Efeitos da greve: início do caos

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Publicada em 25/05/2018 às 06:49:00

 

A política econômica do governo Mi
chel Temer, que levou aos constantes 
aumentos do preço dos combustíveis e, consequentemente, a uma reação dos caminhoneiros, começou a afetar, mais ainda, o povo brasileiro que já sente na própria carne a política nefasta de Temer que em apenas dois anos aumentou 121 vezes o preço do combustível. Isso corresponde a um reajuste absurdo de 69% para um país de 13 milhões de desempregados e com uma inflação que dizem ser menor que 3% ao ano.
A paralisação dos caminhoneiros em 23 estados do país, inclusive Sergipe, contra a alta do diesel, iniciada na última segunda-feira, já provocou a suspensão de várias linhas de ônibus urbanos e de voos nos aeroportos; a falta de combustíveis nos postos e o enfrentamento de grandes filas nos postos que ainda dispõe da gasolina, álcool, diesel e do gás para vender; e a não entrega de correspondências pelos Correios.
A situação pode se complicar mais ainda com a grande possibilidade de desabastecimento de alimentos, por conta da continuidade da greve justa dos caminhoneiros. É que as indústrias estão diminuindo a sua produção não só por não ter como transportar os produtos para quem cheguem até o consumidor, mas pelo não recebimento de alguns itens necessários à fabricação, embalagem e armazenamento daquilo que produzem.
A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) já informou que a paralisação de caminhoneiros gerou desabastecimento em farmácias e drogarias de todo o país. E que um dos principais problemas refere-se aos medicamentos termolábeis, aqueles que devem ser mantidos refrigerados e necessitam de temperatura estável até o seu destino final. Segundo a Abrafarma, é impossível garantir essas condições com os caminhões travados nas estradas.
Trocando em miúdos, se a greve se protelar por mais tempo o país, literalmente, vai parar e pessoas podem vir até a morrer por falta de medicamentos se o presidente Temer não rever os abusivos aumentos dos combustíveis e, consequentemente, atender ao pleito justo dos caminhoneiros.  Será o caos a falta de combustível, de voos, segurança, remédios, atendimento médico e hospitalar, e aumento dos preços dos produtos.
A classe política devia se envergonhar de não fazer a sua parte para melhorar as condições de vida do povo brasileiro e coibir os desmandos do governo Temer. Aplausos para os caminhoneiros que demonstram força para paralisar o país e encurralar o nefasto presidente Michel Temer, com mais de 72% de rejeição do povo brasileiro, que ainda não encontrou uma saída para a sua política econômica equivocada que provocou o caos no país.

A política econômica do governo Mi chel Temer, que levou aos constantes  aumentos do preço dos combustíveis e, consequentemente, a uma reação dos caminhoneiros, começou a afetar, mais ainda, o povo brasileiro que já sente na própria carne a política nefasta de Temer que em apenas dois anos aumentou 121 vezes o preço do combustível. Isso corresponde a um reajuste absurdo de 69% para um país de 13 milhões de desempregados e com uma inflação que dizem ser menor que 3% ao ano.
A paralisação dos caminhoneiros em 23 estados do país, inclusive Sergipe, contra a alta do diesel, iniciada na última segunda-feira, já provocou a suspensão de várias linhas de ônibus urbanos e de voos nos aeroportos; a falta de combustíveis nos postos e o enfrentamento de grandes filas nos postos que ainda dispõe da gasolina, álcool, diesel e do gás para vender; e a não entrega de correspondências pelos Correios.
A situação pode se complicar mais ainda com a grande possibilidade de desabastecimento de alimentos, por conta da continuidade da greve justa dos caminhoneiros. É que as indústrias estão diminuindo a sua produção não só por não ter como transportar os produtos para quem cheguem até o consumidor, mas pelo não recebimento de alguns itens necessários à fabricação, embalagem e armazenamento daquilo que produzem.
A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) já informou que a paralisação de caminhoneiros gerou desabastecimento em farmácias e drogarias de todo o país. E que um dos principais problemas refere-se aos medicamentos termolábeis, aqueles que devem ser mantidos refrigerados e necessitam de temperatura estável até o seu destino final. Segundo a Abrafarma, é impossível garantir essas condições com os caminhões travados nas estradas.
Trocando em miúdos, se a greve se protelar por mais tempo o país, literalmente, vai parar e pessoas podem vir até a morrer por falta de medicamentos se o presidente Temer não rever os abusivos aumentos dos combustíveis e, consequentemente, atender ao pleito justo dos caminhoneiros.  Será o caos a falta de combustível, de voos, segurança, remédios, atendimento médico e hospitalar, e aumento dos preços dos produtos.
A classe política devia se envergonhar de não fazer a sua parte para melhorar as condições de vida do povo brasileiro e coibir os desmandos do governo Temer. Aplausos para os caminhoneiros que demonstram força para paralisar o país e encurralar o nefasto presidente Michel Temer, com mais de 72% de rejeição do povo brasileiro, que ainda não encontrou uma saída para a sua política econômica equivocada que provocou o caos no país.

 

A condição

A  Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam)  afirmou ontem que os protestos Brasil afora continuarão até que a isenção da alíquota PIS/Cofins seja publicada no Diário Oficial da União. O presidente da entidade, José da Fonseca Lopes, disse que a redução de 10% na cotação do diesel, anunciada na noite de quarta-feira pela Petrobras, não resolve a situação.

 

Mais adeptos

Categorias de trabalhadores ligados ao transporte autônomo, como motociclistas, taxistas e motoristas de vans, acompanham a greve dos caminhoneiros e pretendem usar a mesma tática para pressionar o governo a baixar o preço dos combustíveis.

 

Desabafo 1

Do ex-governador Jackson Barreto (MDB) sobre a situação do país hoje: "O governo federal faz farra com o aumento da gasolina, mete a mão no bolso do brasileiro e engarrafa o país inteiro. Greve de caminhoneiros, filas quilométricas em postos de gasolina. O país beira o desabastecimento. Não podemos assistir isso calado".

 

Desabafo 2

Disse ainda JB: "Me sinto como nos anos 70/80, quando todo dia era uma batalha contra a carestia e pela retomada da democracia. Essa situação não pode continuar. É preciso cobrar com rigor a responsabilidade desse governo e dos que permitiram que ele se instalasse no país".

 

Na tribuna da Câmara

Do vereador Anderson de Tuca (PRTB): "Pela primeira vez vi uma categoria, de fato, parar o país. Foi um protesto muito bem organizado. Quero parabenizar os manifestantes pela coragem. Sem dúvida, essa é uma maneira de fazer justiça por todos os brasileiros que também estão cansados de pagar impostos e não ver isso ser revertido em melhorias. Hoje, estamos vivenciando inúmeros transtornos por conta dessa paralisação. Em especial, no trânsito".

 

Alzheimer como defesa

O advogado do ex-prefeito João Alves Filho (DEM), Cristiano Cabral, apresentou pedido de instauração de incidente de insanidade de JAF por ser portador de Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro, que afeta a memória, há três anos. O ex-prefeito foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) pela contratação de funcionários sem trabalhar na sua gestão, os chamados "fantasmas".

 

Doente mesmo

João Alves reside em Brasília desde que deixou a Prefeitura de Aracaju no final de 2016. Realmente não tem mais noção das coisas. Tem como cuidador o seu motorista há cerca de 20 anos

 

Pulga atrás da orelha 1

O pré-candidato a senador Rogério Carvalho (PT) continua acreditando em uma "aliança branca" entre os também pré-candidatos ao Senado Jackson Barreto (MDB) e André Moura (PSC). Ele, inclusive, como presidente do PT, declara que o partido pode reavaliar permanecer na base do governo se ficar evidenciado o "acordo branco".

 

Pulga atrás da orelha 2

Chegou a declarar ontem, durante entrevista na Jovem Pan: "Se Edvaldo Nogueira declara apoio a André Moura e Jackson Barreto, isso fará o PT repensar nas alianças. Se estão achando que não estou vendo o que está acontecendo, estão muito enganados!".

 

Satisfeito

O pré-candidato a governador Valadares Filho (PSB) está otimista que terá o presidente licenciado da OAB/SE, Henri Clay, como seu pré-candidato ao Senado. Disse à coluna que as conversas estão indo bem e o advogado está "muito animado com o projeto novo, de uma nova geração da política e da bandeira do ficha limpa".

 

Nenhum empecilho

Segundo VF, uma pré-candidatura de Henry Clay ao Senado na sua chapa não inviabiliza uma pré-candidatura do senador Valadares à reeleição. Ressalta que o presidente licenciado da OAB até externou que não vai impor Valadares não ser seu companheiro de chapa, por achar até bom.

 

Projeto maior

Enfatiza que o senador Valadares pode não disputar a reeleição se for para firmar uma "aliança que vale a pena esse sacrifício".  

 

Sem pressa

Valadares Filho reafirmou que vai continuar conversando com as lideranças políticas visando apoio a sua pré-candidatura ao governo e que não tem pressa em definir a chapa majoritária. "Temos até 5 de agosto para definir. Pode acontecer antes, as coisas estão ocorrendo com tranquilidade".

 

Desistência 1

O ex-deputado federal João Fontes (PPS) desistiu da sua pré-candidatura ao Senado. "Para se eleger no Brasil precisa ser abençoado por grupos políticos fortes. Os grandes partidos estão com o dinheiro do fundo eleitoral e partidário. A parcela da sociedade que quer mudar o Brasil é muito pequena e não elege ninguém. Vivemos hoje uma suruba  partidária no Brasil".    

 

Desistência 2

Prossegue Fontes: "Laércio Oliveira, com uma estrutura forte, não conseguiu vaga para o senado e o senador Valadares não está encontrando espaço para a reeleição. Não tenho mais idade para pregar no deserto".

 

Fundo partidário 1

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou ontem, por unanimidade, uma resolução para regulamentar a distribuição de recursos do Fundo Eleitoral público, de R$ 1,716 bilhão, para financiar campanhas. Entre as principais definições está a de que cada partido somente receberá os recursos após sua respectiva executiva nacional aprovar e divulgar amplamente os critérios para distribuição do dinheiro entre os candidatos, que podem ser alvo de contestação pela Justiça Eleitoral.

 

Fundo partidário 2

De acordo com os critérios definidos em lei, entre eles o tamanho das bancadas no Congresso no dia 28 de agosto de 2017, o TSE calculou qual a porcentagem dos recursos que caberá a cada partido. As legendas que mais receberão recursos são MDB (13,64%), que deve ficar com R$ 234,19 milhões; PT (12,36%), com R$ 212,2 milhões; PSDB (10,83%), com R$ 185,8 milhões; PP (7,63%), com R$ 130,9 milhões; e PSB (6,92%), com R$ 118,7 milhões. Partido Novo, PMB, PCO e PCB (0,57%) serão as legendas com menos recursos do Fundo Eleitoral, tendo direito a R$ 970 mil cada.

 

Um governo fraco 

O senador Valadares, líder da bancada do PSB no Senado, disse ontem: "A greve dos caminhoneiros conseguiu paralisar praticamente o Brasil e provou aquilo que já sabíamos: estamos diante de um governo fraco, cambaleante, sem estratégia para agir com previsibilidade e rapidez antes que o clarão da crise apontasse no horizonte".  Enfatiza o senador: "O governo subestimou o movimento de protesto dos caminhoneiros, deixando que a situação se agravasse. A tal ponto que, não apenas o sistema de abastecimento de combustível entrou em colapso, como as gôndolas dos supermercados, farmácias, o comércio de um modo geral, os correios e a aviação sentiram de imediato o impacto da greve". 

 

Veja essa ...

Do vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, sobre o caos no país pela greve dos caminhoneiros contra aumento dos combustíveis: "Em 2001, Parente era ministro de Minas e Energias de FHC e levou o país ao apagão elétrico. Hoje, como presidente da Petrobras, levou o Brasil ao apagão de combustíveis".

 

Curtas

De Rogério Carvalho sobre o caos hoje no país; "Cadê os nossos senadores? É hora de acabar com esse desmonte e dar fim ao governo golpista! A Petrobras precisa cumprir o papel social que tem com o país. E não cuidar dos interesses dos acionistas privados".

 

Do deputado federal Fábio Mitidieri (PSD): "Gasolina chegou a R$ 8,99 em Recife. Diesel a R$ 5,00 e dólar a R$ 4,00. Antes que os entendidos venham fazer a defesa, eu já sei. Foi tudo culpa da Dilma, né? Ok!".

 

Além da assinatura do termo de liberação das verbas do Governo Federal para a realização dos festejos juninos em Sergipe, o ministro Sérgio Leitão (Cultura) visitará hoje, ao lado do deputado André Moura, as igrejas em Laranjeiras, o Santuário de Divina Pastora e o prédio histórico da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, em Aracaju.

 

Reflexos da greve dos caminhoneiros em Sergipe: vários postos sem combustíveis, filas quilométricas nos postos que ainda tem combustível, frota de ônibus reduzida em 30%, suspensão das aulas na UFS desde ontem à noite e aumento nos preços dos produtos nas feiras livres.

 

Diante da situação de paralisação das rodovias no estado, por conta da greve dos caminhoneiros,  o governo de Sergipe suspendeu as ações a serem realizadas hoje nos municípios de Tobias Barreto e Indiaroba. E garante está de prontidão para tomar as providências necessárias que garantam a assistência em áreas essenciais.