Sem trégua

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 24/05/2018 às 06:13:00

 

Michel Temer pediu uma trégua 
aos caminhoneiros em greve. 
Sem outra alternativa, além de fazer das tripas coração, na esperança de evitar uma crise de abastecimento cujos sinais já estão à vista, o presidente jogou a toalha, derrotado por um oponente mais forte.
A linguagem empregada no apelo presidencial é reveladora. Trata-se de uma queda de braço, uma guerra deflagrada ante a opinião pública. A necessidade de mostrar alguma força política, no entanto, restou subjugada pelas evidências mais aparentes. De fato, a alta carga tributária incidindo sobre o preço dos combustíveis praticados hoje no Brasil não tem nenhuma defesa.
Para acabar com a paralisação dos caminhoneiros sem apelar aos tribunais, Temer vai ter de fazer mais do que jogar para a platéia. A proposta de zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidindo sobre o diesel, por exemplo, não teria praticamente nenhum efeito prático sobre o problema posto na mesa. Ou o presidente dá o braço a torcer, de uma vez por todas, ou o País para.
A crise estrangulando as estradas brasileiras já dura muitos dias, muito além do razoável. A essa altura do campeonato, a equipe econômica do governo vai ter de tirar um coelho da cartola, realizar um passe de mágica. A situação chegou ao limite do suportável. A nova política de preços adotada pela Petrobras, com reajustes diários, ancorados na cotação internacional do petróleo, desconsiderou solenemente a realidade do mercado interno brasileiro. O presidente ainda não capitulou, mas quase.

Michel Temer pediu uma trégua  aos caminhoneiros em greve.  Sem outra alternativa, além de fazer das tripas coração, na esperança de evitar uma crise de abastecimento cujos sinais já estão à vista, o presidente jogou a toalha, derrotado por um oponente mais forte.
A linguagem empregada no apelo presidencial é reveladora. Trata-se de uma queda de braço, uma guerra deflagrada ante a opinião pública. A necessidade de mostrar alguma força política, no entanto, restou subjugada pelas evidências mais aparentes. De fato, a alta carga tributária incidindo sobre o preço dos combustíveis praticados hoje no Brasil não tem nenhuma defesa.
Para acabar com a paralisação dos caminhoneiros sem apelar aos tribunais, Temer vai ter de fazer mais do que jogar para a platéia. A proposta de zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidindo sobre o diesel, por exemplo, não teria praticamente nenhum efeito prático sobre o problema posto na mesa. Ou o presidente dá o braço a torcer, de uma vez por todas, ou o País para.
A crise estrangulando as estradas brasileiras já dura muitos dias, muito além do razoável. A essa altura do campeonato, a equipe econômica do governo vai ter de tirar um coelho da cartola, realizar um passe de mágica. A situação chegou ao limite do suportável. A nova política de preços adotada pela Petrobras, com reajustes diários, ancorados na cotação internacional do petróleo, desconsiderou solenemente a realidade do mercado interno brasileiro. O presidente ainda não capitulou, mas quase.