazer esse esclarecimento à população é importante.